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OBEDECER

 

 

1 OBEDECER É MELHOR-1 SAMUEL 15.22-23

 

2 OBEDECER É MELHOR-1 SAMUEL 10.1-7

 

3 OBEDECER É MELHOR-1 SAMUEL 11.1-7

 

4 OBEDECER É MELHOR-1 SAMUEL 15.23

 

5 OBEDECER É MELHOR-1 SAMUEL 15.13-21

 

6 CRISTO AGORA-MATEUS 24.44

 

7 O CAMINHO A VERDADE E A VIDA-JOÃO 14.6

 

8 NAS FRONTEIRAS DA ETERNIDADE-GÊNESIS 4.8-10

 

9 UNGIDOS PARA SERVIR-ISAÍAS 61.1-3

 

10 HUMILDADE E ORGULHO-LUCAS 23.33-43

 

11 CÂNTAROS QUEBRADOS-SALMO 40.1-5

 

12 A ÚNICA SAÍDA-2 CORÍNTIOS 5.18-19

 

13 O HOMEM QUE DEUS USA-ATOS 13.22

 

14 O PROBLEMA DE DEUS-ISAÍAS 6.8

 

15 IDE-MATEUS 28.19-20

 

16 O ROMPER DAS REDES-LUCAS 5.1-11

 

17 O ROMPER DAS REDES-LUCAS 5.4-11

 

18 O NOVO TESTAMENTO-MARCOS 14.24

 

19 NAS PEGADAS DO MESTRE-1 PEDRO 2.20-21

 

20 OS PECADOS DOS SANTOS-LEVÍTICO 10.1-11


 


 

1

OBEDECER  É  MELHOR  (PARTE I)

Rodolpho  Cavalieri

 

TOPO

1 Samuel 15:22-23

 

a) Se nós fizéssemos uma experiência com dois grupos de soldados:

1) No primeiro grupo seriam doze homens inteligentes e capazes, mas que levados pela ambição, todos queriam só mandar e nunca obedecer.

2) No segundo grupo teríamos doze soldados, que não eram tão inteligentes e capazes, mas convictos de que obediência traz a força e provoca o sucesso.

b) Resultado:

1) No primeiro grupo eles agiram por paixão desequilibrada, automaticamente o esforço de um anulava a ação do outro. Balanço Final – a soma dos esforços de todos, foi menor do que a soma das possibilidades de cada um. Os doze atingiram seis pontos.

2) No segundo grupo o resultado foi vinte e quatro pontos: porque eles acreditavam na união dos espaços no conjunto das ações, na submissão, obediência e respeito, de um pelo outro. Obtiveram duas vezes mais do que a possibilidade de cada um.

c) O procedimento espiritual não foge a regra. Primeiro aprende-se a obedecer, depois exerce-se o comando.

1) "Quem obedece direito, comanda direito".

2) Obediência comprometida, produz comando tortuoso.

3) Podemos afirmar: Quem melhor comanda é aquele que mais obedece. Abraão obedeceu, e se tornou o pai da fé.

 

II a) Nós lemos de início que "obedecer é melhor do que sacrificar", e atender é melhor do que apresentar fatos.

1) Quando obedecemos ao Senhor, produzimos:

a) Culto racional.

b) Ações sadias e;

c) sacrifício perfeito.

2) Quando atendemos a nossa própria vontade encurvada, encontramos:

a) Pedra em vez de pão.

b) Amargura em vez de água.

c) Desgraça em vez de Graça.

d) Provocamos a morte em vez da vida.

b) Saibam irmãos:

1) A natureza humana já nasce com o imã do mal, e naturalmente é atraída pelas forças das trevas.

2) Apenas "quando conhecermos a Deus como nos é dado o privilégio de O conhecer, nossa vida será de contínua obediência." – D.T.N, p. 668.

3) "Se eu atender a iniqüidade no meu coração, o Senhor nunca me ouvirá", ainda que eu apresente sacrifícios dolorosos.

c) Vejam isso:

1) Anos atrás a Associated Press publicou a notícia de um engraxate filipino que foi crucificado a seu próprio pedido, num gesto de ação de graças, numa vila, uns sessenta quilômetros distante de Manila. Ele havia estado doente durante doze anos, e então foi curado. Declarou que quem o crucificasse não seria considerado culpado. Ser crucificado, dizia, seria a única maneira de ser grato a Deus pela cura.

Este homem ficou inconsciente na cruz por vários minutos, então os pregos foram tirados e ele foi levado de volta para sua casa.

2) Seguramente se Samuel estivesse ao pé daquela cruz teria dito: Obedecer a Deus e cumprir Sua Palavra é melhor do que ser crucificado desta forma, nesta cruz.

d) Pergunta-se: Qual é a obediência aceita por Deus?

"Toda a verdadeira obediência vem do coração. Deste procedia também a de Cristo. E se consentirmos, Ele por tal forma Se identificará com os nossos pensamentos e ideais, dirigirá nosso coração e espírito em tanta conformidade com o Seu querer, que, obedecendo-Lhe, não estaremos senão seguindo nossos próprios impulsos. A vontade, refinada, santificada, encontrará seu mais elevado deleite em fazer o Seu serviço." – Idem.

 

III a) Notem: A história do povo de Deus daqueles dias, estava pontilhada de episódios fantásticos, eles viveram os mais incríveis acontecimentos;

1) com fatos verdadeiramente heróicos, realizações as mais extraordinárias;

2) os seus inimigos de perto e de longe, eram pisados pelas tropas de Israel, com seus valentes soldados, ou executados pelas mãos dos anjos celestes, que protegiam e destruíam os ameaçadores invasores das fronteiras sagradas.

b) Sansão, o pequeno sol, consumiu de uma só vez, com uma queixada de jumento, mil filisteus. Juí. 15:15.

c) Gideão, com trezentos bravos soldados, venceu na base do grito, milhares de midianitas que sacrificavam Israel. Juí. 7:7.

d) Josué:

1) Desbarata os amalequitas. Êxo. 33:11.

2) Atravessa o Jordão a seco. Josué 3:16. "Pararam-se as águas que vinham de cima".

3) Destrói Jericó. Josué 6.

4) Manda o sol parar. Josué 10:12. Faz o sorteio de distribuição da Terra Prometida ao povo de Deus.

5) Numa brilhante manifestação do poder de Deus, Moisés, com as mãos para o alto no cimo do outeiro; lá embaixo, Josué à frente dos jovens valorosos e guerreiros de Israel, conseguiram destruir os cruéis e covardes amalequitas, que mataram a parte velha, tenra e cansada de Israel no deserto de Refidim. Êxo. 17:8-16.

e) Enquanto a vontade israelita era vencer e glorificar a Deus, marchar ao lado do Divino Guia, escoltados pelos anjos do Senhor, só experimentavam vitórias e conquistas.

1) As danças de guerra, e os cânticos das conquistas só exaltavam a força Divina, e "a grandeza da Sua excelência" nos atos formosos de Jeová. Cantavam Moisés e a profetiza Miriã, irmã de Arão. Êxo. 15:1-27. (Quando dispor de tempo, leia esses versos de fé e glória).

f) No entanto o povo de Deus, começou a confiar em si mesmo, e desconfiar dos Seus servos escolhidos.

g) Ouçam isto:

1) Quando o viajor se cansa de perseguir a brilhante Estrela da Esperança;

2) quando seus pés fatigados começam a manquejar nas veredas da justiça;

3) quando seus olhos deixam a luz das estrelas dos Céus e miram as luzes das estrelas da Terra;

4) quando o clamor da alma se silencia nas trevas das provocações;

5) e o clamor das paixões acena para as sereias imaginárias; aí, então:

a) Cessa a glória;

b) esvai-se as forças morais;

c) esgotam-se as reservas do Espírito ...

6) É a velhice da fé;

7) é o "peso do gafanhoto";

8) é o "baixo ruído da moedura";

9) é o "tremer dos guardas da porta";

10) é o "curvar dos homens fortes";

11) é o florescer, "sem frutos da amendoeira".

E o cidadão, ou a nação, caminham para a sua eterna morada – o nada, a inexistência, o irreal.

 

III a) O profeta de Deus, o guia do povo de Israel, Samuel, apesar de integro e totalmente dedicado ao seu oficio, estava agora velho e enfraquecido. O encanecido porta-voz de Jeová tentou muito tornar seus descendentes juízes sobre o povo do Senhor. "Porém, seus filhos não andavam pelos caminhos do Senhor. Antes se inclinavam à avareza e tomaram presentes e perverteram o juízo." I Sam. 8:3.

b) Preocupados com a velhice do profeta Samuel, e o descaso dos seus filhos, nos ofícios sagrados, os anciãos de Israel foram ao homem de Deus:

1) Solicitaram um rei;

2) a destituição do juizado do povo, dos filhos de Samuel!

3) E manifestaram profunda preocupação com o poderio crescente das nações, seus vizinhos.

4) Isto posto, emudeceu o servo de Deus.

c) Vejam isto: Quando o ser humano coloca:

1) Toda a sua vida;

2) todos os seus talentos;

3) toda a fortaleza de alma que Deus lhe deu;

4) todo seu passado, presente e futuro numa missão sagrada;

5) de repente sente-se só.

a) Desfizeram o seu prestigio;

b) subestimaram o seu poder de líder;

c) esmagaram a sua influência;

d) pisaram a sua alma pela ingratidão;

e) envergonharam o seu valor;

f) desfizeram todo o carisma que reverentemente transmitia ao povo que amava!

d) Sente-se, aquela vítima:

1) Caído no abismo das mágoas;

2) torturado pela ingratidão sofrida;

3) amordaçado pelos braços da caridade;

4) começa a se sentir um náufrago no tormentoso mar das dúvidas;

5) olha para os Céus e clama: Senhor! Senhor! Onde estás agora?

e) Notem:

1) Samuel exercia, investido por Deus, uma tríplice função. Era juiz, profeta e sacerdote do povo israelita.

2) Todos reconheciam a sua integridade e sabedoria na administração do povo de Deus.

3) O idoso profeta, que também era humano, considerou o pedido de "um rei", como censura a si, a sua influência e trabalho.

f) Quando os clamores da ingratidão superam as forças das virtudes nos homens, eles reagem com ação violenta, aos seus agressores, ou, com a oração humilde a Deus, procuram socorro.

g) Samuel, o tríplice servo de Deus (juiz, profeta e sacerdote), quando foi mortalmente ferido pela ingratidão "não revelou, entretanto, os seus sentimentos; não proferiu qualquer exprobração, mas levou a questão ao Senhor em oração, e apenas dEle procurou conselho". – P.P. pp. 604-605.

h) Essa exemplar atitude tomada por Samuel, verdadeiramente atestava que ele ainda continuava sob a influência da mesma voz divina que o chamara na sua infância, para transmitir a Israel a vontade de Jeová.

i) O Senhor ouviu as queixas de Samuel. E com grande misericórdia respondeu ao profeta:

1) Você, Samuel, era apenas o Meu porta-voz, o refletor da Minha vontade sagrada, a Mim Me desprezaram, e não a você.

2) Esse povo vaidoso, incorporou costumes e práticas gentílicas e pagãs.

3) Deixaram de ser povo peculiar (especial); são agora, tão comuns e baratos como são as nações, seus vizinhos.

4) Eu, o Senhor, desde que os tirei do Egito, há quatrocentos anos, só lhes fiz bem, cobri-os com Minha proteção, outorguei-lhes as Minhas bênçãos; a Mim me deixaram, mais do que a você Samuel. São hipócritas e irreverentes, egoístas e maldosos.

j) Ouçam: Existe uma história entre os judeus para repreender a ingratidão e a avareza, praticada por um bom número deles.

Certo judeu perdeu a sua carteira, recheada de dinheiro, numa pequena rua de Jerusalém, sua cidade natal. Um cavalheiro rico e honesto encontrou a carteira numa ruazinha da cidade. Sem necessidade de usar aquele dinheiro, colocou um anúncio no jornal dali, convidando o dono da carteira a vir buscá-la.

O verdadeiro dono, ao ler o anúncio foi até a mansão do rico senhor; ao ser identificado, recebeu de volta a carteira com todo o dinheiro perdido.

O judeu ao receber a carteira, começou imediatamente a contar o dinheiro. Contou uma vez, duas, três vezes. O homem que achara a carteira se constrangeu, imaginando que faltava dinheiro ao judeu, ainda que estivesse certo que, da referida carteira não houvesse apanhado nenhum tostão.

O judeu já ia contar o dinheiro pela quarta vez, quando aquele senhor perguntou-lhe o que estava acontecendo? Se faltava algum dinheiro? O judeu respondeu: "E os juros, onde estão?"

k) O povo de Israel, fora em todos aqueles séculos, favorecidos grandemente por Deus.

1) Jeová abriu o Mar Vermelho, diante deles, na hora mais crucial e perigosa, e eles passaram em terra seca pelos caminhos do mar.

2) Por quarenta longos anos, a aridez e a esterilidade do deserto receberam, caídos do Céu, o maná, semelhante as geadas das madrugadas, com sabor de bolos amassados com azeite. Núm. 11:8.

3) O Guia Divino preparou uma nuvem escura para os proteger durante o causticante sol do dia, e uma tocha acesa para iluminar os arraiais israelitas nas horas caladas das noites.

4) As pedras, as rochas, os abismos abriam a sua boca e Israel, com seus filhos e gados, se fartavam nas águas vertidas milagrosamente.

5) As roupas e o calçados não se envelheceram, e as enfermidades se postavam a distância daquele povo santificado e feliz.

1) Receberam em abundância terras férteis e próprias para o cultivo de cereais, e a criação de gados. Aqueles milhões de "sem-terra" se regozijaram e se alegraram em conseguir toda aquela bênção.

m) No entanto, se esqueceram do Deus de Israel, desprezaram os Seus servos, tornaram-se escravos dos deuses pagãos, destituídos de poder e vida.

n) Deus ordenou a Samuel:

1) "Dá ouvidos à sua voz, e constitui-lhes rei". I Sam. 8:22.

2) Eles, os israelitas, estão desejosos de possuírem "reis homens", e não "guias divinos".

3) A ignorância e a vaidade, seguidamente permutam a Majestade Divina, pelas Cortes Terrenas. Esqueceram-se que: Aquela  reina silente na mente e nos corações dos homens. Esta, no entanto, se assenta em pomposos tronos de ouro, mas, gere e rege, os seus súditos, com varas de ferro, depois.

o) Samuel foi incumbido por Deus de alertar ao povo, quanto às responsabilidades dos súditos no reinado emergente.

1) O rei fará dos vossos filhos empregados nas lavouras, nos seus carros de guerra.

2) As vossas filhas serão perfumistas, cozinheiras e padeiras da corte. O rei tomará o melhor das vossas terras e produções e dará aos seus servos. I. Sam. 8:11-17.

p) Com veemência acrescenta o servo de Deus: "Vocês irão reclamar e protestar contra tudo isso, mas, tardiamente, pois o Senhor não os ouvirá".

1) "Vocês terão o governo que merecem e exigiram."

2) "Eu dediquei uma vida inteira à suas causas diante de Deus.

3) "Levado pelo profundo amor que dediquei a cada um de vocês, não recebi e nem exigi nenhum bem material das suas mãos, por todo o bem moral e espiritual que eu proporcionei a vocês todos."

q) "Porém, o povo não quis ouvir a voz de Samuel, e disseram: Não, mas haverá sobre nós um rei, e nós seremos como as outras nações". I Sam. 8:19-20.

r) Disse Samuel: "O porfiar (questionar) é como iniqüidade e idolatria".

1) Saibam irmãos:

a) Todo questionamento obstinado é de procedência maligna.

b) Cristãos teimosos são agentes satânicos nos lugares celestiais.

2) A insistente discussão de opiniões próprias, leva à rebelião.

3) A disputa e a luta em tomo de convicções errôneas leva multidões à ruína total.

s) Ouçam este fato comovedor:

1) Enquanto o Santo Sepulcro de Jerusalém estava aberto a todos os povos, reinou a paz naquele cantinho da fé. Um dia porém, acharam que deveriam fazer um forte portal e colocar uma resistente fechadura e fechar com pesada chave de ferro aquela porta. Até aí todos estavam de acordo e em harmonia. Depois que fecharam a porta, começou a discussão:

"Quem deveria ficar com a chave misteriosa? Um monge grego? Ou um monge latino?"

Os sentimentos tornaram-se tão inflamados e de tal maneira se espalhou a teimosa disputa que várias nações se viram em guerra. A Rússia de um lado, e a Turquia, Inglaterra, França, Sardenha e Piemonte de outro. Estava decretada a guerra chamada de "guerra da Criméia".

2) Saibam irmãos: discussão, disputas, teimosias, dissensões, é só começar (no lar, na igreja, no mundo ou entre as nações) que Satanás se encarrega de torná-las em guerra e levar às últimas conseqüências, os seus participantes desorientados.

3) "Obedecer é melhor", atender é mais, ouvir é nobre, ponderar é cristão, e decidir com humildade é divino.

t) Vejam irmãos:

1) O orgulho nacional cegou os olhos da alma israelita.

2) A vaidade do seu povo comprometeu a sua imaginação divina.

3) A inveja atrofiou a lembrança dos benefícios recebidos do profeta e do seu Deus.

4) "Nós queremos ser iguais às outras nações". "Dai-nos pois" – com urgência – "um rei, para que ele reine sobre nós".

5) Sem dúvida, irmão e amigos, quando nós:

a) Cultuamos o orgulho,

b) reverenciamos a vaidade,

c) cultivamos a inveja: eles reinarão sobre nós.

u) Esses vícios das almas fracas:

1) Comandarão a nossa vontade.

2) Minarão a nossa fé em Deus.

3) Consumirão as nossas virtudes evangélicas.

4) Destruirão a nossa paz.

5) Comprometerão a nossa saúde física e a mental.

6) Nos conduzirão por um caminho de angústias doentias e aflições constantes.

7) E finalmente esses vícios satânicos nos levarão a nos ocultarmos nas trevas da morte moral, física e religiosa.

v) Saibam irmãos e amigos:

1) Quando a mente se toma escrava dos sentimentos doentios, o comportamento será desconexo, as opiniões contraditórias e apaixonadas.

2) Quando cresce o número desses escravos da existência (opiniões apaixonantes), teremos uma fartura de contendas, um mar de ódios, e a necessidade de um copo de água ao mais pequeno irmão.

3) Estavam discutindo alguns líderes sobre o destino econômico e espiritual de certa igreja. As opiniões eram sofisticadas e apaixonadas. A certa altura o dirigente pediu que alguém orasse. Aquele senhor, talvez o único de mente e sentimento religioso amadurecido, disse: "Senhor, se Lhe for possível, justifica a elevada opinião que temos de nós mesmos".

Certamente Deus não justificaria, não abençoaria, não sugeriria nada àquele grupo de homens:

a) cheios de ventos de opiniões;

b) anunciadores de pensamentos egoístas;

c) coberto de orgulho religioso;

d) pregadores de "vaidades evangélicas",

e) corações transbordantes de rebeldias: Diziam eles:

1) "Vamos reter os fundos da igreja..."

2) "Vamos impor ao Presidente do Campo..."

3) "Vamos forçar a Mesa da Associação..."

4) "Vamos formar uma comissão dos descontentes..."

f) "Senhor, se for possível, justifica a elevada opinião que temos de nós mesmos".

1) "De Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará." Gál. 6:7.

2) Aqueles "líderes" em conflito consigo mesmos, em luta com a Administração, em contradições de opiniões;

3) Colheram:

a) Filhos irreverentes e rebeldes, em relação à Bíblia, à igreja e a Deus.

b) Membros daquela igreja, enfermados do corpo e da alma.

c) Parou a Reunião dos Jovens, suprimiram a Escola Sabatina e poucos freqüentavam aos cultos.

d) Numa das suas reuniões de contendas, um forte vento levou um pedaço do telhado da igreja. Ali dentro, aterrorizados tiveram a oportunidade de ver melhor os Céus e em arrependimento genuíno aquele grupo de rebeldes, encontrou o perdão de Deus e o crescimento espiritual posterior.

e) O lema daquela igreja, dali para frente foi: "Obedecer é melhor."

g) Ouçam isto: Havia um santo homem, que levava uma vida exemplar de obediência a Deus, e trabalho pelo próximo. Um anjo apareceu àquele santo homem e lhe ofereceu o dom de operar milagres. Ele declinou, receando que viesse assim a perder a humildade.

Então o anjo lhe ofereceu o poder de converter homens; novamente o santo recusou, explicando que a conversão é obra do Espírito Santo. Foi oferecido pelo anjo, àquele homem se tornar o modelo da bondade, mas, novamente sentiu-se indigno disso.

Afinal, o anjo pediu ao santo que citasse qualquer bênção que desejasse. Sua resposta foi: "Que eu tenha a graça de saber que: 'Obedecer a Deus é melhor', e que eu tenha o poder de fazer o bem aos homens sem o saber".

h) Resumindo: Quando cada de um de nós compreender que, obedecer quer dizer entender a Deus, na Sua santidade, poder e grandeza. E procurar refletir o Seu caráter santo, em nossa vida diária, e quando houver uma coincidência de nossa opinião com a divina, estaremos dando o primeiro passo na estrada eterna da verdadeira obediência.

i) Eu estou ansiosamente buscando essa estrada da verdadeira obediência. Eu vou orar agora para que Deus me coloque nesta senda da Verdade e da Vida. Você quer também ser incluído nessa prece, levante a sua mão. Amém! Vamos orar!

 

 

 


 


 

2

OBEDECER  É  MELHOR  (PARTE II)

Rodolpho  Cavalieri

 

TOPO

 

I Samuel 10:1, 6, 7

 

I a) Samuel, profeta, juiz e sacerdote, chegou à terra de Zufe com dois objetivos principais.

1) Abençoar o sacrifício. I. Sam. 9:12-13.

2) Ungir um homem da terra de Benjamim, capitão e rei de Israel (v. 16).

b) No dia seguinte, um rapaz viajado de três dias, interpelou o "vidente" Samuel (era o trato dos profetas antigos), acerca do desaparecimento das jumentas do seu pai.

1) "E Samuel respondeu a Saul e disse: Eu sou o vidente (profeta) : sobe diante de mim ao alto, e comei hoje comigo, e pela manhã te despedirei, e tudo quanto está no teu coração, to declararei, ... as jumentas já foram encontradas". I. Sam. 19:20-21.

2) Aquele rapaz tosco e despreparado, vestido à moda campeiro de animais, trazendo nos olhos o cheiro dos bichos do mato e na alma a singeleza e a humildade de um jovem sonhador e honesto, recebe da parte de Samuel, um aviso para ser o maior líder de Israel, e é convidado a comer e dormir próximo ao homem de Deus.

c) Ali estavam frente a frente, dois homens totalmente opostos.

1) Samuel, o mais importante homem de Israel daqueles dias.

a) Tinha completo conhecimento de Deus.

b) Toda a experiência necessária a um grande líder, fiel e honesto cumpridor dos ofícios sagrados.

2) Saul,

a) Segundo ele mesmo confessou em I Sam. 9:21 "Sou da mais pequena das tribos de Israel, da menor família da tribo de Benjamim".

Ele era de bonita aparência, mas, despreparado e inculto, no entanto, estava a serviço do seu pai, procurando resolver o problema das jumentas desaparecidas.

d) Emana (procede) de Deus a ordem de misturar a madura experiência dos mais idosos, com a ignorância agressiva dos mais jovens.

a) Aqueles, envelhecidos no corpo e na vida, acumulam um grande cabedal (aquisição) de bens intelectuais, morais e até espirituais, passíveis (sujeitos) a serem transferidos aos mais jovens.

b) Estes, os mais jovens no corpo, mas vazios na alma, e de intelecto vago, necessitam usufruir, se beneficiarem com a experiência, orientação e sabedoria dos mais vividos.

e) Aliás, diga-se de passagem: os nossos pioneiros cumpriam com essa orientação divina e alcançavam excelentes resultados.

Notem:

a) O pastor J. N. Andrews, havia chegado ao lar dos Farsworth para uma visita. O filho da casa para se livrar do pastor, tomou a enxada e saiu para o trabalho da lavoura, mas John Andrews amava os jovens e sabia da necessidade de interessá-los pelos assuntos divinos, e não desconhecia a força que essa mocidade representa para a igreja. Assim, o irmão visitante, também tomou uma enxada e saiu para ajudar Eugene no campo.

Depois de trabalharem uma boa parte do dia, enquanto descansavam numa sombra, o pastor tomou a palavra e disse:

– Bem, Eugene, o que você pretende fazer com o seu futuro?

– Primeiro tenho planos de estudar, disse o jovem.

– Bom! É a melhor coisa que pode fazer. E depois?

– Acho que vou fazer advocacia.

– Você tem capacidade – replicou o pastor. E depois?

– Quero ser o melhor advogado da região.

– E depois?

– Suponho que vou me casar e ter um lar.

– E depois? (A pergunta já estava se tornando um tanto desagradável).

– Oh! Creio que vou envelhecer e morrer como os demais homens do mundo, disse Eugene, um pouco embaraçado.

– E depois?, perguntou o bom irmão, ao fixar seus olhos nos do jovem, e colocar a mão sobre seu ombro.

Eugene, e depois?

Aquela última palavra do pastor "e depois", foi fixada na sua memória e gravada em seu coração pelo Espírito Santo. Aquele jovem não resistiu a voz do Espírito de Deus, se preparou e tornou-se um dos nossos grandes pioneiros.

f) Quando nós, os mais velhos, entendermos que: Faz parte do nosso trabalho interessar os mais jovens na vinha do Senhor e com tato, muita habilidade, educação e respeito, procurarmos transmitir a eles as responsabilidades divinas, enquanto temos força, saúde e coragem. Amanhã será muito tarde. Hoje é o dia certo para começarmos a cumprir com a segunda milha ensinada pelo próprio Cristo "vai com ele duas".

g) Medite neste pensamento do Espírito de Profecia:

"Havendo a juventude entregado o coração a Deus, não cessa ainda nossa responsabilidade em seu favor. É preciso que eles se interessem na obra do Senhor, e sejam levados a ver que Ele espera que façam alguma coisa para que Sua causa avance. Não basta mostrar quanto se precisa fazer, e insistir com a mocidade para tomar parte.

"É mister ensinar-lhes a maneira de trabalhar para o Mestre. Exercitá-los, discipliná-los, adestrá-los nos melhores métodos de atrair almas para Cristo.

"Ensinai-os a experimentar, quieta e despretensiosamente, auxiliar seus jovens companheiros. Disponham-se sistematicamente vários ramos de trabalho missionário, nos quais eles possam tomar parte, e dêem-se-lhes instruções e auxílio." – S.C, pp. 30-31.

h) Responda agora, para você mesmo, a importante pergunta que eu vou fazer: Estou eu, está você, estamos nós, conscientemente em paz, por termos ensinado e exercitado a cada criança, a cada juvenil e a cada jovem, o caminho do serviço do Senhor?

i) Eu vou repetir uma referência que já fiz ao saudoso pastor Alfredo Meier. Na década de trinta, eu era um garoto de seis anos de idade, gostava de estar entre os outros garotos, sentados perto do pregador, acredito que era eu o mais tímido de todos. E muitas daquelas pregações ainda eu me lembro. Certo sábado, o pastor falou:  "Irmãos, vamos zelar pelas nossas crianças de hoje, eles serão nossos guias amanhã".

Eu imaginei: como pode ser isso? Certamente não serei eu! Pois apesar de ser muito tímido, sofria de bronquite asmática, passava muito sufoco, era esquelético. Mas, o tempo correu depressa, no ano de 1966 – décadas depois eu fui ser pastor do pastor Meier.

b) Era um sábado ensolarado e quente desses do Rio de Janeiro, eu me levantei para pregar, o pastor Meier entrou para assistir o culto. Eu falei da profecia feita por ele acerca daqueles meninos, naquele passado distante. E disse que queria repetir as proféticas palavras do pastor Meier: "Amanhã estas crianças serão os nossos pastores e guias; vamos instruí-los nos caminhos do Senhor".

c) Notem agora: Em 1992 nós construímos uma igreja fora do Rio de Janeiro. Eu me tornei membro ali e o meu pastor agora era um daqueles antigos meninos presentes na reunião da igreja do Méier, garoto esse assíduo freqüentador da igreja que eu pastoreava, e a escolinha que minha esposa dirigia.

d) Antes do pastor Meier falecer ele deixou dito que eu dirigisse o sermão no seu sepultamento, eu o fiz com muita gratidão a Deus porque aquele servo do Senhor foi nosso líder por muitos anos.

e) Só a eternidade revelará:

1) O valor desses meninos e meninas da igreja de Deus.

2) A influência benéfica ou maléfica que exercemos sobre eles.

3) A eternidade dirá que: Aquele ensinamento, aquela instrução, aquele conselho, aquele exemplo de trabalho entregue aos menores do rebanho do Senhor produziram frutos para a vida eterna.

 

II a) A Bíblia nos informa que: Samuel conduziu Saul à câmara (um compartimento naquele casarão), ali era um lugar de honra, acima de trinta outras pessoas então presentes. I. Sam. 9:22.

b) O velho profeta ofereceu ao jovem Saul, uma comida especial (v.23).

c) Logo de madrugada, o experiente sacerdote Samuel, despertou o jovem Saul que dormia, "levanta-te e despedir-te-ei. Levantou-se Saul, e saíram para fora ambos, ele e Samuel" (v. 26).

d) E continua a Bíblia dizendo: Samuel e Saul caminharam lado a lado. Eu imagino que o experiente profeta aproveitou aquele percurso da estrada para orientar e animar e finalmente ungir a Saul.

e) Logo no capitulo 10:1, lemos: "Então tomou Samuel um vaso de azeite e lho derramou sobre a cabeça, o beijou e disse: Porventura não o ungiu o Senhor por capitão sobre a Sua herdade?"

f) a) O tríplice servo do Senhor, Samuel, apresentou o jovem Saul a Deus sacrificado sobre o altar da humildade e da obediência.

b) Existe uma euforia espiritual, um bem-estar muito grande, quando se cumpre a ordem divina;

a) o ser todo se regozija;

b) a alma se satisfaz;

c) o íntimo entra em festa, o coração se alegra de tal forma que a boca se abre para cantar espontâneos louvores aos Senhor dos exércitos.

g) Samuel avisou a Saul: "Então virás ao outeiro de Deus, encontrarás um rancho de profetas que descem do alto e trazem diante de si, saltérios (instrumento de cordas), tambores, flautas, harpas e profetizarão. E o Espírito do Senhor se apoderará de ti e profetizarás com eles e te mudarás em outro homem". I Sam. 10:5-6.

h) Saul totalmente submisso às ordens divinas, seguiu rumo a escola dos profetas, conforme indicação de Samuel.

i) Num momento, o Espírito de Deus se apoderou dele, e num instante ele foi dotado do dom de profetizar, e na mesma hora testemunhou das grandezas de Jeová.

j) O profeta traz Deus aos homens, o sacerdote leva os homens a Deus.

k) E a maravilhosa previsão aconteceu em Saul:

a) A incerteza e insegurança foram substituídas por profecias fidedignas,

b) o coração moroso e lerdo, entrou no compasso dos Céus, desapareceu todo o temor,

c) a coragem e a determinação dominaram Saul, ele se misturou com os profetas e sobressaiu-se acima deles todos.

d) Pessoas que antes conheciam a Saul, tosco e ignorante, diziam: "Não é este o filho de Cis?" I Sam. 10:6-12.

l) Diz o Espírito de Profecia, a respeito de Saul:

"A luz da pureza e santidade divinas resplandeceu nas trevas do coração natural. Ele viu a si mesmo como estava diante de Deus. Viu a beleza da santidade. Foi agora chamado para começar a luta contra o pecado e Satanás, e fez-se-lhe compreender que neste conflito sua força deveria vir inteiramente de Deus. O plano da salvação que antes parecera obscuro e incerto, desvendou-se-lhe ao entendimento. O Senhor dotou-o de coragem e sabedoria para o seu elevado cargo." – P.P. pp. 610, 611.

m) Pondere isto: Os antigos desbravadores do Brasil, conseguiram laçar uma indiazinha de uns treze anos de idade.

Muito assustada ela foi levada para o acampamento daquela expedição. Ocorre que viajava com aqueles homens, um casal da nobreza. Com muita pena da bugrinha recolheram a menina em sua tenda e, aos poucos, foram ensinando aquela garota selvagem.

De início foi bastante difícil; ela teve de ficar amarrada, porque agredia a todos e queria fugir para o mato. Aquela senhora nobre, começou a conversar por sinais com a mocinha, dando-lhe instruções sobre os costumes dos brancos.

Meses depois a expedição estava fazendo o seu último acampamento, dali deveriam seguir cada um para sua cidade. Naquela noite começou a ventar muito, os animais começaram a se movimentar nas matas, a indiazinha ainda estava acordada naquela alta madrugada. Ela percebeu que uma cobra venenosa começa a entrar pela porta da barraca e lentamente caminhava em direção do casal que dormia.

Sem perder tempo apanhou uma ferramenta e com pancada certeira eliminou a perigosa serpente. No outro dia, aquela antiga e perigosa selvagem foi elogiada por todos e recebeu muitos presentes. Finalmente é levada por sua patroa para a cidade de origem do casal. Aquela ex-selvagem estudou e se formou em professora e enfermeira, voltando anos depois a trabalhar pelo seu povo selvagem. Aquela era, agora, outra pessoa.

n) Samuel disse: "E o Espírito do Senhor se apoderará de ti e te mudarás em outro homem". I. Sam. 10:6.

a) Isso foi verdade com Saul, de campeiro de jumentas, a rei de Israel.

b) Isso aconteceu com Elizeu, de roceiro nas terras do pai terrestre, a profeta do Pai Celeste.

c) Moisés, pesado de língua e quarenta anos pastoreando ovelhas e animais, foi pelo Espírito do Senhor transformado em manso e suave pastor de Israel por outros quarenta anos. Depois de caminhar quatro décadas, por terras, mares e areias do deserto, é recolhido pelos anjos e levado para o Eterno.

d) Mais modernamente, uma moça frágil, semi-analfabeta, humilde, aos dezessete anos de idade, ao ouvir a voz do Senhor, foi pelo Seu Espírito transformada, maravilhosamente, na estrela do Adventismo na Terra. Escrevendo mais de cem mil páginas, manuscritos, para todas as nações, tribos e línguas.

o) Vejam isto com atenção:

a) Essa capacitação acrescentada pelo Espírito do Senhor, não é a conversão do coração; Deus habilita, torna capazes aqueles que:

b) Já são do Seu redil, mas carecem de um beneficiamento, a fim de assumirem maiores responsabilidades no serviço do Senhor.

p) Na verdade, a grande massa morna adventista, está se aproximando demais dos perigos dos últimos dias

a) Amor a si mesmo mais do que a Deus e ao próximo.

b) Esse estado mórbido, enfermo, de muitos de nós causa grande preocupação aos Céus.

c) Vejam o aviso: "Foi-me mostrado que como um povo somos deficientes. Nossas obras não estão de acordo com a nossa fé. Nossa fé testifica que vivemos sob a proclamação da mais solene e importante mensagem que já foi dada a mortais. Entretanto, à plena vista deste fato, nossos esforços, nosso zelo, nosso espírito de sacrifício não estão à altura do caráter da obra. Devemos despertar dentre os mortos, e Cristo nos dará vida." – S. C. pág. 35.

1) Vejam:

a) Alguém descobriu que o perigoso veneno arsênico, sob certas condições, funciona como um gostoso sedativo.

b) As propostas venenosas do mundo, estão amortizando as faculdades cristãs adventistas, daí essa maioria morna e indiferente aos sérios acontecimentos, manifestados em todas as partes do mundo.

q) No entanto, Deus está freqüentemente buscando homens que, guiados pelo Espírito Santo, levarão a igreja ao arrependimento, conversão e ao trabalho final, cumprindo a última tarefa que está diante de nós.

r) Mas, se nós nos calarmos "as pedras clamarão", disse Jesus. Lucas 19:40.

s) Ouçam: No sábado (28-2-98) eu estava pregando em uma igreja nossa do Estado do Rio de Janeiro. Dentre as muitas coisas que falamos, dissemos: Se nós não formos hoje às dezesseis horas à cidade tal, fazermos as pesquisas, e inscrevermos os fumantes para o curso do dia tal, Deus vai resolver de outra forma, mas o trabalho será feito.

Cerca de vinte pessoas se dirigiram até aquela cidadezinha e trabalharam. Uma senhora visitada e inscrita no curso, perguntou se ela podia ajudar a fazer inscrição também, apesar de ser fumante. "Acho um trabalho tão nobre que gostaria de ajudar", disse ela. E conseguiu fazer dezoito inscrições só num dia.

Esta senhora descobriu que nós somos adventistas e temos reunião ali num salãozinho. Passou a freqüentar o salão e a estudar a Bíblia. Espero terminar de contar esta experiência nos próximos livros, permitindo o Senhor.

 

III a) Pense nas seguintes perguntas!

a) O que diria Jesus hoje, a respeito de nossa fé? Da nossa igreja? De cada um de nós?

b) Falando a verdade, Ele já disse: Apocalipse 3:14-22.

c) Vocês são na verdade, uma organização poderosa materialmente, não falta nada.

d) Mas, são também, na sua maioria, um grande exército morno.

b) Como assim, Senhor? Perguntamos chocados!

a) Analisem os seguintes itens:

1) A nossa crença: apesar de possuirmos o melhor escopo doutrinário do mundo, somos pessoalmente insípidos – pouco temperados. A cada momento provamos essa realidade, demonstrando pouca qualidade religiosa.

2) Ação missionária barulhenta, movimentada, com poucos resultados.

3) Envolvimento evangelístico: talvez dez por cento de nós estamos compromissados com os trabalhos internos e externos da igreja.

4) Talvez, noventa por cento de nós participamos de forma morna, pela metade, dos objetivos reais da igreja.

5) Possivelmente, trinta a quarenta por cento de nós, não devolvemos os dízimos do Senhor. E ainda só entregamos "esmolas católicas" nas nossas sacolas e não contribuições celestiais. O dízimo é do Senhor – não é meu, não é nosso. As ofertas, falam da minha gratidão e ligação com Deus.

6) Os princípios fundamentais da nossa fé são encarados com frouxidão, pouca energia, e não com varonilidade e determinações cristãs.

 

IV a) Antes de terminarmos, queremos perguntar; qual:

1° item – Deveria ser a primeira preocupação de cada um de nós. Atos 9. "E Ele, tremendo e atônito disse: Senhor, que queres que eu faça?" (v. 6).

a) Você já fez essa pergunta ao seu Deus? À sua igreja? À sua fé?

2° item – Reconhecer a soberania de Jesus, como Paulo o fez, e obedecer-Lhe a voz: "levanta-se, entra na cidade (igreja), lá lhe será dito o que convém fazer".

3° item – Ser fiel no mínimo que lhe foi confiado.

a) Sem as chaves trazidas pelo humilde diácono, ninguém abre as portas da luxuosa igreja.

b) Sem as brasas trazidas pelos sacerdotes ninguém acende o altar de incenso.

c) Sem as mãos calejadas e toscas da zeladora, afastando o pó e a sujeira, os adoradores sentarão no pó dos bancos e se ajoelharão nos ciscos do salão.

4° item que atinge a todos os fiéis: "Obedecer é melhor do que sacrificar", e não esqueça: só o amor genuíno torna a obediência possível. "Jesus amou até o fim" (João 13:1). Daí a Sua completa obediência, a Sua sagrada missão.

b) Conta uma velha lenda que: Um rico cidadão tinha sete inteligentes auxiliares, e que resolveu, certo dia, fazer uma pequena brincadeira com os sete fidalgos da sua corte. Convocou-os para o dia seguinte, logo de manhã para a beira do famoso poço, da quinta do soberano.

Os sete, aparentando respeito e obediência, chegaram na hora determinada pelo grande senhor. Os servos do rei trouxeram-lhe sete jacás de carregar espigas de milho, sete baldes atrelados a sete cordas. 

"Agora, disse o patrão, vocês vão tirando água do poço e vão enchendo os jacás de água até a boca, ou até terminar a água do referido poço." Isto dito, se retira, levado pomposamente por outros escravos.

Os sete inteligentes auxiliares do rei, ficaram um tanto silentes e confusos, olharam para os jacás, que não tinham como reter as águas, olharam uns para os outros e começaram a rir, e riram bastante.

O primeiro disse: "Isso é tolice, eu não vou colocar água dentro de vasilha vazada". O segundo disse: "Deixem eu tirar um pouco e fazer uma experiência". Depois de meia dúzia de baldes disse: "Isso é ridículo". O terceiro disse: "Eu vou tirar uns vinte baldes de água, só para ser obediente".

O quarto afirmou: "Eu ficarei até o meio-dia, sabe lá o que o rei quer?" O quinto arrematou: "Eu vou até as duas da tarde". O sexto fidalgo decidiu: "Eu vou até o pôr-do-sol, somente".

Assim, um a um, os seis foram embora. O sétimo e último auxiliar do rei disse: "Eu não estou entendendo muito bem o que o meu senhor quer de mim, mas como ele é justo, sábio, honesto e não é mentiroso e muito menos zombador, eu fico até o sol desaparecer, ou então até terminarem as águas conforme ele disse".

Assim, contente, confiante, alegre e obediente continuou até tirar a última poça de água no fundo do lodoso e velho poço. O sol já estava baixo e coloria de vermelho riscado muitas nuvens, os insetos marcavam o cair daquela tarde, ele ali sozinho, obediente, cansado, submisso, arrastava o balde final.

De repente ele viu lá em baixo, no fundo do poço, um brilho, um fulgor, um reflexo forte, o que poderia ser? Desceu vagarosamente até lá e levantou aquela realidade, era o rico anel de ouro e brilhantes do rei ali colocado para aquele teste final. Levou-o e no outro dia chegou com os outros colegas ao Palácio. Cada um dos seis, deu a sua versão, e o rei disse: "Está bem, está bem, muito bem, ótimo".

Finalmente, o sétimo senhor da corte disse: "Majestade, eu encontrei no fundo do poço o seu anel. Aqui está ele". "Servo bom e fiel, boa criatura, sobre o pouco foste fiel e obediente, sobre o meu reino reinará, serás o segundo depois de mim, no meu trono. Eu mandei jogar a água dentro do jacá para a jóia não se perder, e a água deveria vazar para possibilitar a visão do meu rico anel."

Os outros seis, envergonhados, reconheceram que ser tolo e desobediente, é melhor obedecer a um leão belo, do que a duzentos ratos iguais a eles seis.

c) "Mais importa obedecer a Deus do que aos homens", iguais a nós, porque finalmente Deus vencerá, e você vencerá com Ele. Eu desejo isso para mim, você quer isso também?

 

 

 


 


 

3

OBEDECER  É  MELHOR  (PARTE III)

Rodolpho  Cavalieri

 

TOPO

1 Samuel 11:1-7

 

I a) a) Naás, era o rei serpente dos amonitas, e, numa fúria de crueldade e ganância invadiu o território das tribos ao oriente do rio Jordão.

b) A mais importante cidade da região, foi sitiada pelo grande exército amonita.

c) Os habitantes de Jabes-Gileade, procuraram fazer acordo com o perverso rei invasor, eles se tornariam tributários dos amonitas.

d) O sádico rei, exigiu que além dos tributos, fosse arrancado o olho direito de todos os povos daquela grande região.

b) a) Diante deste impasse perigoso, o povo da sitiada cidade solicitou um tempo de sete dias para darem a resposta final.

b) O covarde rei Naás, imaginou que esse tempo seria útil para aumentar o seu triunfo sobre aqueles milhares de criaturas indefesas, homens, mulheres e crianças.

c) A notícia correu por todo o Israel, trazendo tristezas e lágrimas, atingindo Gibeá, onde morava Saul, o já ungido rei, que ainda continuava atrás de animais nos campos de seu pai, Cis.

d) "Que tem o povo que chora?", indagou Saul, quando já à noite regressou do campo para a cidade.

e) Ao ouvir a vergonhosa proposta do covarde rei, reviveu nele toda a sua coragem e as forças adormecidas acordaram.

f) "O Espírito de Deus se apoderou de Saul...", dizem as Escrituras, e à frente de trezentos e trinta mil homens, Saul, destruiu os amonitas, descendentes de Ló, e mataram todos os líderes daquela nação selvagem.

 

II a) a) É público e notório, ser Deus a grande causa das brilhantes vitórias do povo de Israel. Saul reconheceu esse fato ao declarar: "Hoje tem obrado o Senhor um grande livramento em Israel".

b) No lugar de tomar para si as hortas, deu glórias a Deus. Em vez de mostrar desejo de vingança, manifestou espírito de compaixão e perdão.

b) Vejam irmãos:

a) Há muitos espíritos doentes porque deixaram de ser gratos, no coração e na boca.

b) Quando buscamos fugir da presença dos nossos benfeitores terrenos, procuramos envergonhados, esconder-nos dos olhos de Deus.

c) Davi disse muitíssimas vezes: "Louvai ao Senhor"; sem dúvida sentia a misericórdia do Senhor a cada momento, em todos os seus feitos heróicos.

c) Ouçam:

a) Se matamos a nossa sede de cada hora, é porque Deus criou as fontes das águas e elas continuam circundando a Terra.

b) Se nós comemos um gostoso prato de arroz com feijão, é porque Deus criou as sementes para nascerem, as árvores para crescerem e produzirem saborosos frutos.

c) Se temos a luz do sol para alumiar a nossa estrada diariamente, a luz da lua para clarear nossa solidão, a corrente elétrica para movimentar as nossas máquinas, foi porque Deus criou no princípio a fortaleza do sol, as cachoeiras da Terra, e a força do átomo.

d) Ouçam isto:

Era uma família com dezoito irmãos. Antigamente filho era sinônimo de braços para trabalhar. Naquela época toda atividade do campo era feita a braço de homens, lombo de cavalo e pescoço de boi.Toda família numerosa, precisava lutar bastante para conseguir sobreviver.

Nesse tempo saudoso, oitenta por cento dos brasileiros moravam no campo, vinte por cento nas cidades. Hoje é exatamente o inverso. A família que descrevemos de início, morava numa fazenda, no coração do Brasil, no distante sertão.

A casa era de pau-a-pique, o chão de terra socada, o telhado de madeiras (tabuinhas). A luz era de lamparina de querosene. A água vinha do açude por uma vala aberta até próximo da casa. Então entrava numa bica de aroeira que chegava até a cozinha. Às vezes, junto com a água, vinham cobras, peixes e pacas.

O transporte era o lombo do cavalo, ou carretas puxadas por bois. As noites escuras, ou clareadas pelas fases da lua. Os animais selvagens chegavam bem próximo dos moradores. Às vezes acontecia numa mesma noite do lado do norte, urravam as onças; do lado do sul uivavam os lobos, mas tudo parecia tão belo, alegre e feliz naqueles dias e noites.

Uma noite acabou mais cedo o querosene da lamparina e toda a família, também, foi mais cedo para a cama, ou rede. No outro dia, o pai da família chamou um dos filhos e disse: "João, você vai até o armazém do Argentino que fica daqui a vinte quilômetros, leva uma lata de graxa de vaca e troca por querosene."

Aquele rapaz de uns quatorze anos colocou uma lata de vinte litros de graxa de vaca dentro de um saco e foi trocar por querosene.

À tardinha, foram arrumadas as lamparinas e logo que escureceu, toda a família estava ao redor de uma mesa de quatro metros de comprimento jantando (arroz, feijão e frango caipira). Depois do jantar, todo mundo ao redor da mesa para o culto da noite. O pai era um homem cristão e sério, disse:

– Rapazes, hoje está melhor porque estamos com as lamparinas acesas, esse é um bom motivo para agradecermos a Deus. Além, naturalmente dos muitos cuidados divinos que recebemos hoje na roça e no campo. Vocês viram a cascavel que matamos quando o Pedro pisou descalço em cima dela, e sentiu o frio do corpo desta cobra venenosa? O Antonio, ainda pequeno – três anos- o touro bravo saiu atrás dele, mas o anjo do Senhor o colocou dentro de um buraco e o touro enfurecido passou, ele saiu dali salvo e sorridente. No mangueiro, uma vaca nervosa investiu contra o Augusto chegando a marcar as lascas de madeira nas costas dele, não sofreu nenhum dano.

Assim, aquele senhor descrevia os momentos dramáticos, fantásticos livramentos, quando os anjos do Senhor protegiam e livravam aquela família do mal presente.

Finalmente, diz aquele pai:

– Vamos encerrar essa semana e aguardar o sábado.

Todos se ajoelharam, e segundo o costume deles, o mais novo começava a orar. Todos oraram, até chegar a vez do pai da família que disse: "Senhor, somos-Lhe totalmente gratos, porque:

a) conhecemos o Seu santo Nome, Senhor dos senhores.

b) Temos a Sua Palavra para nos orientar nos Seus retos caminhos.

c) Recebemos a assistência de Seus santos anjos.

d) Temos hoje, luz, alimento, água e proteção, louvado sejas para todo o sempre. Ajuda-nos a Lhe obedecer sempre, em toda a nossa vida. Em Nome de Jesus, amém".

e) Saibam: Nada há mais precioso diante de Deus, do que um coração agradecido e obediente. O Senhor ama os Seus filhos e aprecia quando eles reconhecem esse amor.

f) Enquanto Saul, o mais lindo rei de Israel (I Sam. 9:21), reconheceu que:

a) A força da inteligência procede do Alto;

b) que, o Espírito de Deus operava nele e produzia maravilhas:

1) Saul venceu famosos guerreiros e reis ímpios.

2) Aniquilou poderosos deuses, e destruiu os seus altares.

3) Conquistou ouro, prata, metais preciosos que enriqueciam o reino de Israel.

4) Reconheceu Saul que: Deus ama e defende os humildes e obedientes, destrói o ímpio, perverso e orgulhoso.

g) Decore isso:

a) A obediência é filha da gratidão, irmã da fé e prima da paciência.

b) Eu explico: Somos gratos a Cristo porque Ele nos salvou; obedecemos a Sua palavra, porque temos fé na Sua ajuda, e aguardamos pacientes o Seu Reino vindouro.

h) Ouçam:

a) Quando qualquer um de nós prostramo-nos humildemente, diante do Senhor, e obedientes curvarmos a nossa cabeça à altura das mãos dos servos de Deus, assim como fez Saul;

b) recebemos então, o poder do Espírito que provoca as mais sérias conquistas em nossa vida.

i) E mais: Se agirmos de acordo com aquela luz, jamais experimentaremos trevas. Mas, se negligenciarmos esse poder e menosprezarmos essa Graça, militaremos em trevas, seremos conquistados pelas forças do mal, e lançados no mais profundo abismo das incertezas.

j) Nós verificamos que: Enquanto Saul ouviu, e obedeceu a voz do Rei dos Céus, ele silenciou a voz dos reis da Terra. Quando porém, distraiu-se com os despojos dos reis da Terra, perdeu a força do Rei das Luzes.

k) Creiamos: A fortaleza de todo cristão está na íntima e pessoal relação com Cristo, o Todo-Poderoso Senhor dos Céus. Desligados dessa fonte Divina, somos luzes apagadas na Terra.

 

III a) Deus disse a Saul, através de Samuel: "Vai e destrói totalmente tudo, dos amalequitas. Não perdoe ninguém; o rei, seus servos, seus súditos, homens, mulheres e crianças. Destrói também os animais, tragam apenas os tesouros para o Templo do Senhor". I Sam. 15: 3.

b) a) Esta séria incumbência procedia do amor e da justiça de Deus.

b) O Senhor estava irado com aquela gente, por vários motivos:

1) Os amalequitas não desconheciam o caráter de Deus, nem Sua soberania; mas, em vez de O temerem, puseram-se a desafiar o Seu poder. Os prodígios operados por Moisés diante dos egípcios, foram assunto de zombaria para o povo de Amaleque, e os temores das nações circunvizinhas eram ridicularizados. Fizeram juramento pelos seus deuses de que destruiriam os hebreus, de modo que nem um escapasse, e vangloriavam-se de que o Deus de Israel seria impotente para lhes resistir." – P.P. pág. 300.

2) O que agravou ainda mais a situação dos amalequitas; diante de Deus, foi quando esse povo amaldiçoado, descendentes de Esaú, covardemente, há quatrocentos anos no passado, atacou criminosamente e sem piedade, a parte última de Israel: os velhinhos, crianças e mulheres, cansados, no deserto de Refidim. Êxo. 17:8-15.

Moisés, antes de morrer, deixou escrito: "Apagarás a memória de Amaleque de debaixo do Céu, não te esqueças". Deut. 25:19.

c) a) Dizia um velho pastor: "Os moinhos de Deus moem devagar, mas moem para sempre".

b) A paciência de Deus suportando pecados e pecadores, não afirmam que Ele, o Senhor, esteja desatento.

c) A misericórdia de Deus, fazendo chover no campo do ímpio e do justo, confirmam o Seu amor, e não a negligência do Criador.

d) Não nos esqueçamos, a tolerância, a misericórdia e a paciência de Deus são as causas de não sermos consumidos.

Notem:

e) a) Interessado em executar a ordem divina, Saul marcha corajosamente à frente de duzentos e dez mil soldados, rumo às fronteiras dos amalequitas.

b) "Chegando, pois, Saul a cidade de Amaleque, pôs emboscada no vale." (I Samuel 15:5).

c) Os amalequitas foram seriamente feridos em toda extensão do seu território.

d) Conforme a ordem dos Céus, tudo foi passado ao fio da espada, pelos valorosos soldados israelitas.

f) a) É de se lamentar a decisão de Saul e seus homens de confiança, poupando a vida do perverso e perigoso rei Agague.

b) "Perdoaram ao melhor das ovelhas e das vacas, e as cordeiras as melhores que havia." (v. 9)

c) É deveras perigoso quando nós, cônscios do dever a ser cumprido, abandonamos ou esquecemos um definido: "Assim diz o Senhor", e levados pelos nossos impulsos, ou motivados por raciocínios humanos, agimos diferente dos planos divinos.

d) "Não sabemos que grandes interesses podem estar em jogo em provarmos a Deus. Não há segurança alguma a não ser na obediência estrita à Palavra de Deus. Todas as Suas promessas são feitas sob condição de fé e obediência, e uma falta de conformação com as Suas ordens elimina de nós a plena utilização dos abundantes recursos providos nas Escrituras." – P.P. pág. 621.

g) a) É bastante conhecido e divulgado entre nós, membros da igreja a norma de não participarmos e mesmo nos afastarmos de todo tipo de invocação espiritualista, ou prática de feitiçaria, ou qualquer encantamento mágico, ou hipnotismo.

h) Acontece que dois jovens adolescentes tomados por curiosidade, entraram em um salão onde se invocavam seres de outros mundos. Imaginavam serem bastantes fortes e decisivos para sofrerem qualquer influência satânica. Ocorre que, os anjos que os acompanhavam e protegiam não podiam acompanhá-los lá para dentro do salão. Ficaram do lado de fora. Aqueles dois jovens foram alvo de toda sorte de bobagem, rolaram pelo chão sujo, subiram pelas paredes, etc. etc.

Já cansados de serem alvos de toda sorte de zombaria e escárnio, começaram a orar a Deus pedindo perdão por aquela grande desobediência. Começaram a clamar, a clamar na alma e no espírito. Deus Se compadeceu deles, perdoou essa imprudência e insensatez, ordenou aos anjos que fossem até lá e trouxessem arrastando para fora, aqueles rapazes. Eles aprenderam, ainda que pelo sofrimento, que, quando Deus avisa, ainda que não se conheçam os reais motivos, devemos pautarmo-nos naquilo que foi determinado pelos servos de Deus.

 

IV a) Analisemos os seguintes fatos, decorridos do perdão de Saul ao rei amalequita e ao seu melhor gado:

1) Desatendeu o mando divino.

a) A autoridade de Deus está baseada na justiça e na misericórdia e deve ser exercida pelas virtudes dos homens.

2) Duvidou, Saul, da ciência, do conhecimento divino.

a) Sendo Deus onisciente, tendo ciência de tudo, inclusive do futuro, logo, Suas ordenanças, o Seu comando a Sua solução, são soberanos.

b) Não existem arrazoados ou questionamentos convincentes, ou melhores que os propostos pelos Céus.

c) "Eu Sou a Verdade", disse Cristo (João 14:6), com total conhecimento de causa. "Ai de quem acrescentar ou tirar algo do que Eu disse". Apoc. 22:18.

3) Saul menosprezou a força de Jeová, começando a crer, ter ele mesmo, e os seus soldados, vencido os amalequitas, e não o poder de Deus.

a) Só Jeová tem o poder soberano e o exerce por Sua vontade livre.

4) Saul tentou colocar o Senhor Deus, num plano inferior.

a) Desconhecia, porventura, Deus que Amaleque possuía gado de qualidade e ovelhas próprias para o sacrifício do tabernáculo?

b) Saul e os seus soldados é que desconheciam que Deus não aceita sacrifício de tolos.

c) Aquele povo amaldiçoado (os amalequitas) zombavam do Deus de Israel, escarneciam dos Seus soldados.

d) Perdoado o rei e o seu gado, continuariam a ofender a Deus e ao Seu povo.

5) Por último, o mais grave:

a) Saul contrariou a justiça do Eterno.

b) Por que o rei vivo? O cabeça de toda opressão e desobediência. A boca de toda blasfêmia e mentira?

c) Se crianças indefesas e inocentes foram sacrificadas por nascerem em berços pagãos, se mulheres singelas morreram por serem esposas de homens ímpios e incrédulos, se trabalhadores honestos foram extirpados porque participaram na manufatura de ídolos? Porque o rei Agague ainda estava vivo?

b) Vamos repetir o aviso do Espírito de Profecia: "Não sabemos que grandes interesses podem estar em jogo em provarmos a Deus. Não há segurança alguma a não ser na obediência estrita à Palavra de Deus." – P.P. pág. 621.

c) Emocionados verificamos que os grandes heróis da História Bíblica obedeciam primeiro, para depois saber porque.

a) O já velho Abraão, submisso à voz do Senhor sobe o Monte Moriá levando seu filho em sacrifício vivo ao Senhor (sem ter a mínima idéia do que tudo aquilo representava).

1) Jesus, o Cordeiro que morreu em lugar de Isaque e todos nós.

2) Cada passo de Abraão subindo a montanha do sacrifício o colocou no pedestal da fé (tomou-se o pai da fé).

b) Outro belo exemplo nós encontramos em uma mulher, a rainha Ester. Por meio da fé de Mardoqueu ela decidiu atender a ordem Divina e apelar com risco da própria vida ao neurótico Assuero. "Perecendo,  pereço". Os resultados ficam com Deus.

1) Ester salvou o seu povo.

2) Destruiu os inimigos de Israel.

3) Deixou o mais emocionante exemplo de fé e obediência.

c) Sabe qual é outro grande exemplo de obediência? Talvez o mais importante para você? É o seu exemplo: de submissão, de respeito aos Mandamentos, de obediência às normas da igreja, de abandono de tudo o que prejudica a sua vida física e espiritual.

 

V a) Ouçam isto:

Carlos era um garoto de doze anos de idade, inteligente, ativo, mas muitíssimo levado. Gostava de "bagunçar" a classe na escola onde estudava. O professor estava de olho nele. E o apanhou, um dia, atirando papéis na cabeça dos colegas, em forma de aviãozinho. Então, colocou o Carlos por dez minutos de joelhos em frente à classe.

Muito envergonhado e querendo se vingar, o garoto saía de casa pela manhã, voltava ao meio-dia e não freqüentava as aulas. No terceiro dia o pai descobriu.

– Filho, disse o pai, você tem agido de má fé e desonestamente para conosco aqui em casa. Sempre, eu e sua mãe dizemos que podemos confiar em nosso filho. Isso não é mais verdade. Você vai ficar de castigo aqui em casa o mesmo período que faltou a escola (três dias). Você vai levar os seus livros para o sótão da nossa casa, e vai estudar, comer, dormir tudo lá em cima e também vai ficar sozinho.

Carlos, envergonhado, foi para o sótão. Tinha seus livros, tinha sua comida e tinha bastante tempo para pensar. Na sala, seu pai tentava ler, mas não conseguia, a mãe tentava costurar, mas nada dava certo. O relógio da sala bateu nove horas, dez horas.

– Você não vai para a cama, papai?, perguntou a mãe!

– Ainda não. Não estou com sono, disse o pai. Eu também vou esperar um pouco, disse a mãe.

O grande relógio da sala novamente bateu onze horas.

– Não agüento isto nem mais um minuto, disse o pai, finalmente.

– Vou lá para cima com Carlos.

E lá foi ele. Carlos também estava acordado. Seu pai se deitou ao seu lado. Não havia necessidade de conversarem. Ele apenas pôs seu braço em volta do filho. Carlos soluçou:

– Sinto muito papai, e pôs o seu braço em volta do pai.

Ambos choraram por algum tempo, e então adormeceram em paz. Assim, pai e filho cumpriram o castigo durante aqueles três dias.

b) Ouçam, agora, com atenção:

a) A dúvida de Eva e a fraqueza de Adão, levou-os à desobediência, apareceu a culpa, e o pecado tomou conta do mundo.

b) Nós recebemos esse mal e continuamos pecando. "Todos nós, nos desgarramos".

c) Deus, no Seu infinito amor, veio nos salvar e perdoar, através do Seu filho Jesus Cristo. Deixando Ele toda a glória, o Filho do Homem, assumiu a nossa natureza. Nós O recebemos de cravos, espinhos e pedras nas mãos.

a) Ferindo-Lhe as faces santas, com os espinhos da ignorância e da revolta.

b) Transpassamos-Lhe os pés e as mãos, com os cravos da nossa incredulidade e negligência.

c) Ferimo-Lo com a espada de nosso orgulho, desembainhado das bainhas de nossas muitas vaidades.

d) Sangramos-Lhe o coração com a espada da nossa ingratidão e desprezo.

e) Mas Ele nos respondeu:"Fazendo cair sobre Ele a iniqüidade de nós todos". O castigo que nos trouxe a paz feriu-Lhes os olhos que choraram lágrimas de sangue e angústia

f) Ele obedeceu primeiro, para que nós O obedecêssemos por último.

g) "Obedecer é melhor". Esse é o meu desejo? A minha conclusão? O meu lema? A minha estrela brilhante nos Céus das dúvidas e incertezas?

Vamos orar então?

 

 

 


 


 

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OBEDECER  É  MELHOR  (PARTE IV)

Rodolpho  Cavalieri

 

TOPO

I Samuel 15:23

 

I) a) a) Se "obedecer é melhor";

b) desobedecer é o pior.

c) Porque o desobediente é um feiticeiro espiritual, ele está sob o encantamento de Lúcifer.

b) a) Satanás adormece a vontade alheia;

b) anestesia a consciência humana;

c) daí, conduzir as suas vítimas rumo às trevas.

c) a) Coloca as pessoas num arrazoado perigoso e egoístico;

b) onde a vontade doente, e as paixões humanas;

c) suplantam todo e qualquer sentimento lógico e cristão.

d) Vejam:

a) O inimigo tentou arrazoar com Cristo: "Se Tu és o Filho de Deus!"; "Aos Seus anjos dará ordens a Teu respeito"; "Se prostrado me adorares!";

b) O tentador procurou envolver a Jesus dentro de uma lógica, egoísta e rebelde, tentou enfeitiçar o Filho de Deus.

c) Imaginava Satã que Cristo, desafiado, usaria a exaltação própria, o orgulho da Sua origem, e finalmente a idolatria. (Fazendo milagres, tentando a Deus e Se prostrando ante as trevas).

e) No entanto:

a) Cristo estava "vacinado", "imunizado", na Sua experiência religiosa;

b) pelo uso diário do poder das Escrituras Sagradas.

c) E, com inteligência divina, e sabedoria que do Alto vem,

d) desfez as obras das trevas, envergonhou o maligno, e venceu o mal.

f) Ouçam:

a) Se a persistente vigilância de Cristo trouxe-Lhe sucesso e definida vitória,

b) conosco também, humanos, não será diferente,

c) temos um perigoso e sagaz leão, andando ao nosso redor esperando um pequeno descuido, qualquer deslize,

d) para, sem piedade, nos tragar e nos devorar, em nossa vida material e nossa experiência religiosa.

g) Notem:

a) A rebelião surge, como pequenino vírus, no coração humano,

b) se reproduz em nossa vontade,

c) e comanda todos os nossos sentimentos.

h) a) Qualquer manifestação egoística,

b) uma ação negligente,

c) um dever postergado,

d) trabalho fraudulento,

e) uma inocente mentira,

f) uma tentativa para desculpar o erro. Dado o primeiro passo na senda do mal, o resto fica por conta do diabo.

 

II a) a) Saul, levado pela ambição e consumido pelo orgulho, se afastou a passos largos da proteção de Jeová.

b) Balaão, cegado pela cobiça, vende o povo de Deus, ao rei Balaque.

c) E também todos aqueles que derem ouvidos às influências internas da alma, ou externas do corpo enfermado, pelas paixões serão presas fáceis das forças espirituais da maldade.

b) Ouçam com muita atenção agora:

a) De nada valem, dedicação e os esforços humanos, para ajudarem a construção da arca de Deus.

"Enquanto se recusam a crer e obedecer a alguma ordem do Senhor, perseveram em apresentar a Deus sua formal adoração. Não há nenhuma simpatia da parte do Espírito de Deus a semelhante culto. Não importa quão zelosos os homens possam ser em sua observância de cerimônias religiosas, o Senhor não pode aceitá-los se persistirem em deliberada violação de um de Seus mandamentos." – P.P. pág. 634.

c) A teimosia e obstinada recusa em atender a voz do Espírito Santo, advertindo e ensinando os caminhos da paz, coloca os homens nas mãos perversas do inimigo da Verdade.

d) Diz-nos a História Universal que era uma prática oriental a de vazar os olhos aos inimigos. A Bíblia também menciona este costume bárbaro. Quando um chefe ganhava a batalha, este reunia os inimigos e o capitão destes. Os soldados eram postos em fila e o capitão era posto de frente para ver seus soldados sofrerem.

Logo, um carrasco começava a vazar ou arrancar os olhos dos soldados derrotados. Contam-nos alguns dos historiadores que muitos soldados enlouqueciam só em contemplar o sofrimento dos seus companheiros.

b) É triste ver em nossos dias pessoas de todas as classes sociais voluntariamente se colocando na fila de Satanás para serem cegadas pelo inimigo das almas:

1) Facilmente se vendem por um prato de lentilhas

2) Se entregam iludidos pelo amor proibido de Herodias modernas.

3) Deixam as virtudes nas mãos das Dalilas enganosas.

4) Se curvam ante as propostas de Mamom, e se alimentam das "delícias" do mundo.

5) Jovens enganados, que trocaram o ambiente feliz e santo do lar, pela companhia dos porcos.

6) Religiosos aparentemente piedosos e confiantes em Deus, mas negam a Cristo, humilhando a Lei do Sinai (Os Dez Mandamentos).

e) O mundo precisa saber e toda a Terra deveria aprender que:

1) a) Deus deve ser obedecido e respeitado, sem qualquer tipo de objeção.

b) Nós já dissemos e vamos repetir: A ordem de Deus é soberana, Jeová exerce o Poder Supremo, daí não caber nenhuma contestação ou arrazoados.

c) Os homens dependem das experiências acumuladas em todo um passado, para se firmar no presente e projetar o futuro.

d) No entanto: Deus já passou pelo passado, está no presente e já viveu o futuro.

e) Samuel trouxe a Saul uma palavra de repreensão:

f) "Tem porventura o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que obedecer a Palavra do Senhor? Eis que o obedecer é melhor do que sacrificar e o atender é melhor do que gorduras de animais." I Sam. 15:22.

g) Perguntamos:

a) Por que Deus sente prazer na obediência? Respondemos:

b) Porque nós só obedecemos genuinamente, quando genuinamente entendermos os motivos e os mistérios da Verdade.

c) "Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará".

a) Libertos para amarmos a Deus sobretudo.

b) Libertos para servirmos condignamente a nós "mesmos, do mesmo teor que amamos o nosso próximo.

2) a) Deve acontecer um enquadramento nosso, dentro da Palavra do Senhor e não enquadrarmos, nós, a Palavra do Senhor.

b) Porque a Palavra do Senhor, a Sua soberana ordem, o Seu eterno comando, as Suas determinações, são feitos, são estabelecidos em Justiça e Verdade, daí durarem para sempre.

c) Moisés disse: "Deus falou, logo tudo apareceu; mandou e tudo se fez".

d) "Quem é semelhante a Ti?", pergunta Davi!

e) "Confirma-os na verdade, a Tua palavra é a Verdade", disse Cristo.

f) Nós muitas vezes, acatamos e obedecemos as palavras de autoridades humanas, porque reconhecemos os poderes do mundo.

f) Vejamos: Aconteceu um fato curioso entre o imperador Napoleão e um soldado qualquer de sua cavalaria. Naquela quase noitinha, no lusco-lusco da noite, o cavalo fogoso do soberano se assustou, e, disparando, colocou em risco a vida do imperador. Um soldado muito fiel a Napoleão, saltou sobre seu cavalo e agarrou as rédeas do perigoso animal e deteve o cavalo.

O imperador fez uma continência ao soldado e disse:

– Obrigado, capitão".

O soldado que era totalmente devoto e obediente ao seu senhor, respondeu com humildade:

– De que batalhão?

Altamente lisonjeado com a confiança, a fé e sinceridade do soldado, o imperador fez a segunda continência ao rapaz e disse:

– O batalhão da minha guarda pessoal.

Agora o capitão, ex-soldado, voltou-se para o batalhão da guarda pessoal do imperador e disse:

– Atenção senhores, aqui está o vosso capitão.

O oficial que até ali comandara aquele batalhão perguntou:

– Por ordem de quem?

O novo capitão, apontando para o imperador, respondeu:

– A dele! O caso ficou encerrado.

1) Saibam:

a) A autoridade Divina está escondida na justiça e na santidade.

b) A autoridade humana se baseia no poder outorgado. É a força do poder, ou o poder da força por ele exercida.

c) Daí, a autoridade humana durar enquanto a força e o poder existirem.

d) No entanto, a autoridade Divina, dura para sempre. Porque Deus tem luz própria, e poder eterno.

2) a) Os reinos humanos são feitos por mãos de homens, daí passarem por muitas mãos, e se tomam fortes como o ferro, ou fracos como o barro.

b) O reino de Deus, segundo disse o profeta Daniel 2:44-45 -

"Mas, nos dias destes reis, o Deus do céu suscitará um reino que não será jamais destruído; este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos estes reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre, como viste que do monte foi cortada uma pedra, sem auxílio de mãos, e ela esmiuçou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro. O Grande Deus fez saber ao rei o que há de ser futuramente."

3) a) Perguntamos: Por que Deus esmiúça e faz poeira das autoridades humanas?

b) Por que todos esses reinos, representados por metais, valiosos e fortes, ou por barros e fracos, são estabelecidos;

c) pela: ambição, pela ganância, pelo egoísmo, pela submissão do mais forte pelo mais fraco, ainda que este seja mais valioso.

d) No entanto: O reino divino:

1) Esmiúça: a injustiça, civil, religiosa ou jurídica.

2) Destrói o abuso e a autoridade opressora.

3) Liberta os cativos, sociais ou espirituais.

4) Consome todo empecilho, todo impedimento da prática do bem e da obediência espontânea e livre.

5) a) No quinto item: o amadurecimento do entendimento, ou seja, a permanência na obediência.

b) Agora o mais importante, qual é a única forma de permanecermos, continuarmos a ser, ficarmos na obediência?

c) Jesus revelou esse segredo aos Seus amados apóstolos. São João 6:56: "Quem come a Minha carne e bebe o Meu sangue permanece em Mim e Eu nele".

d) Jesus foi o exemplo maior da obediência, foi o símbolo da conquista da vida pela submissão e morte na cruz.

e) A glória e a luz dos Céus, oculta na humilhação e nas trevas dos homens.

f) Foi ferido e maltratado, "mas não abriu a Sua boca. Como cordeiro foi levado ao matadouro".

g) Jesus não Se vestiu de homem, mas se tornou um homem, o "Filho do Homem".

h) "Portanto nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito" Rom. 8:1.

a) Atingiram o clímax da submissão aos Céus, o elevado privilégio de continuarem em Cristo, permanecendo no convívio divino, integrantes da família de Deus.

4) Ouça agora, com atenção: Obedecer a Deus, representa:

a) Refletir o caráter do Criador do Universo (os reis do mundo submetem pessoas às suas ordens e vontades, e não dão o direito de possuírem características do rei).

b) Colocar a norma celeste, na vida humana terrestre.

c) Não é vestir a camisa de um clube ou igreja, mas sim, nascer da água e do espírito.

d) Obedecer a Deus representa ainda: aborrecer a todo mal e amar a todo bem.

e) Sujeitar totalmente a natureza carnal e humana, ás influências divinas.

f) Obedecer a Deus, representa, se tornar filho de Deus.

5) Notem:

a) Deus não está a procura de vassalos, feudatários ou tributários.

b) Ele busca seres pobres, doentes, perdidos, miseráveis morais, transviados espirituais, escravos da carne e do espírito, e torna-os Seus filhos, herdeiros do Reino vindouro. Deus olha o coração e aceita a sinceridade, e o desejo de renascer para a vida pura e cristã.

c) "Olhai para Mim e sereis salvos".

d) "Jesus veio ser a causa de eterna salvação para todos os que Lhe obedecem". Atos 5:9.

 

III a) Ouçam:

a) Obedecer, em última análise é, colocarmos a nossa fraca e deficiente vontade humana nas mãos do Senhor, para que a vontade santa de Deus inunde a nossa alma, nutra o nosso espírito e cubra a nossa fragilidade com Sua eterna fortaleza.

b) É o render-se a Deus com sabedoria, e usar as "virtudes dAquele que nos chamou das trevas para Sua maravilhosa luz". I Pedro 2:9.

c) É o ("eis que tudo se fez novo"); é a transformação de hábitos e procedimentos.

b) Escutem:

a) Havia em certa aldeia, um homem mesquinho e desobediente, a tudo e a todos. Ele vinha vender lenha para os vizinhos. Era conhecido como o senhor do metro furtado. Isso por que a lenha que ele entregava tinha sempre centímetros menos do que um metro. Aconteceu naquela região uma série de palestras cristãs. Aquele cidadão também aceitou a Cristo e se tornou um homem obediente e respeitador do seu próximo. O bar que ele costumava beber e dizer palavras levianas, era o local da reunião de outros transgressores companheiros deles.

Certa manhã ele não foi àquele local. Um dos seus antigos companheiros disse que ele agora era crente; o que não foi aceito pelos outros amigos ali presentes. Um deles disse: "Aguardem por um momento." Aquele cidadão correu até o quintal do agora crente, e mediu as lenhas que ele havia cortado naquele dia. Voltou rápido e disse: "É verdade, ele agora é um verdadeiro e obediente filho de Deus. As lenhas têm centímetros a mais de um metro".

b) A luz brilha no coração do convertido;

1) a verdade reflete em atos de justiça;

2) em manifestação de caridade;

3) em apoio aos mais humildes, e carentes de afeto e orientação moral e espiritual;

4) o olhar de simpatia, o estender das mãos servidoras, o caminhar ao lado das necessidades alheias, o sentir as tristezas e as alegrias do companheiro de jornada;

5) o mourejar pelo aparecimento da paz e da concórdia entre os mortais.

6) É o reflexo do Dom Divino, vibrando o corpo mortal, peregrino.

c) Ouçam:

a) Pessoas ilustres estavam reunidas discutindo como criar uma religião, formar adeptos obedientes, e fiéis submissos à nova crença.

b) Foram muitas as sugestões apresentadas naquele encontro:

1) Alguém disse: "Vamos dizer que pessoas mortas podem trazer novas informações, nova luz, novos conhecimentos." Alguém contestou dizendo que isto é contrário aos princípios bíblicos.

2) Outro membro presente sugeriu: "Vamos ensinar que recolhimento espiritual, meditação e profunda reflexão, os levarão aos caminhos da eternidade." Mas, isso, tornará os nossos adeptos inativos, contestou alguém.

3) Outra sugestão foi dada: "Vamos divulgar que quanto mais contribuírem com bens materiais, recursos financeiros, melhorará a situação de cada um diante de Deus." Alguém questionou dizendo: Isso não espiritualiza nossos futuros adeptos.

4) Foram apresentadas muitas outras sugestões para formarem a nova religião, até que finalmente um dos presentes, bem emocionado e bastante realista, disse:

a) Isso tudo que foi dito pode até trazer algum resultado, mas não serão duradouros.

b) Nós precisamos de um grande mártir, ou melhor falando, devemos criar um novo cristo, e justificou: A religião com maior solidez até agora foi o cristianismo, fundado por Jesus Cristo.

c) Vamos agir da seguinte maneira:

1) Escolher alguém para desempenhar um papel semelhante ao Cristo verdadeiro.

2) Esse novo líder vai apresentar como ser místico e milagroso.

3) Atacar a todas as outras religiões, de frente, insinuando a falsidade dos seus ensinos doutrinários.

4) Vai ensinar a rebelião aos princípios fundamentais da sociedade, da política e das crenças.

5) Assim procedendo, o nosso novo líder estará inimizado com tudo e com todos, sendo naturalmente, preso e condenado.

6) Na hora de ser executado, ele solicita: "Quero fazer o meu último pedido: ser crucificado de cabeça para baixo, numa cruz de madeira".

7) Será sepultado, nós que já temos arranjado um túmulo, guardado lá dentro outra pessoa viva, esta receberá a máscara que estava colocada no rosto do nosso mártir.

8) Vamos colocar avisos em todos os lugares dizendo que o novo cristo, vai ressuscitar ao terceiro dia.

9) Com muita graça e sabedoria, ao terceiro dia o túmulo é aberto e aparece, então, o líder do novo cristianismo, de uma Nova Era.

d) A idéia foi bastante aplaudida e inteiramente aceita, até que alguém perguntou: Quem será o novo líder? Muitos se apresentaram dizendo: Eu aceito essa missão.

Mas, perguntou um outro membro, o mais sério do grupo:

– "Quem será o mártir?"

Aí todos emudeceram! Ninguém, na verdade, gostaria de ser preso, condenado e morto. A reunião acabou nesse impasse: Quem será o mártir???

e) Certamente, a obediência e a submissão de um mártir, não se baseia só na vontade de criar uma Nova Era para a humanidade, nem na ganância de recolher fundos materiais, mas nas sagradas verdades ensinadas pelo nosso legítimo líder e mártir – Jesus Cristo.

1) Amor genuíno e não fingido.

2) Trabalho desinteressado, aquela profunda preocupação com o dever, sem esperar recompensas materiais.

3) Total obediência e fidelidade à missão traçada pelo Pai. (Foi o que Jesus exemplificou).

4) Inteira dedicação ao seu ministério evangélico.

5) Despir-se de toda espécie de vaidades, vencer todo orgulho, suportar toda agressividade inimiga, passar por toda prova, com espírito pacífico.

6) E finalmente morrer pelos seus inimigos, ressuscitar pelos seus amigos, e levar para o Céu todos os seus irmãos.

f) Saibam irmãos e amigos:

a) Essa é a especial obediência que Deus está buscando entre os seres humanos.

b) Essa é a fé exercida pelos remanescentes dos últimos dias.

c) As características que marcaram todo o proceder de Cristo, devem caracterizar todo cristão, que será qualificado para a vida eterna.

d) Eu estou procurando me submeter à vontade Divina cada dia, para ser encontrado pelo Espírito de Deus e salvo. Você deseja isso também? Meu amigo e irmão ouvinte, vamos nos aproximar do altar do Senhor, e estaremos sendo aceitos pelo Seu amor, e receberemos a Sua Graça.

 

 

 


 


 

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OBEDECER  É  MELHOR  (PARTE V)

Rodolpho  Cavalieri

 

TOPO

1 Samuel 15:13-21

 

I a) a) Nestes versos inspirados que acabamos de ler, está relatado o tétrico encontro entre Samuel o profeta de Deus, e Saul, o formoso rei de Israel.

b) Gilgal, aquele era um famoso local, cheio de acontecimentos fantásticos.

1) Naquele lugar, Israel acampou, pela primeira vez quando passaram o transbordante rio Jordão, sob o comando de Josué. Josué 4:19.

2) Ali foram circuncidados os milhares de homens, que nasceram no deserto durante quarenta anos (Josué 5:1-9).

3) Ali foi celebrada a páscoa, e onde cessou o maná (Josué 5:10-12).

4) Onde a arca pernoitou todos os dias depois de rodear a cidade de Jericó. Josué 6:11.

5) O quartel general de Israel estava em Gilgal, depois da batalha com os amorreus. Josué 10:15.

6) Muitos outros fatos e acontecimentos circularam em Gilgal. (Gilgal do hebraico, significa círculo).

b) Notem:

a) Exatamente ali estava Saul e as suas tropas, e todo o despojo tomado do inimigo amalequita, inclusive o poupado rei Agague.

b) O ambiente é festivo e alegre.

c) Fatos heróicos são relembrados.

d) Momentos dramáticos das lutas travadas são relatados com entusiasmo e até gabolices.

e) Os vencedores guerreiros, comiam, bebiam e, jactanciosos se alegravam naquele momento histórico, de vitória e vingança, sobre um povo há séculos amaldiçoado por Jeová, o Deus de Israel.

f) De repente um dos soldados aponta em direção do horizonte distante e exclama: "Olhem, alguém está vindo em nossa direção".

g) Saul sai do seu tálamo e visualiza lá longe, na estrada poeirenta, a figura do profeta: "É Samuel", diz com emoção.

c) a) Num relance de rei e num instante de grande guerreiro, pensou que Deus reagirá à ordem cumprida pela metade. A consciência do dever violado o aflige na alma.

b) Disse alguém: "A consciência é a faculdade que o homem tem de contemplar quanto se passa no seu íntimo, assistir a própria existência. Ser, por assim dizer, espetáculo de si próprio".

d) a) O forte e famoso monarca treme e teme ante a presença do profeta, já encanecido.

b) Saul disse a Samuel: "Bendito sejas tu do Senhor", e acrescenta enganosamente "executei as palavras do Senhor". Exatamente naquele instante sério e reverente, as vacas berravam procurando os seus bezerros e as ovelhas baliam em buscas das suas crias.

e) a) Com olhar severo de juiz, com as palavras duras de um profeta, interroga: "Que balido, pois, de ovelhas, e o mugido de vacas, ouço?"

b) Saul estremecido responde responsabilizando o povo pelo erro cometido: "O povo poupou o melhor das ovelhas e dos bois".

c) E num raciocínio diabólico acrescenta: "para os sacrificar ao Senhor, teu Deus; o resto, porém, destruímos totalmente".

d) Vejam, irmãos e amigos, a marcante verdade: Quando o ser humano é cercado pela Palavra de Deus, acontecem duas reações:

1) O transgressor reconhece o seu erro e cai de joelhos perante o Senhor – como o fez Davi quando advertido pelo profeta Natã, na ocasião que pecou com Bate-Seba (II Sam. 12:1-15).

2) a) Ou se veste de inocente sacerdote como o fez Saul, diante de Samuel, colocando o povo diante de Deus, trazendo as ofertas para os sacrifícios, na covarde intenção de esconder o pecado e ocultar a sua culpa.

b) Assim procedeu também Adão, interpelado pela Palavra do Senhor, respondeu: A mulher que Tu criaste me apresentou a fruta, e eu aceitei a oferta.

c) A Palavra do Senhor é categórica "Aquele que encobre a sua transgressão nunca prosperará, mas aquele que confessa e deixa, alcançará misericórdia".

d) Deus salva pecadores e busca transgressores, porém, que estão desejosos de perdão.

e) Há muitos pecadores que se fazem justos a si na maioria das vezes, se comparando com supostos maiores transgressores. E há pecadores que se sentem injustos e indignos, porque reconhecem o amor e a justiça de Deus.

1) Aqueles serão envergonhados, porque a justiça humana é trapo de imundície.

2) Estes serão encontrados e salvos, porque se vestiram com a justiça e os méritos de Cristo.

f) Samuel repreendeu com severidade a Saul: rei desobediente e vaidoso, porque negligenciou e desatendeu a expressa ordem de Deus. "Vai, pois, e fere a Amaleque e destrói totalmente a tudo que tiver e nada perdoeis". I Sam. 15:3.

 

II a) a) Preste atenção nisto:

"Quando foi chamado ao trono, Saul tinha uma opinião humilde de suas aptidões, e estava disposto a ser instruído. Era deficiente em conhecimentos e experiência, e tinha graves defeitos de caráter. Mas o Senhor concedeu-lhe o Espírito Santo como guia e auxiliador, e o colocou em uma posição em que poderia desenvolver as qualidades indispensáveis a um governador de Israel." – P.P. pág. 632.

b) Hoje não é diferente; o mesmo Deus que escolheu a Saul, está buscando cristãos com "espírito humilde e dócil".

c) Deus convoca fazendeiros, comerciantes, trabalhadores da indústria e do comércio, funcionários públicos, professores de todas as atividades, militares e até políticos e donas de casa.

d) Ao receber todo esse contingente humano, com seus defeitos de caráter, cheios de manias, cobertos de vícios, ignorantes, supersticiosos, vitimas dos mais diversos complexos, temerosos e angustiados.

e) O Espírito Santo, assume esta gente toda, e realiza o milagre da transformação.

1) Mostra as deficiências pessoais de caráter: agressividade, lentidão, egoísmo, desejos pervertidos impregnados da verborragia (aqueles que falam muito, mas não dizem nada).

2) Em segundo lugar:

a) O Espírito de Deus misericordiosamente, os coloca onde eles terão oportunidade de aprenderem os métodos de agir, a maneira de falar, a forma de proceder e as atitudes a adotar diante dos trabalhos e problemas que aparecerem.

b) O mesmo Espírito, revela-lhes os defeitos e dá força suficiente para se corrigirem do mal e se libertarem do pecado.

b) a) Acontecendo persistente obediência às orientações do Espírito, aparece o aperfeiçoamento e desponta o sucesso.

b) No entanto, acontecendo incredulidade e desobediência voluntárias, o tal se separa de Deus e é aceito pelo inimigo das almas, sofrendo o negrume das trevas.

c) a) Saul se distanciou tanto de Deus, que encontrou a Satanás dentro de uma caverna.

b) Desesperado curva a sua cabeça diante da feiticeira de En-dor, deixando drasticamente cair aos seus pés, a coroa do reinado de Israel. Foi-se a glória de Saul.

c) Tateando em trevas, o rei foi empurrado pelo inimigo de Deus ao abismo da morte.

d) a) Quando estivermos investidos pelo Senhor numa tarefa (pequena ou grande), num trabalho evangelístico;

b) não podemos consentir que qualquer assopro da terra venha arrepiar as nossas almas e confundir as nossas mentes.

c) A vitória não está em nós, a força não é nossa, a capacitação para lutar é dom de Deus.

e) Saibam irmãos, o maior inimigo de Saul, foi ele mesmo.

a) Tornou-se um ídolo dos elogios alheios.

b) Desrespeitoso dos deveres sérios.

c) Negligente, contencioso, inseguro, buscando as trevas e desprezando a luz.

d) Foi exatamente em que se transformou o belo, poderoso, generoso, admirado rei de Israel – Saul.

f) a) Ouçam, meus irmãos: Quase nada começa grande;

b) mas, o grande começa a ser nada,

c) quando começa a não fazer nada daquilo que o dever impõe;

d) que as responsabilidades exigem, que o cargo aguarda.

g) a) Desafortunadamente Saul destruiu-se quanto ao seu dever.

b) Negligenciou as suas pequenas e grandes obrigações.

c) Cumpria pela metade as ordens divinas.

d) O resultado foi dramático: perdeu o trono terrestre e as glórias do Celeste.

e) Poderíamos resumir numa só palavra todo desacerto, todo fracasso e a fragorosa derrota de Saul: desobediência.

h) Ouça: Há tempos morreu um dos mais talentosos cantores brasileiros. Ele estava diante de entusiasmada platéia de centenas de jovens. Tentou por três vezes começar a cantar a sua música de grande sucesso. Não foi possível, porque se sentiu mal. O cantor famoso seguiu andando até a ambulância que o levou para o hospital. Permaneceu ali poucos dias vindo a falecer.

Muitos amigos e parentes comentaram este trágico acontecimento. Foram para o ar, muitas entrevistas e apresentações gravadas do artista brasileiro. O testemunho mais dramático foi dado pelo médico particular daquele cantor.

– "Lamentavelmente", disse o médico, "o meu cliente era teimoso e desobediente aos regimes, aos remédios e dietas que deveria praticar. Há poucos dias eu estava aconselhando e ensinando a ele uma série de cuidados e o comportamento que deveria executar dali para frente, mas ele desobedecia qualquer recomendação médica séria – daí o desastre", disse contristado aquele médico.

i) a) A senda do desobediente vai se escurecendo e se tornando perigosa, a cada instante que caminha na contra-mão da obediência.

b) Essa alma solitária e rebelde, sente-se desorientada e incapacitada de superar os seus reflexos negativos. E cada vez mais mergulha a sua vontade embrutecida em emoções proibidas e calamitosas.

c) Seguido de perto, geralmente, pelas forças do mal, cambaleia entre a verdade e a mentira, caindo fatalmente no abismo das dúvidas. É finalmente tragado pelas trevas.

 

II a) Prestem muita atenção agora, amados irmãos:

1) Se a desobediência foi a causa da destruição do reinado de Saul, a sua total ruína moral e religiosa!

2) Se a desobediência arrancou Adão e Eva do Paraíso de Deus!

3) Se a desobediência tornou Caim um fugitivo e vagabundo!

4) Se a desobediência derrubou a terça parte dos anjos bons, do Céu!

5) Se a desobediência apagou a luz e a fé de Satanás!

b) Então:

a) Se torna importante, e até urgente, para cada um de nós entendermos melhor o que é obediência!

b) Porque, segundo o profeta Samuel: "Obedecer é melhor!".

c) a) Obedecer: é submeter-se à vontade de outrem ou executá-la.

b) Eu só alcançarei a perfeição na obediência, quando:

1) Eu entendo e cumpro inteiramente, a vontade de quem quer ser obedecido.

2) Quando eu aceito de "corpo e alma", completamente, ao originador dos motivos da obediência.

3) Quando eu, depois de ter entendido e aceito o objetivo da obediência, me qualifico a cada solicitação de obediência, dentro daquela mensagem.

d) Eu imagino que obedecer, tem que ver não só com algo material, a ser realizado, mas principalmente com algo espiritual a ser considerado. Vejam isto:

a) Guardar o sábado é uma obediência objetiva – o sábado é objeto de guarda. Mas o "espírito" do sábado é mais elevado do que propriamente observar o sábado em si mesmo.

b) "Não adulterarás" diz o sétimo mandamento. Porém, disse Jesus: "Qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar", já é adultério. Mat. 5:28.

1) Qualquer que fizer raiva ao próximo – é criminoso, quebrou o sexto mandamento.

c) Os judeus guardavam o sábado, mais que isso, "adoravam o sábado", mas não adoravam no sábado "em espírito e em verdade".

1) Levaram uma mulher adúltera para ser apedrejada - "obedecendo a lei". Mas, na realidade a intenção era embaraçar a Cristo, incriminá-Lo e finalmente matá-Lo.

e) O culto judeu girava em torno do cordeiro pascal; um animal que era morto com data e hora marcados.

a) Imaginem só: O cordeiro está morto ali no centro do templo, os judeus de mãos dadas cantam ao redor do sangue do animal.

b) Nessa roda, segurando as mãos dos sacerdotes está o menino Jesus, o verdadeiro Cordeiro.

c) Eles giram e cantam salvação e libertação, ao redor do Cordeiro morto, mas, desconhecem o Cordeiro vivo ao lado de cada um deles.

f) A obediência só é verdadeiramente aceita por Deus, quando parte de nossa consciência moral e religiosa e pratica atos de acordo com a vontade do Ser único e supremo – o Criador do Universo.

g) Notem o seguinte:

a) Quando Eva saiu da companhia do marido, já estava desobedecendo; quando conversou com a serpente enroscada na árvore da ciência do bem e do mal, já era transgressora. Subjetivamente, em seu intimo já se tornara rebelde.

1) A ordem "Não comer, não tocar" (Gên. 3:5). "Os anjos haviam advertido Eva de que tivesse o cuidado de não se afastar do esposo enquanto se ocupavam com seu trabalho diário no jardim" – P.P. pág. 53. Quando estava sozinha, sentiu o perigo, mas imaginou: "eu sou mais eu!", e prosseguiu na estrada da desobediência.

b) Quando Caim levou frutos da terra, imaginava ser aceito por Deus – afinal aquela era a sua ocupação. Foi rejeitado por querer mudar a ordem divina, pois como sabemos o certo era sangue só sangue pode lavar pecados, e não suco de laranja ou cabeças de cebolas.

1) "O pecado jaz à porta", se não fizeres o bem. Na alma ele já era transgressor e rebelde, já era transgressor na intenção. E como não podia matar a Deus, matou o amigo de Deus.

c) a) Existe um pensamento bonito em Provérbios 23:7: "Porque como imaginou na sua alma, assim é".

b) A semente nasce em nossa alma, cresce em nossa mente e floresce em nossas mãos.

c) Nós somos os responsáveis pelas semeaduras e responsabilizados pelas colheitas.

d) a) Quando um engenheiro arquiteta um prédio na sua mente;

b) esse edifício começa a ser construído na sua imaginação.

c) Quando está terminado de edificar na imaginação;

d) a construção passa para as mãos;

e) que o materializa riscando plantas em cima de pranchetas.

f) Depois de calculado e aprovado aquele mesmo edifício começa a surgir do chão. Agora pronto, se constitui um bom imóvel.

h) a) Quando alguém arquiteta na mente a rebelião, já está com o prédio pronto.

b) Construiu em si mesmo um campo de sangrentos ataques e contra-ataques.

c) Já alistou milhares de soldados, já vingou, matou, odiou e prendeu milhões de inimigos.

i) Ouça com atenção esta história verdadeira:

Há muitos e muitos anos, num lugar bem distante daqui, em um formosíssimo astro, no centro de uma galáxia, havia um lugar coberto de belezas e glórias. Ali morava permanente a paz, e pairava em todos os seus habitantes a verdadeira felicidade. Três Seres luminosos comandavam dali tudo o que existia ao seu redor.

Amorosamente aqueles três Seres Espíritos, criavam coisas maravilhosas: criaturas que falavam, andavam, cantavam e voavam pela imensidão do espaço, não conheciam a tristeza, nem a fome, nem a dor Nunca, nenhum dEles, até então, tinham chorado ou solicitado nada. Antes de falarem ou pedirem alguma coisa, já haviam recebido dobrado. Como era bom estar ali. Logo abaixo dos três Todo-Poderosos Criadores, havia um quarto ser, muito lindo. Os Três Seres Espíritos, haviam ajuntado os raios das luzes, os reflexos da fé e formado aquela extraordinária criatura cheia de graça e poderes delegados pelos Seres autores. Logo a seguir, numa outra escala, mas também de glória, milhões de outras criaturas foram criadas e foram coroadas de glória e honra também.

Por muitos anos só se falava ali, a linguagem do amor e só se cultuava o poder, a misericórdia e a grandiosidade daqueles Três Benfeitores Eternos do Universo. Isso poderia nunca haver terminado, se a criatura mais bela, mais pura, perfeita e honrada, logo abaixo dos Três Seres Senhores do Universo, não tivesse frustrado e anarquizado aquele país de belezas e graças indescritíveis.

A princípio, era uma inocente dúvida. Por quê?, pensava Lúcifer, era este o nome daquele resplandecente ser cheio de glória da eternidade. Por que eu também não posso assentar-me num quarto trono ao lado dAqueles Três?

Isso realmente nunca seria possível, porque só tem essa graça, quem cria vidas, e não quem recebeu a vida, era o caso desse poderoso anjo. Avisado de que estes pensamentos eram muitos perigosos e inconseqüentes, aquela formosa e brilhante criatura, recebeu isso como recusa e não como aviso. Mas, conseguiu se acalmar por mais algum tempo, para então surgir com ataques desleais, críticas injustas, acusações sem nenhum fundamento moral. Não contente, começou a semear desarmonia, desamor, discórdia, formando um verdadeiro batalhão de rebeldes, prontos para lutar.

Foi-se a paz do Paraíso. O Verbo Divino teve de assumir forçosamente o comando de outro exército de anjos do bem. O grande rebelde se transformou num terrível dragão vermelho, levando a terça parte de todos os milhões de anjos bons, que daí para a frente, perdiam o seu principado, deixando uma triste lembrança nas Cortes Celestes.

Quando chegaram neste nosso Planeta, aguardaram a oportunidade de enganar e corromper os seus primeiros habitantes. Isto posto, estava inaugurada a senda do pecado.

Tudo se tornou triste, sem graça, doente e pecaminoso. Como resultado de tudo, apareceu o que até então era desconhecida – a morte.

 

III a) Terminando, queremos perguntar.

a) O que na verdade motivou toda aquela situação vexatória (humilhante), que molestou as Cortes Celestiais?

1°) Quando, a justiça perfeita sofreu a justiça imperfeita?

2°) Quando, o verdadeiro amor sofreu pleno ódio?

3°) Quando, a graça do Criador foi desafiada pela desgraça da criatura?

4°) Quando, a inocência e a confiança se separaram da malícia e da desconfiança?

5°) Quando, a paz do Céu foi assaltada pela guerra do inferno?

6°) Quando, a luz e a fé se transformaram em trevas e descrenças?

b) Saibam senhores, mais uma vez podemos resumir todo o mal, acontecido ali, numa só palavra: desobediência.

c) Disse alguém: "Assim como a justiça se abraça com a paz, assim se abraçam a discórdia com a injustiça". Vejam:

1°) Alguém procurou obter honras – sem méritos.

2°) Louvores especiais – sem sacrifícios verdadeiros.

3°) Credulidade pública – sem crédito pessoal.

4°) Reverências divinas – em corpo criado.

b) a) Quando o amor não pôde ser maculado, a justiça não pôde se curvar e a graça não pôde ser envergonhada – criou a revolta, apareceu o rebelde, surgiu o vilão! Resultado: expulsão de tudo o que contaminava e corrompia.

b) "Houve peleja no céu. Miguel e os seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos; todavia, não prevaleceram ... E foi expulso ... Satanás ... e, com ele, os seus anjos." Apoc. 12:7-9. Perderam a luta, e foram precipitados.

c) a) Aí está o primeiro capitulo da desobediência do livro do mal. E cada instante crescem os milhões de páginas escritas por rebeldes e desobedientes de todas as partes da Terra.

b) Mas, graças a Deus nós saímos desse livro, porque fomos lavados pelo Sangue do Cordeiro de Deus que tira todo mal.

c) Você acredita nessa verdade? Deus quer nos lavar a alma agora mesmo. Você, juntamente comigo, quer esse bem?

 

 

 


 


 

6

CRISTO  AGORA?!

Rodolpho  Cavalieri

 

TOPO

Mateus 24:44

 

I a) Aconteceu há cinqüenta anos. O astrônomo real da Inglaterra, fez seriíssima declaração. Disse ele naquela ocasião, serem as viagens espaciais pura tolice, e acrescentou: "o homem jamais chegaria a Lua".

Quando em 20 de julho de 1969 astronautas americanos desembarcaram na Lua, aquele cientista ficou totalmente desacreditado, por não saber analisar os tempos e as possibilidades científicas da sua época.

b) a) À semelhança daquele cidadão inglês, versado na ciência astronômica, mas cegado por preconceitos próprios;

b) nós, os campeões da Bíblia no momento, corremos também o risco de, por conceitos próprios, sermos surpreendidos pelo aparecimento de Cristo agora.

c) Preste bastante atenção no que vamos dizer:

a) Nós leremos dois seriíssimos pensamentos (avisos) do Espírito de Profecia:

b) Um deles diz respeito à situação do mundo um pouco antes da volta de Cristo.

c) O outro a situação da igreja nesse mesmo tempo.

Vejam:

"Ao mesmo tempo a anarquia procura varrer todas as leis, não somente as divinas mas também as humanas. A centralização da riqueza e poder; vastas coligações para enriquecerem os poucos que nelas tomam parte, a expensas de muitos; as combinações entre as classes pobres para a defesa de seus interesses e reclamos, o espírito de desassossego, tumulto e matança; a disseminação mundial dos mesmos ensinos que ocasionaram a Revolução Francesa - tudo propende a envolver o mundo inteiro em uma luta semelhante àquela que convulsionou a França." – Educação, pág. 228.

 

1) Analisemos algumas frases lidas:

a) A anarquia nas leis divinas e humanas. Perdeu-se o respeito a Deus, daí não se considerar a vida nem os direitos mais rudimentares do ser humano.

b) Os consórcios financeiros previstos há cem anos, acontecem quase que diariamente no mundo, com grandes e pequenas instituições.

c) Hoje a globalização – unificação da tecnologia, do comércio e do conhecimento em geral, é realidade.

d) Os chamados "pobres", estão se reunindo em defesa dos direitos de sua própria existência. O espírito de intranqüilidade familiar é facilmente sentido em todas as camadas sociais.

e) O mundo se tornou num vasto e perigoso campo de lutas entre pobres e ricos, nações do primeiro mundo e nações do segundo e terceiro mundos.

2) Agora o mais grave: A serva do Senhor descreve a situação do povo de Deus nesse mesmo período:

"Quando o professo povo de Deus se estiver unindo com o mundo, vivendo como vivem os do mundo, e com eles gozando de prazeres proibidos; quando o luxo do mundo se tornar o luxo da igreja; quando os sinos para casamentos estiverem a tocar, e todos olharem para o futuro esperando muitos anos de prosperidade temporal, subitamente então, como dos céus fulgura o relâmpago, virá o fim de suas resplendentes visões e esperanças ilusórias." – O Grande Conflito, pp. 338-339.

c) Avisos luminosos seriam colocados em todas as partes para advertir e orientar os fiéis do Senhor:

1) Pessoas na prática do ódio assassino, ou em amor doentio e promíscuo.

2) Famílias em desigual luta pela sobrevivência e porfias sem sentido prático.

3) As várias camadas e classes sociais se agitam como as águas lançando de si lama e lodo.

4) As nações maiores se protegem umas às outras, e as menores se degradam.

5) No mundo religioso:

a) O valor do Cordeiro excede o do altar – (o título supera a humildade).

b) O orgulhoso bolso de veludo, soa mais do que a bolsinha da viúva pobre.

c) As marcas famosas dos veículos que transitam rumo aos templos de marfim, deixam escondidas em nuvens de poeira, as carroças humildes dos fiéis carentes, que seguem para as igrejas de madeira.

d) Os famosos órgãos das Catedrais tocados por homens não menos famosos, sufocam o canto suave dos fiéis nas igrejas sem piano ou violão.

e) As luzes dos reinos da Terra, ofuscam as glórias do Reino dos Céus.

f) O brilho das estrelas dos homens, ocultam o fulgor das estrelas de Deus.

g) Julga-se pelo que se vê, e não pelo que se sente ser a verdade.

h) As sandálias empoeiradas e humildes de Jesus e dos Seus apóstolos, não são mais vistas nos templos, silenciadas por luxuosos e caros tapetes.

i) No corpo do templo e dos seus freqüentadores, riquezas, opulência, magnificência e abundância. Na alma do templo e de seus freqüentadores, pobrezas, misérias e fome espiritual.

j) Jesus disse aos antigos fariseus e ao seu templo: "A vossa casa vai ficar deserta" Mat. 23:38, porque não entronizaram a Cristo e as Suas doutrinas evangélicas e salvadoras.

k) Ouçam: Deus quer agora também, habitar os templos das nossas almas. Permitiremos? Ou continuaremos como os antigos judeus, a esperar outro milenar Messias?

l) Saibam irmãos:

a) Tudo o que pode satisfazer as necessidades e anelos da alma humana, para este mundo e o vindouro, pode ser encontrado em Jesus.

b) Só Ele redime.

c) Refaz as nossas forças envergonhadas pelas provas da vida.

d) Repõe o brilho do nosso espírito ofuscado pelas derrotas freqüentes.

e) Torna a dar a alegria da salvação – e o espírito pacífico, roubados pelas tristezas do pecado.

f) Ressuscita a nossa vontade, morta pelas "overdoses" dos tóxicos das trevas.

g) Jesus ilumina os nossos olhos, cegados pelos aguilhões do mal.

h) O Senhor fortalece os nossos trôpegos passos, vitimados pelos descompassos das desobediências.

i) O Senhor cura as nossas mãos feridas nas roseiras dos prazeres ilícitos.

j) O Senhor é a nossa fortaleza, o nosso defensor e redentor "louvai ao Senhor".

 

II a) Américo era um rapaz bastante dedicado às tarefas da Fazenda Modelo, onde trabalhava. Ordenhava as vacas, cuidava das ovelhas e freqüentemente vinha ao lugarejo próximo de onde morava, para encontrar os amigos e tomar aguardente (cachaça-pinga).

Deixava o cavalo amarrado próximo da venda, num palanque de aroeira. O dono da fazenda que era evangélico, procurava interessar o rapaz na sua igreja.

Américo, apesar de ser obediente e trabalhador, tinha esse mau hábito, a bebida dos finais de semana. Com muito jeito e oração, Américo passou a freqüentar a igreja do Sr. Newton. E finalmente, quando o pastor veio visitar aquela igrejinha da Fazenda Modelo, Américo foi batizado.

Dias depois o fazendeiro vinha com a família na caminhonete. O filho do fazendeiro disse: "Papai, olha lá, aquele é o nosso cavalo alazão!" Quando o senhor Newton foi até próximo da venda, encontrou Américo na roda dos amigos, rindo e se divertindo.

– Américo, venha cá, disse amorosamente o seu patrão.

O rapaz desenxabido, e sob o olhar curioso de seus amigos, aproximou-se do fazendeiro e disse:

– Seu Newton, eu estava ali na venda, na companhia dos meus ex-companheiros de bebida, eles continuaram bebendo muito e fazendo bastante farras, eu graças a Deus, como o senhor sabe, deixei tudo prá lá, porque Cristo agora é meu Senhor e Deus.

– Realmente é maravilhoso o que aconteceu com você, confirma o fazendeiro, mas eu queria lhe pedir para amarrar o seu cavalo em outro palanque e não mais ali.

– Mas, seu Newton, aquela é aroeira, contesta Américo, sem entender bem o aviso do patrão.

– Sim, concorda o fazendeiro, e acrescenta, mas seus amigos são de madeira branca e ainda bichada, e se você continuar por muito tempo na companhia deles, vai acabar se envolvendo em bebidas e farras com eles.

– Sabe, seu Newton, que o senhor está com a razão! Eles já tentaram várias vezes me fazer beber, e eu só tomei refrigerantes. Mas eu confesso que tive vontade de dançar, quando ouvi as músicas que eu antes cantava e dançava com elas!

Seu Newton, completou: "Se você quer continuar com Cristo, ouvindo a Sua voz e fazendo a Sua vontade e receber as Suas bênçãos, você precisa amarrar o seu cavalo em outro palanque distante daqui.

b) a) Nós lemos ao início: "Quando o professo povo de Deus estiver se unindo com o mundo, vivendo como vivem os do mundo e com eles gozando os prazeres proibidos":

b) Acontecerá o fim de tudo. E esse povo escolhido por Deus, será surpreendido pela presença do Senhor.

c) Cada filho de Deus necessita ter a Cristo agora:

1) Crendo com profundidade nas mensagens aprendidas ao longo da sua caminhada religiosa ao lado do povo de Deus, aqui na Terra.

2) Viver cada verdade recebida no coração e firmada na mente.

3) Desprezar toda vaidade, sepultar todo orgulho, fugir da presunção.

4) Renovar cada manhã, pelo estudo da Bíblia e da oração, sua esperança em Cristo.

5) Cada noite fazer um balanço mental de seu comportamento material e espiritual daquele dia. E, buscar o perdão, se for o caso, e praticar o louvor, ensaiando a música do Cordeiro Jesus.

c) a) Um antigo relato conta que São Francisco de Assis foi abordado por um dos seus paroquianos, enquanto capinava a sua horta. "Irmão Francisco", perguntou o homem, "que você faria se soubesse que o Senhor Jesus voltaria amanhã?" O idoso sábio e firmado religioso disse, apoiando-se por um momento em sua enxada: "Creio que terminaria de limpar a minha horta!"

b) Eu queria perguntar agora aos nossos prezados irmãos e amigos:

1) Se você recebesse de Cristo agora a confirmação da chegada dEle à Terra daqui a uma semana apenas. O que você faria?

a) Continuaria seguindo no mesmo caminho? Na mesma atividade? Com as mesmas atitudes?

b) Comendo e bebendo as mesmas coisas, vestindo e usando as mesmas vestes?

2) Ou você sairia desta estrada que agora segue, e procuraria viver esses últimos sete dias de forma totalmente diferente do seu passado? Com mais fé, mais amor, mais verdade, mais honestidade. Procurando mudar a sua identidade religiosa e moral?

d) a) Eu já mencionei a história daquele filho de índio, criado na Igreja Adventista, agora já com seus cinqüenta anos, que eu encontrei num rancho do roçado assando um macaco para jantarmos.

– Mas, oh João, venha cá, você não sabe que esse bicho que você está assando é imundo? Você esqueceu que a gente não come esse tipo de alimento?

– Bem, disse ele, isso realmente está errado, eu vou parar com isso, eu vou mudar de procedimento, eu vou mudar de vida.

Eu perguntei:

– Mas, quando?

Ah!, disse ele com muita ênfase, quando começarem as perseguições do povo de Deus, aí eu vou saber que tudo vai acabar, daí eu vou ser diferente.

e) É exatamente isso que infelizmente muitos imaginam: ainda há tempo para errar; há tempo para continuar transgredindo; depois eu volto e vou praticar a justiça.

f) Aquele finto de índio que há anos eu não mais o vira, alguém me disse que ele morreu de febre de malária, me parece, e outras complicações.

g) "O êxito em qualquer coisa que empreendemos exige um objetivo definido". Educação, pág. 262.

h) a) O grande mal de muitos é confundir desejo com vontade.

b) Você pode sentir desejo de amar a Deus, mas não tem vontade suficiente para servi-Lo.

c) Desejo é: apetite, cobiça, ambição. Vontade é a faculdade ou potência de querer manifestar o desejo, é o poder de determinar-se obedecendo a motivos e razões com firmes decisões, é a constância na execução, é uma disposição espiritual.

i) Diz o Espírito de Profecia:

"A vontade é o poder que governa a natureza do homem, pondo todas as faculdades sob Sua direção. A vontade não é gosto nem inclinação, mas o poder que decide, o qual opera nos filhos dos homens para obediência". S.T., pág. 513 (1889).

"Tudo depende da devida ação da vontade. Os desejos em direção da bondade e da pureza, são em si mesmos justos; mas, se aí ficamos, nada aproveitam. Muitos descerão à ruína, enquanto esperam e desejam vencer suas más tendências. Eles não entregam a vontade a Deus. Não escolhem servi-Lo." – Mente, Caráter e Personalidade, vol. 2, pág. 685. 

j) a) Deu para entender, não é? Meu companheiro de jornadas sagradas,

b) saiba: sem vontade firme e decisiva, os nossos desejos ainda que justos nada valem, nos acompanham para a perdição.

c) Daí, estar o inferno lotado de gente bem intencionada, mas que ficaram só no desejo e não executaram a sua vontade livre em direção do Cristo agora, o verdadeiro restaurador das vontades humanas.

k) a) Eu conheço um senhor há vários anos. Ele parece ser muito honesto, bastante trabalhador, tem desejo de ser adventista. Cada vez que apelo para ele vir para a igreja, ele diz: "Eu tenho muito desejo de ser adventista, mas só vou me converter ao adventismo quando eu conseguir seguir tudo direitinho", e acrescenta: "Para não acontecer comigo o que ocorre com vários lá na igreja que dão mau testemunho".

b) Eu pergunto, o que está faltando àquele cidadão para se entregar inteiramente a Cristo?

c) Respondo: Exercer a sua vontade de vir a Cristo do jeito que é e não do jeito que quer, da forma que ele deseja, ou espera ser.

1) a) Um artista famoso foi contratado pelo Governo Municipal da cidade onde morava, para pintar as partes principais daquele lugar. Os pontos turísticos, históricos, as fontes naturais, os principais prédios da Prefeitura, o seu povo sofisticado e também os trabalhadores comuns. Um varredor mal penteado, um tanto esfarrapado e sujo era bem conhecido de todos. O artista acha que ele seria um bom representante das classes pobres e trabalhadora daquela cidade.

– Vou lhe pagar para amanhã bem cedo o senhor aparecer no meu atelier para eu preparar parte do quadro com a sua pessoa.

Aquele cidadão, eufórico no outro dia antes da hora marcada, já estava no estúdio do grande pintor. Ms, infelizmente ele foi dispensado. Não servia mais para representar os trabalhadores pobres daquele local. O gari havia cortado os cabelos, tomado banho e trocado a sua roupa de varredor de ruas por roupas mais sofisticadas que tomara emprestado dos bons ricos vizinhos.

b) Aquele cidadão era parte daquela cidade e da pintura que seria feita, enquanto viesse ao estúdio do jeito que ele era, e estava sendo.

c) Por querer parecer o que não era e vestir roupas alheias, aquele senhor foi desqualificado. Desejo mau orientado, de uma vontade perdida dentro da realidade alheia e não sua.

 

III a) Sabe, meus amados irmãos e amigos: Vamos agora falar entre nós:

1) Existe autenticidade na pessoa cristã que eu ostento? Ou eu sou um cristão, meio, ou totalmente falsificado.

2) A minha vontade missionária é real ou eu só desejo aparecer.

3) O meu amor a Cristo, ao Seu trabalho, ao Seu Ministério é genuíno, ou eu só finjo para passar por caridoso e bom.

4) O meu canto, a minha prece, o meu ofertar são verdadeiros? Ou eu canto, oro e oferto para ser notado pelos homens à moda farisaica?

5) O meu compromisso com Deus está selado? Legalizado no templo do Senhor? Ou eu sou um clandestino, um fora das leis divinas?

6) Agora por último eu pergunto: Quem sou eu? João, o apóstolo do amor, ou mudo de nome de acordo com as circunstâncias difíceis.

a) De João amoroso e ousado, mudo de nome para Pedro, blasfemo e traidor.

b) De João, irmão do Senhor, mudo para Tomé, descrente do seu Senhor e Deus – porque Jesus foi colocado num túmulo humano, não tem como sair dali, no terceiro dia.

c) De João fiel servo, leal companheiro de Jesus; mudo para Judas, infiel e traidor, negociando o seu melhor amigo, e O vendendo aos fariseus do templo.

d) Saibam irmãos: uma vez cristão, uma vez adventista, sempre adventista. Deus ama os fiéis de todos as horas e lugares, não importa se alguém está vendo o que você está fazendo. Lembre-se você está na presença de você mesmo!

e) Ouça este fato curioso, acontecido entre dois fazendeiros americanos. Um deles estava na sua fazenda curtindo o final de semana. O vizinho, também criador de animais, veio para comprar quatro vacas.

Depois de escolhidos os animais, foi o preço fixado em três mil e quinhentos dólares. O pretendente ofereceu três mil dólares, que não foram aceitos. Separaram-se sem realizar o negócio.

No dia imediato o fazendeiro, o que queria adquirir as vacas, telefonou para o colega.

– Você quer vender os animais por três mil dólares?

– Não, vendo-os apenas por três e mil quinhentos dólares.

– Bem, diz o fazendeiro interessado nas vacas. Vou fazer-lhe uma proposta. E disse pelo telefone: Colega, você tem aí no bolso uma moeda?

– Sim, respondeu o amigo!

– Jogue essa moeda de prata para cima, se ela cair com a parte da coroa para cima, pagar-lhe-ei o preço pedido, mas, se cair a parte contrária para cima eu lhe pago só três mil dólares. Aceita?

– Sim, responde o colega.

– E atenção vou jogar a moeda agora.

Do outro lado da linha, o fazendeiro ouviu quando a moeda caiu no chão.

– Você está de sorte, diz o dono das vacas. A coroa caiu para baixo, deposite os três mil dólares na minha conta e apanha lá na fazenda os animais. Assim, foi aquele honesto negócio realizado.

c) a) Cristo necessita agora de cristãos apercebidos (esteja você apercebido disse em Mateus 24:44).

b) Notem prezados irmãos, aperceber quer dizer: preparar, aparelhar, armar.

c) Cristo conta hoje com pessoas que tenham apercepção, isto é: percepção clara e nítida dos acontecimentos diários, relacionados com profecias e avisos estabelecidos pelos santos profetas do passado.

d) a) Eu sinto hoje a necessidade de me despertar, porque Jesus deixou dito: Eu venho à hora que você não está pensando Antônio, Maria, Marcos, Helena, João, Rodolfo.

b) Eu preciso agora orar por mim, pelo meu despertamento espiritual, pelo perdão da lerdeza cristã vivida.

Eu vou orar agora por mim, mas gostaria de orar também por você, meu prezado irmão, você quer isso? Levante a mão! Oremos.

 


 


 

7

JESUS:  CAMINHO,  VERDADE  E  VIDA

Rodolpho  Cavalieri

 

TOPO

João 14:6

 

I a) "Onde está o caminho", perguntava Alice Fitzgerald com a cabeça de fora da cabine de um caminhão socorro, que levava enfermos para o posto de triagem de soldados acidentados, na primeira grande guerra mundial. Era noite e nevava muito. O motorista do caminhão, um experiente soldado, disse: "Senhora, nós estamos no caminho errado. Mas, vamos andar mais um pouco".

Quilômetros á frente começaram a ouvir o repique das metralhadoras e o explodir das granadas.

– Vamos parar ou continuar?, perguntou a preocupada enfermeira.

– Se pararmos, os doentes podem perecer, se continuarmos seremos alvos fáceis do fogo cruzado de amigos e inimigos do pais. Então vamos voltar, me parece ter visto um casebre no meio do nevoeiro que passamos mais intenso há três quilômetros, diz a senhora Fitzgerald.

No retorno, realmente ali estava oculta na noite e no nevoeiro, uma solitária casa, habitada por um senhor de fisionomia um tanto estranha e velha. O soldado não conseguia entender o francês falado pelo velho do casebre. Alice se aproxima e descobre que, alguns quilômetros a mais, do lado direito está o procurado hospital improvisado.

Quando desembarcava os doentes, ela confessa: "Nunca senti tanta solidão, temor, angústia e mesmo terror nesse caminho desconhecido que percorremos até chegar a este abrigo."

b) Notem:

a) Hoje, constrangidos, estarmos presenciando, na Terra, um tremendo congestionamento religioso e moral.

b) Com gravíssimas conseqüências sociais, assistimos o prejuízo e o desespero de milhares de desorientadas vítimas, em estado mórbido e calamitoso,

c) em choque psíquico-religioso e social, essas pobres criaturas são vítimas dos mais ousados e escandalosos "guias e líderes".

d) Aceitam qualquer tipo de ajuda e remédios, não importando de onde venham, se da farmácia de Deus, ou do laboratório das trevas.

e) Muitos estendem suas mãos para falsos adivinhos e enganadores profetas.

f) Outros doentes e famintos, vestem a camisa de qualquer igreja e comem pão, até que o diabo amassou.

g) Nesse emaranhado constante de horror e permanente incerteza e grandes sofrimentos, aparece um ser por cima de toda desgraça e desvios conflitantes e diz:

h) "Eu sou", ouçam, "Eu sou o caminho, Eu estou com a verdade, Eu tenho a vida eterna."

i) Acontece que muitos já desorientados e mortos, deixam de responder a esse oferecimento divino e salvador.

j) Um grande número deles se acostumaram com a sujeira e as enfermidades do espírito, perderam a noção do melhor e do mais santo.

k) Mas aquela voz, cheia de graça, amor e sabedoria, repete mais forte "Vinde a Mim, Eu vos aliviarei". "Aprendei Comigo". "Eu tenho todo o poder no Céu e na Terra". "Eu sou a ressurreição e a vida; aquele que crer em Mim, ainda que esteja morto viverá".

l) Há um significativo rebuliço, e aquela multidão inerte (morta) e inerme (indefesa), começa a se deslocar rumo àquela luz brilhante e bela.

l) a) Paralíticos saltam de prazer e contentamento.

b) Cegos começam a deslumbrar o porte santo dAquele Ser até então desconhecido,

c) Num instante, leprosos se tornam limpos.

d) Angustiados e loucos ensaiam uma prece de gratidão e louvor.

e) Prostitutas e adúlteros, deixam cair o manto maculado, que até então cobria o corpo pervertido e a alma abominável.

f) Terríveis criminosos, facínoras e ladrões, estendem as suas mãos suplicando, arrependidos, o perdão de Deus.

g) Presunçosos e hipócritas religiosos, começam a renascer no espírito e na carne.

h) Tremem os demônios, clamam as pedras. Sim! Porque Jesus está chegando. O Rei dos Reis se aproxima, o Senhor dos Senhores veio até nós.

 

II a) Ouçam: Um recente informativo da nossa igreja trouxe a maravilhosa conversão da indiana Muthy, possuída por vários demônios durante muitos anos. Os vizinhos tinham medo porque ela andava pelas ruas e cemitérios gritando furiosamente.

Certa vez algumas pessoas a amarraram numa árvore com cordas fortes, mas com a força sobrenatural dos demônios, ela as quebrou facilmente. Os pais buscaram a ajuda com os feiticeiros, mas eles não resolveram o problema da jovem.

Certa noite, Muthy sonhou que Jesus estava em frente a ela com um olhar de compaixão no rosto. "Minha filha, Eu vi sua agonia e ouvi suas orações, vou expulsar os demônios. Daqui em diante você será Minha testemunha". Jesus desapareceu, e Muthy despertou para uma nova vida, completamente livre dos demônios.

Logo após, ela encontrou um pastor adventista e começou a estudar a Bíblia com ele. Os vizinhos ficaram curiosos com a feliz mudança daquela senhora que, agora, com alegria partilhava a fé com todos que lhe perguntavam a razão de sua transformação. Quando foi batizada, ela levou consigo nove pessoas que já tinham encontrado a Jesus. Nos próximos três meses, ela levou mais dezoito pessoas a Cristo, libertadas do poder do diabo.

Muthy agora estava cheia do poder do Espírito Santo  e trabalhava para Deus nas ruas de sua cidade.

b) Saibam, meus irmãos, que, "a senda indicada por Cristo é tão clara e distinta que o mais consumado pecador, carregado de culpas não precisa errar o caminho. Nenhum investigador tremente necessita deixar de encontrar a verdadeira estrada e andar na luz pura e santa, pois Jesus é o guia" M.S. pág. 32 (1894).

c) No entanto, saibam:

a) O caminho da vaidade é uma senda de contínuas tolices.

b) O caminho do orgulho é a estrada da demência.

c) O caminho das paixões, acabam na escravidão do corpo e da alma.

d) Os caminhos da desobediência terminam no cemitério do corpo e no túmulo da alma.

e) Os caminhos de Cristo:

1) alcançam a pureza da alma,

2) confirmam as verdades do Espírito,

3) produzem a certeza da vida eterna.

4) Os caminhos de Cristo chegam até os portais reluzentes da Cidade de Deus.

 

III a) Ouçam com muita atenção agora:

a) O maior perigo em nossa vida material e até espiritual é: o errado parecer certo e o certo parecer errado.

b) "Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim deles è a morte" Prov. 14:12.

c) Exemplo marcante é a transigência ou a condescendência. E o famoso "eu acho" - "talvez sim" - "é melhor..." - "Deus não está preocupado com isso... " - "não tem nada a ver..."

d) Assim, vão se multiplicando os subterfúgios, aparecendo as evasivas, criando-se desculpas falsas, procurando-se ardilosamente esquivar-se do exato, do correto, do digno.

e) Infelizmente, os resultados são catastróficos e, na maioria das vezes, funestos. Porque:

b) Pense nisto: A mentira alarga a nossa língua, mas encurta os nossos passos. A verdade encurta a nossa ignorância, mas abre as nossas asas.

a) A verdade do Senhor, encurta as paixões humanas, isola todas as maléficas tendências naturais,

b) mas alarga a nossa vontade, ilumina a nossa caminhada, de areia os porões da alma solitária e guia-nos pelas sendas justas.

 

IV a) a) Observa-se com tristeza, na Terra, um batalhão de líderes transigentes e omissos,

b) à frente de uma multidão de promíscuos seres humanos,

c) condescendentes com suas manias, coniventes com todas as taras e deslizes religiosos,

d) praticados no mundo, e vividos por milhões de adeptos dos erros e equívocos evangélicos,

e) provenientes das trevas e do já reinante Anticristo.

b) a) Mas, para os sinceros e humildes, soa ainda aquela voz milenar, divina e salvadora,

b) Eu Sou o caminho do conhecimento de todo o bem: material, moral e espiritual.

c) Eu Sou a verdade escrita nas estrelas, vivida e sacrificada na Terra, oculta nas trevas,

d) mas, que rompeu dos túmulos em grande glória e resplendente luz, seguindo para os Céus e deixando atrás de Si um rastro luminoso e permanente, que se estende até a eternidade.

e) Digamos todos, arrependidos e perdoados: "Glória a Deus nas alturas e paz na Terra", aos felizes remanescentes que, com a paciência dos santos, contemplam a fé de Jesus e caminham ao lado dos Mandamentos de Deus.

c) Ouçam:

a) Em 1961 aconteceu em Nova Delhi, o Concílio Mundial das Igrejas. Muitos grandes líderes discursaram e procuraram interessar os milhares de representantes do mundo todo ali presentes. O então Primeiro Ministro Nehru disse: "Os políticos estão constantemente inclinados a transigir. Às vezes isto poderia estar certo para eles, mas, uma vez que comecem a transigir, torna-se isso um caminho escorregadio. Cada passo parece um passo pequeno e, no entanto, vos leva bem longe de vossa posição básica. Por contraste, o verdadeiro homem religioso se apegará à verdade como ele a , apesar das circunstâncias."

b) Sem dúvidas, aquele Ministro de Estado, enfatizava, confirmando, a supremacia da verdade cristã, que deveria ser mantida acima de qualquer ideologia política, ou sentimento social, ou costumes dos diferentes povos do mundo.

c) Porque, na verdade:

1) Morrem os políticos por mais brilhantes e lúcidos de todos os partidos.

2) Fenecem todas as ideologias, não importa se sociais, ditatoriais, capitalistas ou democratas. Elas transmutam nos corredores dos muitos séculos.

3) Vejam: Transforma-se o Estado, corrompe-se a sociedade, invertem-se os mais puros valores morais.

4) Mas a palavra de Jesus permanece. Porque Ele, o Cristo vindo dos Céus, disse de Si mesmo: "Eu Sou; Eu fui". "E serei para todo o sempre".

5) Jesus reuniu no Seu corpo, cem por cento humano, por Seu grande esforço, dedicação e auxílio do Pai, toda força necessária para julgar e condenar o pecado na Sua própria carne. Rom. 8:3.

a) E ainda pela Sua pessoa cem por cento divina, poderia dizer: "Eu Sou o caminho, a verdade e a vida". Eu posso perdoar pecados. Eu Sou adorado. Eu Sou um com o Pai. Eu Sou Deus!

d) a) Voltamos a afirmar: Jesus não disse: Eu represento a verdade, Eu represento a vida. Jesus disse: "Eu Sou" a verdade. "Eu Sou" a vida.

b) Muitos, hoje, à semelhança de Pilatos, aceitam a Cristo num simples gesto de levantar a mão, mas não revelam a Cristo no coração.

c) Pilatos aceitou a presença de Cristo para julgá-Lo e condená-Lo, mas não recebeu a verdade. "Que é a verdade?", ironizou.

d) Quem recebe: acolhe, hospeda, toma para si. Você não "aceita" essa mulher por esposa, você "recebe" essa mulher por esposa. Ela se torna parte de você. Vocês serão uma só carne.

e) Quem aceita a Cristo, apenas admitiu a Sua presença, assumiu ser também chamado de cristão, à semelhança de milhões de católicos que dizem: "Eu sou católico não praticante". Outros afirmam: "Eu sou evangélico afastado", como se não praticante ou apostatado, estivesse ligado a Cristo.

e) Quando eu recebo a Cristo:

1) Eu hospedo a Cristo. "... com ele cearei e ele Comigo" Apoc. 3:20.

2) Eu atendo as batidas de Cristo na porta da minha vida, eu abro a porta do motivo da minha existência. Porque ouvi a voz de Jesus, Ele, Jesus, entra na minha vida. Apoc. 3:20, p.p.

3) Eu nasço da água e do Espírito (João 8:5). Eu mudo de família, sou irmão de Jesus, filho de Deus. I S. João 3:9-10.

4) Eu me torno alvo do amor de Deus. I S. João 3:1.

5) Agora o mais maravilhoso: "Seremos semelhantes a Deus". Verso 2.

a) Seremos reis e sacerdotes - Apoc. 5:9-10.

b) Receberemos poder de julgar - I Cor. 6:2-3.

c) Aquele que recebe a Cristo participa da natureza divina. Incorpora a força da eternidade.

d) "Em Cristo se acham ligadas a família da Terra e a do Céu. Cristo glorificado é nosso irmão.– DTN, pp. 25-26.

6) a) Eu recebo de Cristo o essencial para viver. "Deixo-vos a paz; a Minha paz vos dou" S. João 14:27.

b) Cristo é o caminho da paz duradoura – não a paz passageira do mundo.

c) A paz obtida à ponta de espada não é paz, mas apenas uma trégua passageira. Essa paz é egoísta e carnal.

d) A paz de Jesus faculta a todos os filhos de Deus:

1) A moderação sem tristeza.

2) A concordância sem servidão.

3) A abundância sem desperdício.

4) A obediência sem escravidão.

5) A fé sem penitências.

6) O amor sem limites.

7) Abrigo sem perigo.

f) Ouçam isto:

Certo rei acabara de construir um palácio magnífico. Ao sentar-se no trono um dia, observou diante de si uma parede grande e nua. Pensou: "Não seria belo ter naquela parede um quadro que trouxesse paz de espírito em meio a todos os problemas?"

O rei convocou a todos os pintores do reino e solicitou um projeto de cada um deles, que apresentasse um sentimento de profunda paz. No dia marcado todos trouxeram o seu projeto. Um pintou uma bela cena pastoral – campos em que ovelhas e gado pastavam tranqüilamente. Deitado à sombra de uma árvore estava despreocupado, um rapaz que se regozijava na paz e quietude daquela tarde estival (calmosa).

Outro pintou um sereno lago entre montanhas, que ali espelhavam (refletiam) os altos picos toucados de neve e em verdes pinheiros se iam mirar – cena deveras linda e majestosa a relembrar as eternas montanhas; e a placidez das águas refletindo o firmamento azul falavam de paz ao espírito humano.

Houve outros famosos e bem "bolados" quadros. Mas, o escolhido pelo rei foi o que representava uma cena tempestuosa na costa do país. As alterosas ondas se partiam de encontro às rochas negras da praia, as árvores se curvavam ante a fúria do vento. O céu era escuro e fuzilavam os relâmpagos. Era claramente o quadro de uma grande tempestade, todavia, na frente de uma rocha, uma pomba estava tranqüilamente descansando em seu ninho. Era a paz completa, em meio à mais ameaçadora tempestade.

g) Saibam irmãos: Hoje o mundo está envolto num manto de trevas mortíferas:

1) O egoísmo entre grandes e poderosas nações, escurece as possibilidades de pequenos e pobres países.

2) O amor próprio e doentio, anuvia a consciência de pessoas importantes e famosas.

3) A intolerância leva ao sacrifício milhares de vidas inocentes e indefesas.

4) A negligência e o descaso dos poderosos, ensombram o caminho dos mais fracos e humildes.

5) O céu das religiões está cada vez mais nublado e perigoso, desorientando os ignorantes e sequiosos do perdão divino.

h) a) Em meio a tantas decepções, perigos, angústias, desorientação e morte, Jesus diz:

b) "Eu Sou" aquilo que você não conseguiu ser.

c) Eu tenho aquilo que você tragicamente perdeu, "o caminho certo".

d) Eu tenho aquilo que você mais busca em toda a existência: "a vida".

e) Eu lhe conduzo aonde você não conseguiu atingir, Eu o levo aonde você gostaria de chegar:

a) Às moradas do Meu Pai celeste.

b) Ao aperfeiçoamento de seu caráter.

c) Eu o guio na busca da estrada do perdão divino.

d) Eu lhe mostro as riquezas das mansões eternas.

e) Eu lhe capacito a viajar na minha companhia, entre as galáxias que Eu criei.

i) a) Eu pergunto: amado Senhor, meu eterno Salvador, o que preciso fazer para receber tantas benesses das Suas mãos benditas?

b) Vá à Minha igreja, aliste-se ao lado dos mais humildes e cristãos genuínos. Receba a cruz, coloque-a na sua vida.

c) Vá até os pés da Minha cruz, deixe ali as imundas vestes da justiça própria, do amor fingido, da caridade "humana", apanhe e vista a Minha capa e as Minhas sandálias ali abandonadas, pelos doutores e fariseus do templo, "vem e segue-Me".

i) Eu aceito esse convite de Cristo! Eu quero ir até onde Ele me levar! Você quer isso também?

 

 

 


 


 

8

NAS  FRONTEIRAS  DA  ETERNIDADE

Rodolpho  Cavalieri

 

TOPO

Gênesis 4:8-10

 

I a) a) Os adventistas mais antigos se lembram, quando a nossa juventude, aos sábados à tarde se reunia com excelente e variada programação.

b) Naqueles grupamentos de pessoas de várias idades e sexo, eram apresentadas as mais diversas partes, e peças bíblicas e outras.

c) Os enigmas eram perguntas relacionadas com pessoas e fatos para serem identificados.

d) Uma vez, perguntou-se: "Quem de uma só vez matou a terça parte da Terra". Muitos imaginavam que teria sido Sansão e assim respondiam.

e) Mas o líder das perguntas estava se referindo a Caim, que eliminando Abel, só restaram na Terra Adão e Eva. Ele, Caim, matou em Abel, a terça parte dos seres humanos.

b) a) Mas, a nossa intenção neste sermão, não é julgar e condenar Caim, por homicídio doloso e com muitas agravantes, matando sem motivo e covardemente o irmão.

b) Mas, queremos analisar, a frieza e a irresponsabilidade diante de situações comprovadamente graves e comprometedoras.

c) Notem: Vistas pelos olhos do invejoso, as virtudes são vícios. Os merecimentos e as boas obras são vistas como crimes.

d) Hebreus 11:4. "Pela fé Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo".

e) A justiça de Abel, testemunhada e divulgada pela misericórdia de Deus, irritou ao caráter maligno de Caim (I S. João 3: 12).

f) Porque, quanto mais brilham as virtudes cristãs, mais aparecem as nódoas dos vícios satânicos. As labaredas do altar obediente de Abel, tornaram mais visíveis as frutas do altar desobediente de Caim.

g) a) O calor do altar de Abel, denunciou a frieza e amor próprio de Caim.

b) Este procurou sufocar a sua angústia, provocando angústias no coração daquele.

c) À semelhança de Judas, que saiu da mesa de Jesus para jantar com os porcos fariseus, Caim saiu da presença de Deus para silenciar a voz do justo Abel. Saibam:

d) Enquanto a justiça não reinar sobre toda a Terra, assistiremos a injustiça castigando os justos, a impureza maculando os puros, e a vingança massacrando os mais humildes servidores de Deus.

c) a) Caim não quis buscar com humildade o sacrifício ordenado por Deus.

b) Preferiu ocultar todo o seu ciúme e rancor na vingança de Abel.

c) Não podendo humilhar ao Deus do Céu, sacrificou o justo da Terra.

d) Hoje não é diferente: se não construirmos altares de acordo com as plantas divinas, construiremos muros de separação, valas, covas perigosas e homicidas na estrada da vida – nossa e alheia.

d) Ouçam:

a) Apareceram no mundo muitos homens capazes, mas se tornaram em maldição social e moral;

b) porque estavam interessados em posição e honras humanas do que em serviço humilde e em fazer o que é direito.

c) Daniel Webster, famoso na história americana, foi um desses exemplos infelizes. Depois de esboçar os muitos meios pelos quais ele se elevou acima de seus companheiros, ele os sacrificou a todos pela bolha de sabão da ambição. Vendeu os seus amigos traiçoeiramente por quase nada. Foi derrotado pela reação dos vendidos por ele e morreu vitimado pela sua própria consciência.

d) A história do mundo seria bem outra, se Caim, o rebelde, tivesse atentado à voz benfazeja de Abel.

e) E ouvido o conselho divino. Mas, preferiu seguir a sua própria opinião. Formou a mais desordeira herança sobre a Terra, de homens perversos, provocando a vinda do dilúvio e a morte de um mundo rebelde e irreverente.

 

II a) a) Na funesta história de Caim, encontramos quesitos divinos que transcendem aquela infeliz experiência de começo de mundo.

b) O Deus Eterno ao conversar pacientemente com o rebelado Caim, deixou cair de Seus lábios santos, palavras que revelam a profunda preocupação divina, com o comportamento manifestado pelos humanos.

b) a) A Bíblia registrou aquele conseqüente diálogo entre criatura e Criador.

b) Vejam: O Senhor disse a Caim: "Por que te iraste, e por que descaiu o teu semblante?"

c) A ira cria a guerra, gera armas, enfraquece a razão. E finalmente atira para qualquer direção, à semelhança do caçador irresponsável.

d) O primogênito de Adão, magoado e contrariado, escuta o conselho de Deus:

e) "Se bem fizeres, não haverá aceitação para ti? E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta".

c) a) É marav1flloso observarmos os métodos de Deus trabalhar com os homens, especialmente quem já se colocou à beira do abismo.

b) Se Satã na sua perversidade dá o último empurrão, Deus na Sua grande misericórdia dá o último puxão, e o faz pela orelha, tencionando despertar o transgressor à beira da destruição própria.

c) É de se admirar ainda, apesar de Deus saber o fim desde o princípio (Isa. 46:10):

d) Ele, o Senhor, trata o pecador como se nada soubesse da sua futura traição, e dá as mais dignas oportunidades, para o ímpio corrigir a rota suicida ou assassina que escolheu.

e) Foi com Caim, sendo advertido, foi com Judas, entregando-lhe honrosamente o bocado molhado (João 13:26) e lavando-lhe os pés.

f) É, sem dúvida, com qualquer um de nós, caminhantes na estrada da desobediência e da morte.

d) Temos de lamentar, no entanto, que o ser humano nem sempre aceita a mercê divina, e muitas vezes, a interpreta como fraquezas do Eterno. Assim a dádiva divina é desprezada, e o pecador age movido pelo diabo à semelhança de Judas: "Entrou nele Satanás, e vendeu o seu Mestre" (João 13:27). E Caim que matou o seu irmão! (Gênesis 4:8).

e) No último diálogo entre o bem divino e o mal de Caim, Deus faz significativa pergunta: "Que fizeste?":

a) "Onde está Abel, teu irmão?" E acrescenta: "O sangue dele clama a Mim, desde a Terra".

 

III a) "Caim e Abel representam duas classes que existirão no mundo até o final do tempo. Uma dessas classes se prevalece do sacrifício indicado para o pecado; a outra arrisca-se a confiar em seus próprios méritos; o sacrifício desta é destituído da virtude da mediação divina, e assim não é apto para levar o homem ao favor de Deus." – P.P. pp. 72-72.

b) Ouçam, com atenção: Nós não podemos fugir da divina realidade:

a) A graça de Deus se manifesta única e exclusivamente nos méritos de Cristo, adquiridos na cruz.

b) O perdão é dom divino. É virtude de Deus.

c) O arrependimento é fator humano.

d) O aperfeiçoamento pessoal só acontece por obra do Espírito Santo.

e) O crescimento na graça se processa pelo exercício da fé cristã, escondida no coração do verdadeiro discípulo de Cristo.

f) "A humanidade não tem poder para regenerar-se. Ela não tende a ir para cima, Cristo é a nossa única esperança".

g) Opiniões humanas por mais sinceras e cultas que pareçam, não dispõem de autoridade ante a realidade da transgressão.

c) Veja isto: Um cidadão desejoso de atingir os limites da eternidade, resolveu:

1) Distribuir aos pobres a metade dos seus rendimentos mensais.

2) Todas as semanas dedicava um dia para jejuar e meditar.

3) Usaria a mais saudável alimentação possível. Abandonou a bebida forte e as coisas declaradamente imundas.

4) Visitava com freqüência seus pais e levava presentes valiosos.

5) Procurou andar sempre limpo e asseado.

6) Usava apenas vestes brancas de linho fino.

7) Tinha hora certa para tudo: dormir, comer, trabalhar, passear, amar e viver.

d) a) Esse exemplar cidadão, respeitador, culto, honesto e bem intencionado, resolver solicitar nas suas meditações a presença de um ser celestial.

b) O que aconteceu numa noite enquanto dormia o sono dos "justos", segundo opinião própria.

c) "Qual é o seu desejo?", perguntou-lhe o ser espiritual!

d) "Leva-me aos portais do paraíso, eu estou pronto para adentrar a eternidade", respondeu!

e) Sem discussão, aquele "justo aos seus próprios olhos" foi transportado, segundo pediu, para junto da porta do Céu.

f) Diante da glória daquele lugar, estava um poderoso anjo de luz que indagou admirado:

– Quem é você? E que espera receber?

– Eu sou o Ângelo, filho da Terra, herdeiro do Paraíso.

a) Distribuí parte dos meus haveres com os pobres e carentes.

b) Honrei, com dignidade e amor, meus pais.

c) Cuidei da minha saúde, abstendo-me de coisas comuns ou imundas.

d) Resolvi vestir-me de branco, pata isso adquiri o mais fino linho da Terra.

e) Posso entrar?

f) Com olhos contristados, mas cheios de luz, respondeu o brilhante ser:

– Fazer caridade, agrada aos homens mas não compra o passaporte eterno.

– Honrar e respeitar pais é dever humano de cada filho da Terra.

– Cuidar da saúde, abster-se de coisas nocivas, alarga a existência no mundo.

– Suas vestes refletem a brancura dos linhos cobiçados na Terra, mas não são alvejados por Cristo.

– Agora, o mais lamentável: Onde está o seu irmão? Você só entra neste País acompanhado. A sua identidade é o seu companheiro salvo junto com você.

– Volte lá para baixo, descubra a fé verdadeira, avizinhe-se aos que guardam os Mandamentos de Deus e não tradições e ensinamentos de homens.

– Lave as suas vestes no sangue de Jesus.

– "Busca a paz e siga-a".

– Aí, então, você chega aqui, pronto para ser recebido por Deus.

g) Desperto, aquele cidadão amante do bem, acordou para a verdadeira santificação:

1) Receber a Cristo pessoalmente.

2) Viver a Cristo cotidianamente.

3) Aprendeu que:

a) Em Sua vida, Cristo é um exemplo, que nos mostra como viver.

b) Em Sua morte, é um sacrifício que satisfaz aos nossos pecados. 

c) Em Sua ressurreição, um vencedor.

d) Em Sua ascensão, um Rei.

e) Em Sua intercessão um Sumo Sacerdote e Salvador de todos os perdidos.

e) a) Saibam irmãos: O maior e mais perigoso inimigo da humanidade, que provoca o fracasso moral e a queda espiritual, é exatamente a opinião própria equivocada.

b) Um dia um cínico (zombador) disse a um jovem evangélico: "Eu posso fazer um mundo melhor que o atual". "Eu acredito, respondeu aquele jovem. Ande, faça-o já!" É lógico que a conversa encerrou aí, no mesmo instante.

f) Notem o seguinte:

a) No próximo e último encontro de Cristo, o Juiz, e toda a humanidade, vão acontecer muitas surpresas:

1) Pessoas que com sinceridade aceitaram a base teológica da Bíblia sobre Cristo e Seus mandamentos, ou seja, salvação ligada a obediência.

2) a) Pessoas que até poderiam estar em sinceridade, aceitaram a salvação em Cristo,

b) mas desprezaram a base teológica bíblica, sobre a obediência aos mandamentos de Cristo.

c) Admitiram as palavras dos seus líderes e pastores e deixaram o que ensinava a Bíblia.

d) Em Seu nome profetizamos e fizemos muitas maravilhas, expulsamos demônios - Mas a resposta de Cristo é definida e condenatória - "Nunca eu estive com vocês, apartem-se de Mim." Mateus 7:23.

e) Por que isso? Em Mateus 7 verso 24   a entender: porque ouviram errado, não praticaram o que estava escrito, aceitaram opiniões, interpretações, estiveram sujeitos a espíritos enganadores.

f) Interessante: Caim e Abel adoravam o mesmo Deus Jeová, construíram os dois altares do mesmo tipo era a mesma forma de adorar.

g) Eu também acredito que se Caim tivesse levado um cordeiro, com espírito de contenda com Deus, achando que ele tinha a opinião certa, Deus estava equivocado, ele era lavrador, e a oferta deveria ser de acordo com a sua atividade, mas eu cumpro essa exigência absurda da parte de Deus, Talvez Deus até rejeitasse o seu sacrifício de cordeiro.

Notem:

h) O sacrifício de animal, deveria ser oferecido:

1) Com humildade de espírito e submissão de vontade.

a) O cordeirinho que foi colocado sobre o altar, foi mansamente degolado e submetido ao sacrifício, exemplo de humildade e serviço.

2) O símbolo do arrependimento do pecado, e a transferência ao inocente cordeiro de toda culpa.

3) Finalmente o perdão pela consumação da presença de Deus, aceitando e queimando o sacrifício apresentado.

4) A opinião teimosa de Caim que foi avisado a mudar de atitude, levou-o a se afastar miseravelmente do seu Deus e tornar-se um fugitivo e vagabundo pelo resto da sua vida, ensinando aos seus filhos: rebelião e desobediência.

 

III a) A esta altura do nosso assunto, devemos considerar algo pessoal que diz respeito a cada um de nós. Perguntamos:

1) a) Estou eu ciente da minha condição diante de Deus? Paulo lá em II Coríntios 13:5,

b) dá um conselho-aviso: "Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé"; mais do que isso:

c) "Provai-vos a vós mesmos, para descobrir se Cristo ainda está em cada um de nós".

d) "Companheiros cristãos, examinai-vos cuidadosamente para ver se a Palavra de Deus é de fato a regra de vossa vida. Mostra a vossa conduta – nobreza cristã –; aquele que estiver em harmonia com a vontade de Deus, confiará continuamente em Seu auxílio". (R. H. 11/07/1907)

2) Recentemente um homem que estava presente a reunião de um famoso pregador americano, e que ouviu parte do sermão, e a dura afirmação de que todos são pecadores, aquele cidadão se levantou e protestou dizendo que ele não tinha pecado. Depois de algum silêncio no auditório, alguém pediu a palavra e disse: "O Sr. Wilson me deve uma quantidade de dólares há bastante tempo, e até agora não saldou esse pecado comigo". Outra senhora também diz: "O Sr. Wilson é meu vizinho, e há alguns meses bate no rosto da esposa". Outro disse: "Ele bebe vinho importado nas refeições de domingo. Envergonhado, o "santo Wilson", pediu desculpas e se assentou.

No final o pastor perguntou: "Quantos querem o perdão?" Ele foi o primeiro a ir para frente e se ajoelhar arrependido. "Os meus olhos se abriram pastor", confessou aquele senhor, "agora eu vejo!"

3) a) Talvez fosse propício nós hoje repetirmos juntos a oração de Davi lá em Salmo 119:18 - Vamos ler todos juntos. "Desvenda os meus olhos, para que veja as maravilhas da Tua Lei."

b) As maravilhas de Jesus Cristo!

1) Seus olhos cheios de amor perfeito e graça duradoura, nos observam atentos.

2) Suas mãos carinhosas e fiéis, nos conduzem seguros "pelo vale da sombra da morte".

3) Desvenda os meus olhos, para verem a Jesus caminhando ao nosso lado, toda hora, todo instante, "todos os dias", tomando os loucos em sábios, e os perseguidores, loucos.

4) Jesus! Nós O vemos, abrindo as prisões, rompendo os túmulos, escrevendo na areia, libertando os escravos, falando do bem, comendo com os pecadores, alimentando os famintos. Senhor Eterno, permaneça conosco.

5) Fica conosco grande Mestre, porque já é tarde; o dia passou, surgiu a noite cheia de trevas e grandes perigos.

a) Os homens vestidos de lobos nos perseguem, uivando ao nosso redor.

b) Os demônios quais leões nos seguem de perto, procurando maliciosa e perversamente nos tragar.

c) As serpentes vestidas de escarlata e ornamentadas com pedras falsas de diamantes, procuram nos seduzir e impor as suas doutrinas envenenadas com o sangue dos mártires.

d) Os cantos das fadas noturnas, procuram confundir os nossos ouvidos e a voz das muitas águas (povos e gentes) ameaçam inundar o nosso caminho e obstruir a nossa estrada com o seu comércio desonesto e comprometedor.

e) Grande Mestre! Poderoso Senhor! Toma entre as Suas mãos eternas as nossas mãos mortais, e conduze-nos pelos caminhos do Céu.

 

IV a) Vejam irmãos: Para chegarmos com vida, às fronteiras da eternidade, precisamos:

a) Além de ser capazes de nos examinarmos com profundidade e imparcialidade;

b) chegamos urgentemente a conclusão de que:

1°) Nós somos muito pobres, na carne, no espírito e na fé. Jesus é muito rico: material, moral e espiritualmente.

2°) Nós somos de tudo necessitados. Jesus possui tudo em grande abundância.

3°) Nós temos muitos pecados. Jesus tem todo o perdão necessário e pronto.

4°) Nós somos cheios de ferimentos e coisas más. Jesus possui azeite e vinhos. Cristo é o Rei do bem e da paz.

b) Por último eu estou convicto de que devo me entregar inteira e totalmente ao meu Senhor e Deus. Dizendo:

a) Usa-me pois meu Salvador, para qualquer propósito, e de qualquer maneira que deseja a Sua vontade:

b) Aqui está meu pobre coração, vaso vazio, enche-o com Sua abundante graça.

c) Aqui está a minha alma pecadora e perturbada, aviva-a e refrigera-a com Seu grande amor.

d) Aceita o meu coração para Lhe amar, a minha boca para a glória do Teu nome, aceita ainda Bom Mestre, o meu amor e todas as minhas faculdades para promover a Sua honra por toda a Terra.

e) Usa-me como elo verdadeiro, para unir Seu santo povo em toda a parte.

f) Eu estou certo de que preciso muito mais de Jesus do que Cristo de mim, mas, o meu pouco, com o Seu muito, será suficiente para eu chegar, acompanhado, às fronteiras da Eternidade.

c) a) Eu quero isso, eu creio profundamente nisso. E você, meu amado irmão e amigo, quer se unir a mim e a Cristo?

b) Vejam: Nós seremos apenas mais uma nuvem que passa e escurece o caminho alheio, para nunca mais voltar, se não nos unirmos a Cristo, a ressurreição e a Vida.

Eu quero orar agora e falar com Jesus, você quer isso?

Vamos orar juntos então!

 

 

 


 


 

9

UNGIDOS  PARA  SERVIR

Rodolpho  Cavalieri

 

TOPO

Isaías 61:1-3

 

I a) Era sábado, o povo da Galiléia em massa procurava as sinagogas, para a leitura dos rolos sagrados e adoração do grande Deus de Israel, "Jeová é o Seu Nome''.

b) A igrejinha judaica de Nazaré, estava recebendo naquela manhã, um ilustre jovem visitante. Ele fora criado ali mesmo, Se afastara, e agora retomou para rever familiares e amigos.

c) Num gesto cortês, o ministro de serviço entregou ao rapaz, ali presente, o grande rolo do profeta Isaías e solicitou que lesse qualquer texto.

d) Depois de desenrolar com a mão direita e enrolar com a esquerda, uns nove metros daquele pergaminho.

e) O ilustre visitante, lia e explicava aquilo que temos em São Lucas 4:18-19:

"O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos,  e apregoar o ano aceitável do Senhor.

f) "Sua maneira impressiva e a maravilhosa significação de Suas palavras arrebataram os ouvintes com um poder nunca dantes por eles experimentado. A corrente de influência divina derribou todas as barreiras; viram, qual Moisés, o Invisível. Sendo seu coração movido pelo Espírito Santo, respondiam com fervorosos améns e louvores ao Senhor." – D.T.N. pág. 237.

g) Terminada a leitura, devolveu o livro ao ministro, assentou-Se e os olhos de todos estavam fitos nEle. (v. 20).

h) Até aquele momento tudo corria às mil maravilhas, mas O visitante precisava revelar o maior segredo descrito naquelas palavras do rolo, tão bem lidas e explicadas.

1) Abrindo a Sua boca, falou com autoridade: "Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir. (v. 21).

j) Naquele instante, eles, os presentes à reunião começaram a duvidar. E passaram a pensar: "Este não é o filho de José, carpinteiro aqui da cidade?"

– "Ele não era médico, nem dele mesmo!"

– "Nós fomos tratados agora como nação inferior".

k) Lendo os pensamentos deles, o jovem visitante refutou tudo o que se pensou naquele momento, erradamente, acerca do Messias ali presente.

l) E disse: "Na verdade vos digo que muitas viúvas havia em Israel no tempo de Elias, quando o céu se fechou por três anos e seis meses, reinando grande fome em toda a terra; e a nenhuma delas foi Elias enviado, senão a uma viúva de Sarepta de Sidom. Havia também muitos leprosos em Israel nos dias do profeta Eliseu, e nenhum deles foi purificado, senão Naamã, o siro" (versos 25-27).

m) Diz Lucas (verso 28) "Todos na sinagoga, ouvindo estas coisas, se encheram de ira".

1) Num instante, de admiradores passaram a incrédulos e até agressores ao ilustre visitante.

n) Vejam: A semente da dúvida é tão poderosa que em poucos instantes, nasce, cresce, floresce e produz frutos e o principal deles é a incredulidade, que, aparecendo no mundo espiritual se torna agressiva e até criminosa, porque é regada pelo diabo diretamente.

o) "Sua incredulidade gerou a malignidade. Satanás os dominou e, irados, clamaram contra o Salvador." – DTN, pág. 239.

p) "A assembléia levantou-se e, lançando mãos de Jesus, expulsaram-nO da sinagoga e da cidade. Todos pareciam ansiosos de O destruir. Impeliram-nO para o alto de um precipício, intentando atirá-Lo dali. Gritos e maldições enchiam o espaço. Alguns Lhe atiravam pedras quando, de súbito, desapareceu do meio deles." – DTN, pág. 240. Os anjos O transportaram para outro lugar.

 

II a) Vamos analisar com bastante cuidado o que acabamos de descrever.

1°) Ali em Israel, o centro do mundo, a encruzilhada dos povos, foi localizado o povo de Deus.

2°) Trazido do cativeiro egípcio, milagrosa e maravilhosamente conduzidos, através de águas, areias, perigos e inimigos ferozes.

3°) Alimentados e protegidos diretamente pelo Senhor dos Céus.

5°) Juízes, profetas, sacerdotes, reis e príncipes, educavam e instruíam, moral, material e espiritualmente, aquela comunidade de "filhos do Altíssimo".

6°) Presenciaram os maiores feitos da história religiosa de todos os povos, sempre como favoritos.

7°) Ricos de ensinamentos, saturados de conhecimentos, sábios e entendidos nos tempos e estações.

8°) Por gerações e gerações pregaram, ensinaram e aguardaram a vinda do Messias prometido, desde o começo do mundo.

9°) Pois pasmem, ali em carne e osso, o verdadeiro Messias sentado ao lado deles, na mesma igreja, lendo o mesmo profeta, falando do mesmo assunto.

10°) Quando ouviram: hoje, agora "neste momento esta profecia está cumprida em Mim, Jesus Cristo".

11°) Expulsaram, seqüestraram e conduziram o Divino Mestre, o verdadeiro Messias, imaginando jogá-Lo em mortífero abismo (Lucas 4:29).

b) Constrangidos perguntamos:

a) Por que tamanha ingratidão? A ingratidão, na verdade, é o mais horrendo dos pecados da Terra, levou o povo judeu a cometer deicídio (matar a Deus).

b) Se perguntássemos a um psiquiatra, ele talvez nos informasse que: O ingrato confunde-se com o seu benfeitor. Isso é projetar o seu mal, no bem alheio, e torna o seu protetor um inimigo, do tamanho do benefício recebido.

c) Um profeta nos responderia que a sistemática rejeição da luz dos Céus, tornam cegos os olhos da alma. Isto é: O não consentir que o Espírito Santo fale ao nosso espírito, elimina a possibilidade de atender a advertência e conhecer o perigo.

d) Saibam: E sem qualquer dúvida, o transe mais amargo sofrido pelo filho de Deus, foi a ingratidão agressiva, sofrida com o Seu povo.

e) Alguém disse: "A ingratidão é uma variante do orgulho".

f) O orgulho é tão mortífero que até orgulho religioso se torna em fraqueza do espírito e neutralizador da fé.

 

III a) a) no entanto, o mais grandioso nisso tudo foi que Jesus não desistiu da Sua unção evangélica.

b) Que O capacitou a realizar o desiderato (aspiração) que desejava.

c) Resgatar o mundo, remir os homens, vencer as trevas, criar um novo Céu e uma Nova Terra, em justiça e graça.

b) a) A esta altura das nossas considerações, alguém estará possivelmente se perguntando.

b) Por que estamos nós tão interessados em investigar o vergonhoso procedimento israelita, no trato desumano, cruel e covarde, diante do Messias prometido?

c) O amoroso Salvador, vindo dos Céus; "ali estava a Luz verdadeira, que alumia a todo homem que vem ao mundo. Estava no mundo, o mundo foi feito por Ele, e o mundo não O conheceu. Veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam". João 1:9-11.

c) a) Por que deveria eu, você, cada um de nós estar interessados? E mesmo considerar o procedimento do antigo Israel? E por que eles fracassaram?

b) São João resumiu isso tudo em poucas palavras. São João 3:19: "Eles amaram mais as trevas do que a Luz, porque as suas obras eram más".

c) Saibam: Nós estamos ameaçados quando: Falsamente imaginamos que a negrura das trevas ocultam todas as más obras e o ímpio procedimento humano.

d) A alimentação venenosa do mundo parece que satisfaz a fome do corpo e alivia a alma. Mas é tudo falso e funesto. Sem a misericórdia de Jesus.

e) Vejam:

Anos atrás eu estava com um amigo visitando a igreja na Ilha do Bananal. Nós perdemos o caminho e saímos na frente de um velho rancho. Já famintos, avistamos uns velhos pés de bananeiras. "Vamos ver se achamos alguma coisa aí para a gente se alimentar!", falei! Mas, não havia nem bananas e nem mangas naquelas velhas árvores. Mas, nós descobrimos num canto do quintal, cheio de mato e espinho alguns pés de tomate, com frutos maduros. Aproveitamos para colher e saborear os gostosos tomates. Aquele ranchão ficava perto da Missão Adventista, e não demorou muito nós chegamos à casa do missionário, o dedicado e ungido servo de Deus – Caleb Pinho.

Contamos a história dos tomates e dissemos que estávamos nos sentindo muito mal. O nosso bom irmão, enfermeiro experiente, nos informou que aqueles tomates eram frutas bravas, semelhantes aos tomates, e que possuíam venenos perigosos, e que nós estávamos correndo risco de vida.

Ele nos fez colocar para fora do estômago toda aquela massa perigosa e nos acudiu com bons remédios e repouso. Nós escapamos, graças aos cuidados de Deus e daquele bom servo e velho amigo.

f) O favorecimento das trevas parece nos ajudar a completar os nossos desejos e conciliar as nossas emoções mais profundas.

g) Mas, na verdade, nós estamos permitindo que Satanás coloque suas algemas cor de diamantes nos nossos braços e nos torne cativos da sua vontade infernal.

h) A grande verdade ainda está oculta nas palavras de Cristo. "Eu vim para servir e não para ser servido". Essa é a regra áurea do cristão genuíno.

i) O Espírito de Cristo, habitará a vida e dirigirá os atos e atitudes dos que, bem intencionados, vão seguindo rumo ao templo.

j) No entanto, essa estrada cristã não só atravessa vales floridos, e encostas verdejantes, mas também passa os estreitos das montanhas, onde mora o perigo, e reside a ameaça do inimigo.

k) Aparecendo muitas vezes bestas ferozes e bestas humanas, nesse trânsito para a igreja da fé e das boas obras.

l) É a senda trilhada por todo bom samaritano, consciente de que o amor só é verdadeiro quando sai de uma alma e atinge outra alma mais carente e necessitada.

m) Se viajarmos apenas sentindo a vontade de adorar a Deus, sem respeitar o próximo, nas suas mais profundas e humilhantes necessidades, chegaremos sozinhos à igreja, tendo deixado o nosso anjo para trás.

n) O sacerdote que passou de largo, na pressa de oferecer o sacrifício, desprezou o mais importante da lei – o amor humano.

o) O levita que apressou o passo na jornada terrena, no afã de preparar o templo para o louvor, deixou para trás a alma triste, de seu irmão, judeu.

p) Permitindo que a misericórdia perdida num coração samaritano, amparasse em verdadeira caridade, um possível inimigo, mas moribundo e em estado desesperador.

q) Saibam que: Toda vez que a nossa justiça própria, opiniões pessoais, misericórdia comprometida, não transporem a nossa religiosidade mal-concebida, estaremos apenas soando com os metais e tinindo com o sinos, "nada disso adianta", nem a Deus, e nem aos homens.

r) Continuaremos atados aos nossos preconceitos e presos as nossas dúvidas.

Ouçam: Dois inteligentes jovens evangélicos, mas cheios de conceitos próprios, discordaram do sermão de domingo, pronunciado pelo pregador daquele dia. Tratados com rudeza pelo pastor, resolveram fazer uma espécie de greve cristã.

Partiram para a cidade próxima da igreja, na companhia de velhos amigos do mundo. Passaram o resto do dia em orgias. Já escurecia quando resolveram embarcar na sua canoa e seguir para a ilha onde residiam, e ficava a igreja onde foram criados. Se estivessem lúcidos, com duas horas atingiriam as praias de areia daquele lugar de paz. No entanto, o dia clareou e ainda continuavam remando, remando, sem chegar a lugar algum. Os clarões do sol alumiavam os rostos transtornados daqueles dois rapazes. Envergonhados, verificaram suas vestes sujas e andrajosas, os cabelos em desalinho e o mais grave, tinham se esquecido de desamarrar a canoa. Daí remarem a noite inteira e não saíam do lugar. No entanto, semiembriagados, com dificuldades desatracaram rumo aos seus lares.

Arrependidos buscaram o pastor, e confessaram todo o mal que praticaram, solicitaram perdão pelas idéias desorientadas que apaixonadamente defendiam. Daqui para a frente, disseram: as nossas opiniões serão baseadas apenas nas máximas apresentadas por Cristo nos evangelhos. E, em especial, o profundo e basilar (básico) ensinamento: "Mas não sereis assim, antes o maior entre vós seja como o menor, e quem governa como quem serve". S. Lucas 22:26.

 

IV a) a) Vejam: O egoísmo de Aristóteles, ensinava aos seus seguidores: "Nunca prestem serviços aos velhos, não teriam tempo de os reconhecer; nem às crianças, porque não têm memória para recordar".

b) O "velado mestre", baseava o seu sentimento humanitário na retribuição imediata, do favor prestado.

b) a) No entanto, o altruísmo do Divino Mestre, pregava e vivia a capilar verdade: "O que fizer a sua mão direita, não fique sabendo a esquerda".

b) "Eu vim buscar e salvar o perdido, o empobrecido, o desanimado".

c) Aqueles que só lhes restam um corpo enfermado pelas mazelas do mundo, e uma alma corrompida pelas paixões da carne.

d) "Eu busco os desesperançados servos das trevas. Minha missão é servir e dar a Minha vida em resgate de muitos".

c) a) Saibam: A fila daqueles que buscam ser servidos, que pretendem "levar vantagens em tudo", que egoisticamente se comprimem, essa fila é do mesmo tamanho daquela que está postada nas portas do inferno, esperando o infeliz instante de se adentrarem para as chamas devoradoras de efeitos especiais e eternos.

b) Disse alguém: "O útil torna-se belo depois de deixar de ser útil".

c) Aquele que lança a preciosa semente em lágrimas, voltará com belíssimos resultados e em júbilo.

d) Ouçam isto com atenção: Anos atrás, uma abastada (rica) família levou os filhos para passarem um feriado no campo. Naquela fazenda, tinha sido construída uma bela represa e os garotos – filhos daqueles nobres, resolveram nadar ali.

Mas, um dos meninos avançou demais e viu-se em grave perigo. Próximo daquele lago estava trabalhando o filho do hortelão. Vendo o garoto se afogando, com rapidez lançou-se às águas e o salvou. Quando os ricos pais do garoto salvo, souberam o que acontecera, ficaram extremamente comovidos e gratos. Resolveram ajudar aquele rapaz a estudar. Com os anos, o filho do hortelão tornou-se um médico famoso, descobridor da penicilina. Mas a história não terminou aí.

Durante o período da grande guerra, Winston Churchill, o famoso Primeiro Ministro inglês, apanhou uma terrível pneumonia. O rei da Inglaterra mandou para tratá-lo, o melhor médico do reino. Exatamente o Dr. Fleming, o que descobriu a penicilina e que havia salvo do afogamento o então garoto Churchill, agora Primeiro Ministro.

E, pela segunda vez, Fleming salva a vida de Churchill. Comovido disse Churchill: "Raramente se dá o caso de uma pessoa dever a vida duas vezes ao mesmo salvador".

 

V a) Emocionados assistimos os geniais toques dos dedos de Deus, tocando o barro da beira do brejo e formando com ele um lindo corpo. Com muito respeito e apurado carinho, o Verbo Divino modulou os membros das pernas e dos braços. Engenhosamente foram formados os olhos, o nariz, a boca, a língua e os dentes. Nas pontas dos dedos foram, com graça, coladas as unhas e na cabeça uma peruca permanente.

Tudo foi com muita sabedoria, beleza e simetria. Não satisfeito, o Criador Se inclina no último instante do boneco de barro, dá-lhe um divino beijo, e aquela figura semelhante à imagem do Seu próprio Criador, se levanta e começa a falar, a cantar e a louvar o seu benfeitor Não muito longe, devido ao mau uso do seu corpo, da sua vontade e seus desejos, Adão perdeu a porta de entrada do Paraíso, enganado, embriagado, semi-louco, encheu a Terra de miseráveis criaturas, agora doentes, nervosas, famintas e tristes.

Porém, o mesmo Senhor que uma vez encheu aquele corpo sadio de alegria, esperança e paz, Se propõe novamente a restaurar a parte corruptível, vulnerável e enferma, formando novamente uma nova figura, em cima de um caráter arrependido e cristão.

b) a) Fleming, o famoso médico que salvou Churchill, Primeiro Ministro inglês, faleceu; o seu beneficiado duas vezes, também já morreu.

b) Mas Cristo o nosso fiel Criador está vivo, e agora Se propõe a nos restaurar pela segunda e última vez, tornando o nosso corpo eterno – uma alma imortal.

c) Terminando queremos deixar bem claro em nossas mentes, aquilo que dissemos no início: nós somos salvos para salvar, ungidos para servir.

d) Ouçam com atenção:

John Meniel um pregador leigo escocês, estava dirigindo reuniões em Glósgua, Escócia. Como era seu costume, fez um veemente apelo para que viessem à frente. E deu oportunidade para que dessem testemunhos. Muitos falaram, muitas coisas importantes. Entre aquela multidão de conversos, foi emocionante o testemunho de uma senhora. Ela muito feliz e emocionada disse:

"Eu estava em pé junto a Clyde (peitoral da ponte sobre o rio Clyde), pronta para saltar e cometer suicídio, quando ouvi passos que se aproximavam.

"Ocultei-me na sombra esperando que se afastasse a pessoa que se aproximava, e então eu saltaria. Um casal idoso passou e pude ver-lhe o rosto à luz de uma lâmpada da rua. Havia algo era suas faces que me compeliu a segui-los, e eles entraram neste bendito salão. Eu também entrei, e aqui me encontrei com Cristo. Ele me deu paz, que nunca experimentara, felicidade que nunca imaginara, confiança e certeza que jamais senti, nem na riqueza nem no prazer".

e) Hoje: Amado irmão e prezado amigo:

a) Jesus quer generosamente lhe ungir para você servir melhor.

b) Quer Ele que você receba a alegria da salvação para ajudar no resgate dos tristes.

c) Quer, o Senhor, enriquecer a sua alma pobre, para você ajudar as pobres almas.

d) Quer, a Estrela da Manhã, iluminar o seu caminho, para você brilhar na solidão da noite dos pecadores.

e) O Pão da Vida quer alimentar a sua alma faminta e fortalecer o seu espírito, para você distribuir com os que têm fome da palavra de Deus.

f) Jesus quer que você beba da água que só Ele possui, para você se tornar numa fonte de águas vivas que saltem para a vida eterna. 

a) Eu confesso que neste instante estou sentindo a divina necessidade.

b) Eu estou certo que posso receber essa bênção agora mesmo.

c) Eu não quero sair daqui hoje, sem esse poder espiritual.

d) Eu vou orar agora para que Deus me aceite.

e) Mas, eu queria perguntar você meu amado irmão e amigo, não quer se unir a mim para juntos batermos nas portas de Deus? Vamos levantar para orar.

 

 

 


 


 

10

HUMILDADE  E  ORGULHO  FRENTE  À  LUZ!

Rodolpho  Cavalieri

 

TOPO

Lucas 23:33-43

 

I a) a) Naquela primeira sexta-feira chamada santa.

b) Três personalidades bastante diferentes, estavam dependuradas em três cruzes, no monte chamado Caveira.

b) a) No centro estava "o Rei dos Judeus" - Jesus, a luz que brilhou por quase quatro anos entre os israelitas. Condenado por ser justo e bom.

b) À direita, o chamado "bom ladrão", condenado por acompanhar e praticar atos anti-sociais.

c) À esquerda, o mau ladrão, autor de muitos delitos, terrível assaltante das estradas e homicida.

c) a) O mais triste e doloroso era, estarem todos, segundo informa São Lucas, zombando e humilhando o Filho de Deus.

b) Os príncipes agressivamente diziam: Se é verdade que você tem poderes divinos, desce então da cruz!

c) O povo gritava: Salvou os outros, salve-Se a Si mesmo.

d) O mais dramático acontecia quando um dos condenados também blasfemava dEle dizendo: "Se Tu és o Cristo, salva-Te a Ti mesmo e a nós".

d) Vejam isso:

a) Quando a verdade é sistematicamente rejeitada.

b) Quando o poder é negado.

c) Quando a Divindade é falsificada.

d) Quando a religião se torna: rituais fanáticos, cerimônias vazias, a pregação de si mesmo.

e) Quando se ama mais as funções do que a produção cristã.

f) Quando a preocupação é mais com a aparência da coisa do que a realidade dela.

g) Quando se trocam os "santos" altares.

e) Daí acontecer:

a) Anjos bons no inferno e demônios no Céu (confusão).

b) A verdade é humilhada ao nível dos homens e a mentira exaltada ao nível de Deus (idolatria).

c) A religião se torna imposição de homens, e não a salvação de Jesus (fanatismo).

d) O culto apresenta a devoção das pessoas e objetos e não a adoração de Deus, e o estudo de Sua palavra (formalismo).

e) Vejam irmãos: Jerusalém, naquela páscoa, estava entregue aos demônios, que, unidos aos líderes políticos e religiosos, comandavam a consciência confusa do povo em geral, induzindo a práticas e manifestações as mais covardes, chegando ao deicídio (matar a Deus).

f) Mas, graças a Deus que:

a) Por mais horrenda, funesta, trágica e calamitosa que a circunstância se apresente, a luz da verdade chega num intenso brilho e divinal fulgor, rompendo as mais densas trevas morais e espirituais.

b) Essa máxima cristã, aconteceu também naquele mais triste dia da vida de Israel.

c) O Sol da Justiça atingiu aos dois ladrões, com o mesmo fulgor e poder.

1) O mau ladrão, coração "orgulhoso" de barro, endureceu-se ao reflexo dessa luz.

2) O "bom ladrão", coração "humilde" de sebo, derreteu-se ao poder do exemplo de Cristo.

g) Perguntamos:

a) Por que os seres humanos reagem de formas diversas ao sentirem a mesma luz?

b) Por que o brilho que ilumina a senda de um, escurece a estrada do outro?

c) Por que a verdade que salva a um, condena a outro?

d) Por que o Espírito de Deus que faz sorrir, orientar e guiar a uns, faz se zangar, se irritar e vingar a outro?

e) Estaria Deus dividido? Ou usando duas medidas diferentes com pessoas aparentemente iguais?

h) Seguramente não! "Eu, o Senhor não mudo". Mal. 3:6. "O Senhor não faz acepção de pessoas." Rom. 2:11

1) Vejam: As mesmas mãos que lavaram os pés de João, o apóstolo do amor e o consolidaram na verdade, lavaram os pés de Judas, na mesma ocasião e lugar e o decidiu para a mentira e a traição.

 

II a) a) Vamos analisar rapidamente o comportamento de vários setores de Israel por ocasião da prisão, condenação, morte e ressurreição do Filho do Homem, Jesus.

1) Os líderes religiosos:

a) Temerosos de perderem a influência sobre o povo, as vantagens das funções que detinham e desejosos de serem considerados "dignos" pelos romanos.

b) Esses falsos líderes faziam qualquer tipo de negócio, desde que continuassem na liderança da nação e na hegemonia, preponderância política.

c) Inspirados por sentimentos (satânicos), e a megalomania (mania de poder), aqueles guias cegos, escreveram as mais escuras páginas da história de Cristo.

b) Diz o Espírito de Profecia:

"O Sinédrio declarara Jesus digno de morte; mas era contrário à nação judaica julgar um preso de noite. Numa condenação legal, coisa alguma se poderia fazer senão à luz do dia, e em plena sessão do conselho. Não obstante, o Salvador foi tratado então como criminoso condenado, e entregue para ser maltratado pelos mais baixos e vis da espécie humana. ... Enquanto Se achava na sala da guarda, esperando Seu julgamento legal, não foi protegido. A plebe ignorante vira a crueldade com que Ele fora tratado perante o concílio, aproveitando-se assim para manifestar todos os satânicos elementos de sua natureza. A própria nobreza e divindade de Cristo os provocara à fúria. Sua mansidão, inocência e paciência majestosas enchiam-nos de um ódio de satânica origem. A misericórdia e a justiça foram calcadas a pés. Nunca foi um criminoso tratado tão desumanamente como o foi o Filho de Deus.– DTN, pág. 710.

c) Saibam irmãos: A virtude, a justiça e a moral, devem ser a base de toda liderança e comando; no entanto, quando: a virtude vira vício, a justiça vantagens pessoais, e a moral perde a vergonha, sofrem primeiro os governados, e logo próximo tombam as líderes, amarelados com o brilho do falso ouro que imaginavam deter (possuir). Essa foi a sorte daqueles hipócritas comandantes do Israel antigo.

1) Em segundo lugar, comentemos rapidamente as atitudes contraditórias dos apóstolos e do povo.

a) Judas, o mais inteligente e elevado entre os discípulos, o já eleito Primeiro Ministro, por ele mesmo, no reinado terrestre de Cristo, consegue alguns metros de corda e em total desespero se enforca à beira da estrada.

b) Pedro, o mais valente deles, andava armado com uma espada, e esse instrumento cortante era para valer. Em ocasião especial, sacou da sua arma e decepou a orelha de um jovem, tencionando defender a seu Senhor. No entanto, horas depois estava sendo vergonhosamente humilhado por uma empregada doméstica.

c) O povo em geral: Aqueles que entusiasticamente colocavam palmas, lírios e suas túnicas para Cristo atravessar triunfalmente, estavam agora de punhos cerrados ameaçando e mesmo atacando a integridade moral e física do Filho de Deus.

2) Os dois ladrões na Cruz:

2-1) Agora o fato marcante que deu origem ao título do nosso sermão: Quando a humildade e o orgulho estavam diante da luz.

a) O mau ladrão infelizmente acompanhou a multidão (pessoas, líderes e demônios), acusando e condenando a Cristo.

b) É inacreditável, esse cidadão que com justiça, os séculos o denominaram o "mau ladrão", que viveu dissolutamente vários anos, cometendo os mais graves desatinos e perversidades, agora no seu derradeiro momento, mantém toda a ferocidade do seu orgulho, toda a vaidade de um condenado, e apóia os seus próprios acusadores nas ofensas injustas endereçadas ao Filho de Deus.

2-2) Quero abrir aqui um parêntesis, para relatar a experiência de um jovem, filho de família adventista. Aquele moço desatendendo o conselho dos pais e amigos, continuava na sua vida de orgias e vícios. Voltava altas horas da madrugada e segundo ele mesmo disse, o primeiro lugar que ia era o banheiro. Ali havia grande espelho. O rapaz apontava para o espelho e dizia: Você não é nada do que apresenta, você é um covarde, viciado, derrotado e escravo do mal. Essa sua aparência de coragem, determinação e auto suficiência, nada disso é verdade.

Aquele jovem disse que se olhou tanto no espelho e disse isso tantas vezes, até que um dia o Espírito Santo de Deus tocou-lhe o coração, e hoje ele é um entusiasta pregador e pastor adventista.

a) O ladrão impenitente, na verdade estava blefando, escondendo uma situação íntima, calamitosa, mais que seu orgulho e presunção ocultavam.

b) Muitos hoje agem da mesma forma, reconhecem a necessidade de se corrigirem e praticarem a justiça, mas são traídos pelo preconceito social, moral e espiritual e conservam na alma amargurada o seu próprio mal.

2-3) O outro ladrão que nós o denominamos misericordiosamente de "o bom ladrão". Esse, comovido e reconhecendo que, com justiça, estava recebendo a recompensa de seus maus feitos.

a) Olha para Jesus e faz a sua última e feliz súplica: "Senhor, lembra-Te de mim, quando vieres no Teu reino". S. Lucas 23:42.

b) Essas palavras soaram como lenitivo aos ouvidos do Divino Mestre, feridos pelas agressões físicas e morais dos Seus acusadores. A resposta foi fulminante (Leia Lucas 23:43).

c) Saibam meus irmãos: A humildade é o único sacrifício que Deus aceita sobre o altar do holocausto.

d) Por outro lado, o orgulho, a vaidade e a blasfêmia são as pedras com que se constroem o altar de Baal, da apostasia, da rebelião, e sobre ele são sacrificados os seus equivocados e enganados construtores.

d) Ouçam isto: Há meio século atrás eu era um garoto, a minha mãe era uma excelente cristã em casa. Ela contava a nós – nove filhos – lindas histórias de fundo religioso e moral.

Certa noite ela falou sobre a oferta de um pobre índio. Eu nunca esqueci aquele conto, porque agora é que eu entendo tudo o que ela estava ensinando. Foi assim:

Uma família indígena bastante grande, muitos filhos e netos, moravam numa certa parte da floresta e viviam muito felizes, porque naqueles vargedos e matas, havia muita caça e peixes no ribeirão que, barulhento, passava nos fundos das palhoças, que residiam os descendentes do velho cacique.

Acontece que, com o passar dos anos, a caça se tornava cada vez mais escassa, e o frio dificultava a pesca dos peixes. Há quase duas semanas o índio não conseguia pescar e nem caçar nada.

Certa manhã o velho guerreiro saiu bem cedinho confiante no Deus grande da floresta. Caçou o dia todo. O sol começava a se esconder, colorindo as nuvens do horizonte distante com imagens de animais gigantes. A floresta começa a se escurecer lentamente. E o velho índio faminto e sedento não conseguiu encontrar nenhum bicho do mato.

Bastante triste ele saiu da mata para uma ponta de vargedo. Ali encontrou um grande cupinzeiro, onde colocou o seu chapéu de penas coloridas e disse: "Grande Deus, por favor me ajuda, aí está o meu chapéu." Não aconteceu nada.

Tirou seu cinto de couro de lobo da cintura cravejado de dentes de onça e porcos selvagens e disse: "Deus grande, pode ficar com o meu cinto também, mas tenha pena de mim, eu preciso levar comida para os meus filhos e netos." Não apareceu nenhum animal selvagem.

Já desesperado e chorando, o velho índio se joga sobre o cupinzeiro transformado em altar, e diz: "Ó Deus grande, pai das florestas, protetor dos índios e brancos, tem misericórdia de mim. Aceita a mim mesmo, eu me entrego à sua vontade; faz de mim o que deseja, eu preciso alimentar a minha gente. Nós estamos em grande angústia."

Com os olhos rasos de água, olha na direção do brejo e vê marchando com seus passos firmes um gigantesco cervo. O índio apanha com cuidado, de cima do monte de terra socada, a sua arma e com a perícia de um velho guerreiro atinge o animal e com bastante esforço consegue no lusco-fusco da noite atingir a maloca dos seus descendentes. Reuniu a todos diante da velha e costumeira fogueira, contou tudo o que passou durante aquele dia.

E alegres, os índios dançaram e cantaram agradecendo ao Deus grande da floresta, protetor de índios e brancos.

e) Notem irmãos: Quando o "bom ladrão" colocou a sua vida na vida futura de Cristo, quando depôs o seu último momento nas alegrias do paraíso de Deus, acreditando nas palavras de Jesus, ele passou da morte para a vida; da condenação dos homens para a salvação de Deus. A humildade e a confissão daquele transgressor condenado, atingiu o caminho da vida.

f) Quando o pobre índio, solitário e angustiado, clamou ao grande Deus, entregando a si mesmo no altar, alcançou a misericórdia do Criador e resolveu a sua urgente necessidade.

g) Hoje não é diferente:

a) Qualquer um de nós, não importa aonde esteja.

b) Engolido por um peixe e dando voltas no oceano.

c) Preso em troncos de cadeias imundas.

d) ou encerrados em fétidos calabouços.

e) Isolados em uma ilha solitária.

f) Dependurado numa cruz sangrenta.

g) Perdidos no espaço infindo, até ali a mão do Senhor lhe alcança e  protege o desolado e vazio.

h) Um dos nossos mais antigos e saudosos hinos diz: "Deixa a luz do Céu entrar... Abre bem a porta do seu coração... Cristo, a luz, em você quer habitar... Deixa a luz do Céu entrar".

 

III a) Ouçam com atenção agora, irmãos: o coração tem apenas uma entrada e uma saída.

a) Quando a luz da verdade penetra pela porta da frente, as trevas saem pelas portas do fundo.

b) Quando o amor de Jesus entra pela frente, o amor próprio sai por trás do coração.

c) Uma vez limpo, tendo expelido: o ódio, inveja, orgulho, contendas, vaidades e egoísmo; vingança e a desconfiança;

d) aí então Cristo entra e sai. Entra e sai! Torna-Se o nosso hóspede de honra, o nosso fiel irmão e amigo.

e) Nessa convivência com Cristo, nós aprendemos a ser luzes e passamos a brilhar, a "resplandecer diante de Deus e dos homens".

b) Eu quero perguntar a você agora, meu prezado companheiro de fé:

a) Você está seguindo a igreja, a organização, ou está seguindo a Cristo dentro da igreja (organização).

b) Vejam, o povo judeu seguia uma igreja (organização) e diga-se de passagem, a verdadeira organização. Eles pregavam a vinda do verdadeiro Messias. Mas, quando o verdadeiro Messias apareceu, dentro do povo verdadeiro, eles desconheceram o verdadeiro líder e continuaram, à semelhança dos seus líderes cegos, a seguir ensinamentos que deixaram de ser verdadeiros.

c) Hoje nós estamos freqüentando a igreja, organização, que procura ensinar e viver a verdade cristã em todos os seus detalhes.

d) A igreja que maravilhosamente surgiu na época marcada por uma matemática profética – 1.844 – tempo da purificação do Santuário Celeste.

e) Sem sombra de dúvidas, ela será triunfante, assim determinou a profecia de origem divina.

f) No entanto, muitos de nós corremos o risco de conhecermos todas as doutrinas e ensinamentos verdadeiros dessa igreja verdadeira, à semelhança do antigo Israel, que conheciam tudo a respeito do Messias profetizado.

g) Mas, na realidade, quando o verdadeiro Messias e Salvador apareceu, eles desconheceram, e hoje dois mil anos depois continuam pregando e ensinando sobre o Messias que jamais vai aparecer entre eles.

h) Acautelai-vos de cairdes no mesmo engano hoje:

a) Reverenciar e mesmo santificar o sábado – mas desconhecer o Senhor do sábado.

b) Deixar de comer carnes imundas e não tomar bebidas fortes, mas não se alimentar com a carne e o sangue do Filho de Deus.

c) Contribuir com seus dízimos e ofertas, mas deixar de praticar a verdadeira caridade cristã, que tudo sofre.

d) Freqüentar os cultos da igreja, mas não viver o espírito do culto ensinado.

e) É o ser, e na realidade não ser. Isto é, ser adventista e não se preparar para a vinda de Cristo.

c) Aconteceu um fato muito curioso com um chinês que aceitou o cristianismo. Disse ele:

"Eu segui o cristianismo durante cinco anos, sem nenhuma novidade de vida, porque eu reverenciava o cristianismo da mesma forma, e no mesmo ritualismo que freqüentava o budismo. Não entendia a liberdade que a nova religião prometia. Mas, um dia eu entendi a realidade de Cristo. A força de Sua palavra, o poder de Seu amor, o sacrifico expiatório de Cristo por mim. Depois de cinco anos é que eu entendi que não tinha só mudado de religião, mas, especialmente mudado de líder. Hoje sou cristão, porque recebi a Cristo e Ele vive em minha vida e sentimentos."

d) Pergunto: Como posso saber se estou em sinceridade de propósito ação?

a) Se você vive o que aprendeu na igreja.

b) Se você sente o que foi ensinado na igreja.

c) Se você age de acordo com o Espírito de Cristo e não impulsionado por pensamentos humanos.

d) Se você aceita a repreensão da igreja ou se revolta contra seus lideres.

f) Se você ama da mesma forma que Cristo amou.

g) Se você perdoa da mesma forma que Deus perdoou.

e) Então você pode clamar:

a) Junto como bom ladrão: "Lembra-Te de mim, quando vieres no Teu reino".

b) O Senhor Jesus lhe responde hoje: "Em verdade te digo: estarás comigo no Meu reino".

c) Eu quero clamar agora a Jesus no Santuário Celeste: "Senhor, lembra-Te de mim, eu preciso de Ti agora".

Vocês querem isso também, meus amados irmãos e amigos? Então vamos orar!

 

 

 


 


 

11

CÂNTAROS  QUEBRADOS

Rodolpho  Cavalieri

 

TOPO

Salmo 40:1-5

 

I a) Introdução: Nós temos pregado deste lugar, sobre sucessos e forças espirituais, em lutas de sangue, suor e lágrimas, mas com vitórias, isso é muito bom e confortante.

b) Hoje, no entanto, queremos falar com você‚ meu irmão, derrotado, que foi vencido pelo desânimo, e moído pelo fracasso. Há  entre nós muitos cântaros quebrados junto às fontes de  água viva, e cordas partidas junto à orquestra divina.

c) Hoje‚ é o seu dia, irmão constrangido. Aqui presente ou daqui ausente.

Você que brilhou tanto entre os servos de Deus, e se pôs tantas vezes ao lado da Justiça e do direito, das coisas eternas, e contribuiu monetariamente com as necessidades da sua Igreja.

d) Hoje, apesar de estar neste salão, se sente só e penalizado pela sua própria consciência. Os seus atos denunciaram os seus caminhos e terminaram dentro do tremendo atoleiro da morte

e) Os seus amigos, também derrubados, vagueiam lá fora, e esvoaçam de galho em galho seco, qual pomba selvagem, fugaz e fugitiva, que procura se esconder entre as  árvores, nos abrigos fúteis do Adão envergonhado.

f) Você, irmão, constrangido, presente aqui, "caiu da alto de uma janela do templo e morreu", mas a igreja está curvada sobre você, e ora intensamente para ressuscitar-lhe,  à semelhança de Paulo orando sobre Êutico, caído na chão, sem vida, no Templo. Registrado em Atos capítulo 20, verso 12 onde diz: "E levaram vivo o mancebo e ficaram não pouco consolados." Isso vai acontecer também aqui hoje. Você vai receber nova vida, novo poder espiritual.

g) As nossas preces hoje aqui também vão até àqueles que,   à semelhança de Caim, se tornaram fugitivos de Deus e marginalizados da fé. Mas Deus está  cercando a esses nossos irmãos fugitivos da congregação e está  dizendo: "Por que te iraste? E por que descaiu o teu semelhante? Se bem fizeres não haverá  aceitação para ti?" Gên. 4:6-7.

 

II a) O autor do Salmo que lemos no início foi Davi: um rei que se tornou um enganador, adúltero e criminoso. Mas jogado num profundo charco de funestas conseqüências, ele desejou ser livre novamente. O milagre aconteceu e ele, Davi, nos deixou este maravilhoso Salmo 40 como uma luz acesa àqueles que querem voltar.

b) Ilustremos: Anos atrás, um homem que viajava no Estado de Minnesota, Estados Unidos, encontrou-se perdido em meio a uma terrível tempestade. A neve caía sem cessar, e o homem não tinha mais esperança de salvar-se, quando viu  à distância uma luz em uma cabana de troncos.

Fazendo um tremendo esforço, conseguiu chegar até aquela casa, e ajudado pela dona da casa conseguiu se recuperar.

Por ser um homem muito rico, comprou a casinha de troncos e, naquele sítio e ao lado da antiga cabana, construiu uma formosa mansão. Edificou também uma alta torre, e no canto mais alto da torre com uma luz giratória, e, cada vez que há  tormentas, acende a luz a fim de salvar algum viajante que se encontre em dificuldades.

c) Davi deixou este Salmo 40, para também servir de guia aos "derrubados e afogados" pelo inimigo das almas. Vamos analisar e aprender o que temos escrito ali.

 

1º Verso: "O Senhor ouviu o meu clamor". Clamor de arrependimento, de confissão, de reconhecimento, de todo o mal praticado pela fraqueza da carne.

Apesar de Davi possuir espírito forte, ele foi vítima de si mesmo, deixou que o fogo das paixões enchesse o seu coração e inundasse a sua mente, fazendo os seus pés tropeçarem e causar o aniquilamento da sua alma. Mas conseguiu que Deus se inclinasse e ouvisse o seu clamor.

2º Verso: Sentiu o perdão divino quando escreveu: "Tirou-me, o Senhor, dum lago horrível, dum charco de lodo: Pôs os meus pés sobre uma rocha, firmou os meus passos".

Hoje você também meu prezado irmão, atropelado pela vida material e deixado semimorto espiritualmente, pode clamar ao mesmo Senhor de Davi, e ser socorrido em tempo oportuno, pelo santo poder. Isso vai repor em você a alegria da salvação, a satisfação do perdão. Seus pés sairão do atoleiro e serão colocados sobre uma rocha salvadora, seus passos se tomarão firmes e orientados pelo caminho do bem.

3º Verso. No terceiro verso Davi, sentindo-se limpo: Pecados foram perdoados, a consciência foi purificada, afogadas as paixões no amor de Deus, a vida se tornou mais branca do que a neve.

Devemos buscar com interesse o Senhor enquanto o podemos encontrar. Dias virão quando não haverá "graça" para o pecador, e o número de vagabundos espirituais será  grandemente aumentado, e eles andarão pelas larguras da Terra buscando a palavra mas não encontrarão (Amós 8:12).

Hoje‚ é o tempo para você novamente se reconciliar com o Criador. A nossa natureza finita precisa do poder restaurador do infinito para atingir a eternidade. Daí acontecer em nossa vida o que foi expresso no verso 3.

Salmo 40:3"E pôs um novo cântico na minha boca um hino de louvor ao nosso Deus."

Só no Senhor nós sentimos a verdadeira alegria, o resto são só gargalhadas vazias, profundamente ocas, mais passageiras do que as nuvens, e tão fugazes como o vento sem destino.

d) O passo seguinte ao perdão é o testemunho. Disse Davi, ainda no verso 3: Muitos verão a minha vida mudada, e ouvirão o hino de Jesus no qual eu me transformei. Resultado: temerão e confiarão no Senhor. 

e) O seu retorno agora, abrirá  a porta para outros virem a Jesus também e renovarem a sua vida cristã.

f) Eu estive anos atrás buscando alguns irmãos afastados da igreja. Com bastante perseverança nós conseguimos trazê-los, hoje outros da mesma família já retornaram ao redil do Senhor.

g) "Eu te abençoarei e tu serás uma bênção" disse Deus a Abraão - Gên.12:2. Todas as promessas são para os que depositam no Senhor a sua confiança.

Bem aventurado é esse cidadão, ele se torna numa poderosa bênção para si, sua família e para as seus semelhantes.

h) Era uma linda manhã ensolarada de sábado, os filhos de Deus, alegremente cantavam e com felicidade oravam na casa do Senhor. Chegou a hora do culto Divino. Aquele dia o pastor começou o seu sermão dizendo: "Eu quero repetir aqui hoje a pergunta que Deus fez a um homem rebelde, querendo adverti-lo, tencionando salvá-lo. Mas, infelizmente a resposta também foi rebelde. Consequentemente, aquele cidadão estará, seguramente, entre os perdidos que após o milênio ressuscitarão.

Então disse o pastor naquela manhã de sábado: Leiam Gênesis 4:9: "Onde está  Abel teu irmão?" A resposta marota: "Não sei." E aquele rebelde ainda questiona dizendo: "Sou eu guardador do meu irmão?" Assim mesmo, Deus, cheio de paciência e misericórdia retruca: "Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a Terra". Então o pastor da igreja, continuou dizendo: Meus amados irmãos, a voz do sangue do nosso irmão afastado (apostatado) está  clamando por nós. O seu estado de perdido o tornou infeliz sofredor, a paz o abandonou, e o mundo está  açoitando, desgastando, murchando a vida dessas pobres criaturas. O desespero deles lá  fora, clama por nós, pela nossa ajuda, pela nossa força, eles estão atolados num imundo charco de ilusões, vestidos com o manto das trevas exteriores, eles estão em pranto e ranger de dentes. O clamor deles chegou até os Céus e Deus precisa que eu e você vamos até Ele urgentemente!

Uma senhora que ouvia a pregação daquela manhã, se levantou e disse: "Eu estou aqui, e freqüento esta igreja há  longos meses, mas estou sensivelmente abalada e totalmente emocionada com tudo o que estou ouvindo. O que eu devo fazer?"

O Pastor disse. "Eu queria que a igreja fosse a partir de hoje à tarde, visitar os afastados, os chamados de apostatados. Nós temos os nomes e os endereços de todos. Unamo-nos nessa tarefa divina.

Naquela tarde, a igreja em peso foi ao campo apanhar os "feridos e oprimidos pelo diabo". A senhora Meire, a nova membro daquela igreja, teve uma feliz idéia, apanhou flores no jardim de sua casa, usou um lindo cartão de natal e escreveu: "Irmã Antina. Deus te ama. Jesus te fala: "Na cruz morri por ti, por ti ó pecador, Meu sangue ali verti, sofrendo a amarga dor, que fazes tu por Mim?", da amiga Meire, membro da igreja da rua (...).

Antina era a mais terrível sentenciada da Penitenciária de mulheres. Era tão perversa e perigosa que ficava na cela de segurança máxima daquele Presídio. Dona Meire falou com o chefe daquela Instituição e recebeu permissão para chegar até aquela  área. Muito penalizada, assistiu, quando a guarda que a acompanhava abriu uma janelinha que ficava na porta blindada que separa Antina das demais. A Sra. Meire não conseguiu ver o rosto fechado e angustiado da prisioneira, pois, no momento quando enfiou o braço com as flores e o cartão, tudo sumiu rapidamente.

Dentro daquela cela fétida, Antina sentou na sua cama desarrumada tendo nas suas mãos sujas e unhas crescidas o ramalhete de flores, aquelas flores justamente cultivadas por sua mãe na antiga casa do sítio onde ela foi criada. Começou a ler o cartão e as lágrimas começaram a correr pela face. Quando ainda jovem cantava hinos na igreja evangélica que freqüentava, a lembrança da sua infância inocente, de sua adolescência feliz, na freqüência aos cultos, da participação nas reuniões, a família dela, um a um passavam pela sua mente arrependida.

Antina permaneceu ali sentada chorando por cerca de uma hora. Depois num gesto violento, coloca-se de joelhos, e, aquilo que não fazia há vinte anos agora começa a praticar – oração. Orou, chorou e clamou a Deus de tal maneira que até outros presos se interessaram por saber que mudança gloriosa havia se operado naquela mulher toxicômana, perversa, verdadeira fera do presídio, que agora chorava, orava e cantava.

A Sra. Meire deixou o seu telefone no cartão de Antina. A prisioneira transformada fez contato com a sua benfeitora; tempos depois Antina estava freqüentando a igreja e dava um brilhante testemunho em lugares grandes e pequenos, louvando a Deus e convertendo outras pessoas para o Reino de Deus.

i) Ainda resta uma esperança, o Sol continua no seu percurso diário, a semente ainda nasce, a chuva ainda rega a terra, as nuvens ainda viajam pela imensidão e as estrelas brilham no espaço sem fim. O Céu ainda "anuncia a glória de Deus e o firmamento a obra de Suas mãos". Deus ainda espera que Seus filhos rebelados caminhem em Sua direção.

j) o Senhor dos Exércitos que desatolou o criminoso e arrependido rei Davi, Deus que estendeu as mãos a Pedro, perdido e naufragado, o Cristo que salvou a Zaqueu o agiota, o Senhor que recuperou o falsário Levi, Jesus de Nazaré que converteu a Paulo o perseguidor, que salvou Maria Madalena da prostituição e tirou Lázaro do túmulo frio e sem vida, nos diz: "Vinde a Mim", Eu vou sarar a todos, curar seus filhos, limpar sua consciência, purificar para sempre sua vida. Sim, "tudo é possível" se você crer de todo o seu coração.

l) Disse alguém: "Jesus pode transformar você, Ele pode fazer dos fragmentos da sua vida cheia de ilusões um cidadão para o Reino Eterno de Deus. Deus pode ajuntar os pedaços das suas idéias destruídas e refazer uma existência cheia de bálsamo e humanidade".

m) Saibam, irmãos, tudo o que é permitido que venha sobre o filho de Deus, visa o aperfeiçoamento do caráter, a grandeza do espírito, a largueza da caridade, a solidificação da vontade, a fortaleza do espírito, a segurança da alma, a disciplina do corpo, e sobretudo a divinização do amor.

n) Não estranheis a "ardente prova" que pousa sobre vós, ela vos levará  para o campo da fé, pela estrada da dor, pelas montanhas do sofrimento e pelos desfiladeiros da vida dura e de provas, mas que é a estrela de Deus que segue à sua frente apontando o seu destino. Tudo finalmente contribui para o seu bem, porque você ama a Deus.

 

Terminando, eu gostaria que você ouvisse a seguinte experiência:

Certa vez um ferreiro convertido, havia cerca de oito anos, foi surpreendido por um incrédulo, homem culto, com a seguinte pergunta: "Por que é que você tem tantas perturbações? Eu o tenho estado observando. Desde que entrou para a igreja e começou a andar direito e amar as outras pessoas, você tem duas vezes mais aflições do que antes! O que é isso afinal?"

Com rosto pensativo, mas radiante, o ferreiro replicou: "Está  vendo esta barra de aço? É para fazer as molas de uma carruagem, mas antes elas precisam ser temperadas. Para isso eu a aqueço até ficar rubra e a mergulho na  água fria. Se percebo que ela resistiu a  têmpera, aqueço-a outra vez. Vergo-a, e amoldo-a, para prepará-la para a carruagem.

Muitas vezes descubro que o aço é frágil demais e não pode ser usado. Lanço-o então na pilha de material inútil." E acrescenta: "Quando os seus planos não se realizam, confie em Deus, tenho certeza que Deus está  planejando alguma coisa melhor para o irmão."

Cumpramos o nosso dever e esperemos nas Suas promessas.

 

Eu quero hoje dizer a Deus que estou grato pelas experiências difíceis que passei e que pude sentir a Mão de Deus a me guiar, quero agradecer ao Criador e me entregar sem reservas nas Suas mãos.

Você quer isso também?

 

 

 


 


 

12

A  ÚNICA  SAÍDA

Rodolpho  Cavalieri

 

TOPO

RECONCILIAÇÃO: 2 Coríntios 5:18-19

 

I a) Reconciliação é o ato pelo qual, alguém, inimizado com outrem, volta a restabelecer a PAZ entre ambos.

b) A amizade estremecida por algum tempo é recuperada. É a volta dos velhos tempos de amor e companheirismo.

c) A reconciliação é gerada pela renovação do entendimento, e geralmente vem como fruto de um acontecimento novo, algo quase que divino, que rompe o frio gelo do indiferentismo e da arrogância. Aquela filha e aquele pai, há  anos se desprezaram, mas ela agora casada, ganhou um lindo neto, que motivou o reencontro de pai e filha, resultando no perdão e na reconciliação de ambos.

d) A história humana está  compartilhada de cenas impressionantes de atos de reconciliação.

Aconteceu o seguinte fato:

Durante a guerra mexicana; a batalha de Buena Vista, foi travada entre um exército americano de seis mil homens sob o comando do general Zachary Taylor e uma poderosa força mexicana bem maior em número de soldados. Entre os subordinadas da comandante Taylor estava o coronel Jefferson Davis responsável pelo batalhão dos voluntários do Mississipi, Davis era genro do general comandante chefe do exército em marcha.

Aqueles dois militares, apesar de parentes eram inimigos há vários anos. O combate calorosamente disputado, terminou com a vitória americana; em grande parte devido a coragem e perícia dos Rifles do Mississipi, e seu corajoso líder, o coronel Jefferson, que ficou seriamente ferido na luta.

Quando a noticia alcançou o vitorioso general, ele apressadamente, foi até a barraca onde seu genro se submetia ao tratamento dos ferimentos. Aconteceu ali, uma comovente reconciliação, eliminando o rancor que por longo tempo corroeu seu relacionamento. A harmonia e o acordo formados naquele dia no campo de batalha, duraram incólumes até a morte do general Jefferson Davis, como Presidente dos Estados Unidos, doze anos mais tarde.

 

II a) Por mais necessária, significativa e emocionante que pareça a reconciliação entre pessoas, representa ainda muito pouco, comparada corri a reconciliação entre a natureza e o seu Criador, trazendo paz e certeza para o homem, e alegria e júbilo nos Céus. Há muita alegria no Céu quando um pecador se reconcilia com Deus.

b) Em todos os séculos e milênios a divindade vem buscando a reconciliação. Adão, Noé, Abraão, Moisés e outros experimentaram o perdão, e usufruíram da graça da reconciliação através dos sacrifícios de animais simbólicos e representativos.

c) Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou parte de Si mesmo, Jesus cristo, para reconciliar com Deus, os homens e o mundo.

d) Santo Agostinho, um cidadão devasso, fruto da libertinagem e escravo da licenciosidade, reconciliou-se finalmente com Deus, em resposta  às muitas preces de sua piedosa mãe. Agora reconciliado escreveu sobre as muitas graças e alegrias que envolviam o seu ser.

"Se nos criaste para Ti, parque fugimos nós de Ti? E, se fugimos de Ti, por que ansiosamente Te desejamos?"

e) Eu vim, disse Jesus, buscar o salvar o que se havia perdido.

O irmão Sadis era um fiel membro da igreja; praticante da verdade: por palavra e por exemplo, mas deu uma cochilada e o inimigo conseguiu arrastá-lo. O pastor da igreja o encontrou numa feira livre vendendo "bichinhos para crianças" num dia de sábado.

"Meu irmão Sadis, o que houve que o senhor veio parar aqui?"

Um tanto envergonhado confessa que fraquejou e Satanás aproveitou a oportunidade, ele ali vendendo no sábado, a mulher trabalhando fora, a filha fugiu com o namorado, o jovem não sai da rua –tudo, diz o irmão está  em queda livre. O desastre na minha casa, de qualquer lado que o senhor olhar são apenas ruínas. O pastor com muita habilidade e consagração diz àquele cidadão: "Vamos até a sua casa. Já dentro de casa o pastor abriu a Bíblia e leu II Cor. 5:18-19.

Ao terminar a leitura disse: "Deus confiou a nós a palavra da reconciliação, essa verdade transforma e se alguém está  em Cristo é uma criatura arrependida e confortada." Aquele senhor disse: "Agora eu começo a ver tudo diferente. 

f) Da cruz nós vemos tudo pelos olhos da fé, da vitória que vence o mundo, essa é a reconciliação. Vejam este fato:

g) Quando se visita o Palácio da Justiça em Roma, na Itália, encontramos entre as muitas salas um salão bastante curioso, quando olhamos para o teto, as paredes, o assoalho, vemos pinturas em figuras esquisitas. É a impressão que temos quando vamos olhando e percorrendo o salão por todos os lados. Finalmente nós chegamos a um certo ponto do salão, e só daquele único ponto que vemos a realidade. Que beleza! Que maravilha!

Tudo está  em harmonia, as linhas combinadas, as figuras claras e cada traço no respectivo lugar. Somente daquele lugar e totalmente em pé naquele ponto, se pode ver toda arte, toda classe, toda beleza que o artista criou a partir dali. Toda aquela beleza só pode ser contemplada dali.

h) Meu prezado irmão e amigo, nesta hora eu quero lhe dizer a seguinte verdade: coloque-se aos pés da cruz Ali você vai se sentir transformado, a sua mente vai clareando, as seus sentimentos vão tomando sentido, os seus olhos vão deslumbrando o futuro cheio de esperança, o seu coração vai bater no ritmo da graça, as suas mãos vão tocar o além, os seus pés vão pisar seguros e firmes, dali você vai ver as portas abertas diante da cidade de Deus.

i) Não importa de que cor está  a roupagem da sua alma, as manchas escuras do seu espírito, a situação desesperada do seu viver. Ainda que tudo esteja vermelho e podre se tornará  branco como a lã  dos carneiros lavados.

Vamos agora cantar as palavras do hino 206 do Hinário Adventista do 7º Dia. Eu vou primeiro ler essas palavras, depois nós vamos cantar, meditando no que foi dito.

1. De teu pecado te queres guardar?

O sangue de Jesus dá  a poder.

É teu querer do maligno escapar?

Terás no Seu sangue o poder.

 

CORO:  Há  poder, sim, força sem igual

Só no sangue de Jesus.

Há  poder, sim, vem ó pecador,

E aceita o dom de Jesus.

 

4. Queres entrar no serviço real?

O sangue de Jesus dá  a poder.

Queres também ser um servo leal?

Seu sangue tem esse poder.

 

j) Diz o Espírito de Profecia "Há  força na cruz, há  poder no madeiro, voltai-vos para lá  e sereis salvos". Creia nisso prezado ouvinte e vamos nos achegar aos pés da cruz, aonde estão sangrando os pés do Mestre; ali é o único lugar, o único ponto de onde podemos olhar e ver as coisas como elas são, e venceremos e ganharemos e triunfaremos.

k) Os militantes da cruz de hoje triunfarão com os triunfos e as vitórias de Jesus amanhã. Creia nisso: "Achegai-vos a Mim e Eu Me achegarei a vós". "Com amor eterno te amei, com grande misericórdia te achei."

l) A morte do Filho de Deus reconciliou o mundo. "Ele tomou em suas mãos o mundo sobre o qual Satanás pretendia presidir e reintegrou a raça humana no favor de Deus". Instructor 16/04/1903.

m) Assim, pela crucifixão de Cristo, são as seres humanos reconciliados com Deus. Cristo adota os proscritos, e estes se tornam o Seu cuidado especial membros da família de Deus." Carta 255. 1904.

 

III a) Raul era um bom jovem, estudioso, obediente e leal. Um belo dia, ele se juntou à rapaziada daquela cidadezinha e na companhia daqueles baderneiros, praticaram naquele carnaval atos comprometedores, que envergonhavam bastante a família.

O pai de Raul, homem sisudo e defensor dos princípios da moral e da ordem, repreendeu seriamente o filho. O rapaz ficou muito envergonhado e sem ambiente na sua casa. Resultado, despediu-se da sua amável mãe, mudou de cidade e prometeu nunca mais vir ali encontrar-se com seu pai.

Lá  da distante cidade, onde trabalhava, Raul escrevia "de vez em quando" para sua mãe que sofria bastante com a ausência do rapaz.

Chegou o dia em que aquela mãe focou gravemente enferma e telegrafaram ao jovem que viesse. Ele foi avisado que seria a última vez que veria sua mãe. Quando lá  chegou, lhe disseram que subisse ao quarto dela que estava esperando. Quando o jovem entrou no quarto, viu sua pobre mãe tão enferma e mal, ficou em grande emoção.

Do outro lado da cama, seu pai, cabisbaixo e pensativo, pressentindo a morte certa da sua fiel companheira de tantos anos. Com voz trêmula e rouca, aquela serva de Deus disse: "Meu filho eu vou morrer, eu tenho procurado esses anos todos servir a Deus, e sou agradecida por essa oportunidade. Antes da minha partida eu queria orar." Estendendo a mão direita segurou a mão do seu marido, já muito comovida. Voltando-se para seu filho disse: "Raul, meu filho, dê-me sua mão direita." E reunindo as suas forças aquela mãe orava a Deus pelo seu filho e vinha lentamente trazendo a mão para junto do seu peito.

Depois de minutas de prece, as mãos da pai e filho chegaram juntas ao coração da fiel senhora. Exato naquele instante a enferma exclamou: "Graças a Deus!", e faleceu. Pai e filho se olharam se abraçaram e dali para frente viveram na paz de Deus, na religião da mãe e esposa fiel.

b) Oh quão bom e quão suave a reconciliação! Ela aproxima as pessoas, aplaina o passado, esquece, perdoa, redime e salva.

c) "Oh quão necessária e urgente é a nossa reconciliação com Deus nosso amoroso Pai. Em Cristo nós somos reconciliados com Deus A expiação de Cristo inclui toda família humana, ninguém, grande ou pequeno, rico ou pobre, livre ou servo, foi excluído do plano da redenção." O Desejado de Todas as Nações, pág. 74. "Todo aquele que nEle crê" se reconcilia com Deus.

d) A cruz plantada por Cristo entre o Céu e a Terra derribou toda espécie de barreiras, culpas, empecilhos existentes entre os Céus e a Terra, foi construída a verdadeira ponte da amizade entre Deus e os homens, sobem e descem num perfeito e santo ministério salvador.

E antes de terminarmos este tema, eu gostaria de agradecer a Deus pela Sua infinita bondade em aceitar o sacrifício reconciliador feito por Jesus em nosso favor. Se estamos aqui hoje, todos nós, é porque Jesus Cristo ofereceu-Se em sacrifício vivo, santo e útil para nos resgatar e reconciliar com Deus. Eu queria orar agradecendo a Deus por isso.

Quantos queriam também de orar comigo, e se constranger também com o amor de Cristo?

 

 

 


 


 

13

O  HOMEM  QUE  DEUS  USA

Rodolpho  Cavalieri

 

TOPO

Atos 13:22

 

I a) Quando Davi foi achado por Deus, o reino de Israel estava em perigo. Temia-se que, a qualquer momento, o povo de Israel fosse invadido e escravizado novamente.

b) Saul, o rei pusilânime, covarde, falhara vergonhosamente, aceitando até conselhos espiritualistas, perdendo a inteira confiança no Deus de Israel e, consequentemente, Deus o rejeitou.

c) Entre os milhares de israelitas, Deus encontrou o homem procurado. Jovem humilde, de família humilde, o filho mais novo de Jessé, um pastor de ovelhas.

E Deus, feliz com o achado, declarou com entusiasmo: "Achei a Davi, filho de Jessé. Varão conforme o meu coração, que executa  toda a Minha vontade" (ou "todas as Minhas vontades", como está  no grego).

d) É interessante verificarmos que Deus declarou o tipo de pessoa que Ele usa. Resumindo em duas qualidades:

1.   "Varão conforme o Meu coração";

2.   "Que executa  toda a Minha vontade".

 

II a) Quais eram as qualidades do pequeno Davi que a colocaram na "linha telefônica" do Deus dos Céus, a ponto de ser convidado para ser rei de Israel?

b) Existe um testemunho escrito pelo oficial que apresentou Davi ao rei: "Valente e animoso, homem de guerra sisudo (sério, prudente) em palavras." E disse mais: "O Senhor é com ele." I Samuel 16:18.

c) As atitudes destemidas do jovem Davi, a manifestada confiança colocada no Eterno, tomavam o "pastorzinho" vencedor, tanta das feras selvagens, quanto das feras humanas, Golias e outros.

d) Deus sempre assiste comovido, quando Suas criaturas. saem, pela fé, dos limites humanos e estendem a mão para o Infinito, na esperança de glorificar o Deus dos Exércitos. Então, o Criador, na Sua bondade, fortalece esta determinação, torna aquele cidadão numa fortaleza, segura e próspera.

e) A vida de Davi, animoso, valente, prudente e confiante em Deus, o maior testemunho dessa verdade. Nas suas realizações e vitórias, Deus recompensa a esses eleitos, colocando-os, muitas vezes, em funções e responsabilidades que transcendem a imaginação dessas criaturas.

Davi, posto que humilde, mas confiante e destemido, exerceu por quarenta anos o reinado de Israel.

f) Falando acerca de homens que são usados por Deus, diz a Sra. White: "a consagração, integridade, inteligência, operosidade, energia e tato. Demonstrando esses requisitos, homem algum pode ser inferior; ao contrário, possuir dominadora influência para o bem."(Obreiros Evangélicos, pág. 111).